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Jennifer Finch (5 de agosto de 1966 – 18 de julho de 2026) foi uma musicista, designer e fotógrafa estadunidense, mais conhecida por ser a baixista da banda de punk rock L7. Ativa no L7 de 1986 a 1996 e novamente de 2014 a 2026, Finch também compôs músicas e se apresentou com suas bandas OtherStarPeople e The Shocker nesse período, antes de se juntar ao L7 novamente em 2014. Início da vida e fotografia Jennifer Finch nasceu em um hospital administrado pelo Exército da Salvação, em Los Angeles, Califórnia. Ela foi adotada ainda bebê por Robert Edward Finch e Sandra Jacobson, sendo criada em West Los Angeles. Aos 13 anos, ganhou de seu pai uma câmera fotográfica e começou a registrar amigos, músicos e o cotidiano da cena punk de Los Angeles. Essas imagens tornaram-se um importante documento visual do movimento punk californiano no início da década de 1980. Seu interesse pela fotografia se aprofundou em 1980, quando participou de um curso de artes de verão na Otis Parsons School of ...
Da Pérsia ao Irã: A Ascensão de Reza Khan O Estado Imperial da Pérsia, conhecido como Irã Pahlavi, foi o Estado iraniano governado pela dinastia Pahlavi. Até 1935, o país era oficialmente identificado nas relações internacionais como Pérsia. A dinastia Pahlavi foi estabelecida em 1925 e permaneceu no poder 1979. Em dezembro de 1925, o Majlis da Pérsia depôs a dinastia Qajar e aprovou a ascensão de Reza Khan ao trono como o novo xá do Estado Imperial da Pérsia, sob o nome dinástico Pahlavi. O Majlis foi o órgão legislativo nacional da Pérsia durante os períodos Qajar e Pahlavi, entre 1906 e 1979. Foi criado pela Constituição Persa de 1906. Embora essa constituição previsse um Parlamento bicameral, o Majlis permaneceu como a única casa legislativa até a Assembleia Constituinte de 1949, quando foi criado o Senado do Irã, tornando o Majlis a câmara baixa. Em meados da década de 1930, Reza Khan implementou um amplo programa de modernização e secularização do Irã. Um Estado secular é aq...
Curupira: Os Primeiros Registros e a Construção da Lenda Ao longo dos séculos, missionários, cronistas, naturalistas e historiadores registraram diferentes relatos sobre o Curupira, tornando-o uma das entidades do folclore brasileiro mais antigas documentadas em fontes escritas. Esses registros revelam não apenas a evolução da lenda, mas também a forma como indígenas, colonizadores e estudiosos interpretaram essa misteriosa figura da floresta. José de Anchieta e a primeira referência escrita A mais antiga menção conhecida ao Curupira foi feita pelo padre jesuíta José de Anchieta, em 30 de maio de 1560, durante sua permanência em São Vicente. Em uma carta, Anchieta descreveu a crença indígena na existência de espíritos da mata que castigavam aqueles que se aventuravam pela floresta. Segundo seu relato: "É bem sabido e corre o boato de que existem certos demônios, que os brasileiros chamam de Curupira, que frequentemente atacam os índios no mato, açoitando-os, atormentando-os e...
Curupira: Mitos, Poderes e Narrativas da Floresta Desde o século XIX, diversos estudiosos discutem a relação entre o Curupira e a Caipora. Alguns os consideram personagens distintos, enquanto outros acreditam que representam diferentes manifestações da mesma entidade protetora das florestas. O naturalista inglês Henry Walter Bates distinguia claramente o Curupira da Caipora. Já o botânico e explorador alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794–1868), que percorreu cerca de 10 mil quilômetros pelo Brasil entre 1817 e 1820 em uma célebre expedição científica, considerava ambos como uma única figura do imaginário indígena. Algumas características hoje amplamente associadas ao Curupira parecem ter sido originalmente atribuídas à Caipora. Entre elas estão o corpo coberto por longos pelos avermelhados e o hábito de montar um cateto (porco-do-mato). Com o passar do tempo, essas características foram incorporadas à imagem do Curupira em diversas regiões do Brasil, contribuindo para a c...
O Curupira: o Guardião das Florestas O Curupira é uma das figuras mais antigas e importantes do folclore brasileiro. Considerado o guardião das florestas e dos animais silvestres, pune caçadores e madeireiros que praticam a caça predatória ou o desmatamento excessivo. Tradicionalmente, é descrito como um ser de baixa estatura, com cabelos avermelhados e os pés voltados para trás, característica que serve para confundir caçadores e viajantes, fazendo-os seguir rastros na direção errada. É também a primeira entidade do folclore brasileiro registrada em documentos históricos. Etimologia A origem do nome Curupira é controversa. Uma das hipóteses mais aceitas relaciona o termo ao nheengatu, por meio da aglutinação de kuru ("grão", "aspereza") e piré ("pele"), significando "pele áspera", "pele coberta de espinhas" ou "pele cheia de protuberâncias". Outros estudiosos propõem etimologias diferentes, o que demonstra a complexidade d...
O Filho Suicida O instinto mais profundo do homem é guerrear contra a verdade; isto é, contra o Real. Ele foge dos fatos desde a infância. Sua vida é uma evasão perpétua. Milagre, quimera e amanhã o mantêm vivo. Ele vive na ficção e no mito. É a mentira que o torna livre. Só os animais têm o privilégio de levantar o véu de Ísis; os homens não ousam. O homem, acordado, é compelido a buscar uma fuga perpétua para a Esperança, Crença, Fábula, Arte, Deus, Socialismo, Álcool, Amor... O pai esta brincando com seu filho, quando resolve perguntar a criança: O que você vai ser quando crescer? — Um suicida, papai, responde. — Um, o quê? — Um suicida responde calmamente; A mãe chega do trabalho. - Mamãe chegou, amor olha o que nosso filho quer ser quando crescer. - O que filho? - Um suicida mamãe. A mãe preocupada... Mas você sabe o que é um suicida? - É uma pessoa que tentou se matar ou que se matou. - Mãe, você trouxe maçã? O garotinho se alimentava apenas de maças. - ...
Frida Kahlo: Os Últimos Anos, a Dor e a Morte de um Ícone da Arte Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (Coyoacán, 6 de julho de 1907 – Coyoacán, 13 de julho de 1954), mais conhecida como Frida Kahlo, foi uma das mais importantes pintoras mexicanas e um dos maiores ícones da arte do século XX. Ficou mundialmente conhecida por seus numerosos retratos, especialmente autorretratos, e por obras profundamente inspiradas na natureza, no folclore e nos artefatos culturais do México. Influenciada pela cultura popular mexicana e pelas tradições indígenas, Frida desenvolveu um estilo singular, frequentemente associado à arte naïf, por meio do qual explorou temas como identidade, herança cultural mexicana, colonialismo, gênero, classe social, raça e nacionalidade. Suas pinturas possuem forte caráter autobiográfico, combinando elementos de realismo, simbolismo e fantasia para expressar suas experiências pessoais, emoções e conflitos interiores. Embora a própria artista tenha afirmado que não ...