“O homem que se contenta em viver com uma companheira bela e útil, mas sem cérebro, perdeu o gosto por satisfações mais refinadas em favor das gratificações voluptuosas. Ele nunca sentiu a tranquila satisfação, que refresca o coração como um orvalho divino, de ser amado por alguém que pode lhe entender”.
Infelizmente, aplicar essas ideias à sua própria vida foi dificílimo.
Ela se apaixonou por Henry Fuseli, um gênio excêntrico, mas ele era um homem casado e a deixou de lado depois de um demorado flerte.
Quando ainda estava na França, ela se apaixonou por Gilbert Imlay, um aventureiro americano, que estava sempre em busca do esquema que lhe deixasse rico.
Eles tiveram uma filha, Fanny, mas ele perdeu o interesse pelas duas e as abandonou.
Wollstonecraft tentou se suicidar duas vezes.
Depois da segunda tentativa, ao ser retirada do Tâmisa, ela recobrou sua força de vontade: “Parece que me é impossível deixar de existir, ou que este espírito ativo e incansável – igualmente aberto às alegrias e tristezas – seja apenas poeira organizada. Certamente algo reside nesse coração que não é perecível – e a vida é mais que um sonho”.
Enquanto se recuperava do desespero de ter sido abandonada por Imlay, ela tirou três meses de férias com Fanny na Escandinávia, quando escreveu uma das suas obras mais tocantes, Letters Written During a Short Residence in Sweden, Norway and Denmark (“Cartas Escritas durante uma Curta Estadia na Suécia, Noruega e Dinamarca”).
As cartas estavam endereçadas ao anônimo pai americano (Imlay) da sua filha. Elas consistiam em um diário de viagens entrelaçados de comentários sobre política, filosofia e sua vida pessoal.
Depois de ter testemunhado o Terror francês, ela reflete sobre as transformações sociais: “Um afeto ardente pela raça humana produz personalidades entusiasticamente dispostas a provocar alterações prematuras nas leis e governos. Para torná-las úteis e duradouras, essas transformações precisam crescer de cada solo particular, e serem frutos do gradual amadurecimento do espírito de uma nação, e não o resultado forçado de uma fermentação artificial."
Ao longo do livro, Wollstonecraft se esforça para lidar com a tristeza de ter perdido Imlay, transmitindo uma ternura e uma franqueza que tocam o coração.
Tentativas de suicídio
Na procura de Imlay, Wollstonecraft regressou a Londres em Abril de 1795, mas ele rejeitou-a.
Em Maio de 1795, tentou suicidar-se, provavelmente com laudanum, mas Imlay salvou-lhe a vida (embora não se saiba como).
Realizou a viagem que deu origem as Cartas... tendo apenas como companhia a sua filha e uma criada, em 1796.
Quando regressou a Inglaterra, e tomando consciência de que a sua relação com Imlay tinha terminado, tentou, de novo, suicidar-se, deixando uma carta a Imlay: "Que os meus erros fiquem só para mim! Logo, logo esta
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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