Mulheres policiais e Henriette Arendt
As mulheres ocupavam cargos de Matrons (matronas), responsáveis pela revista e custódia de mulheres e crianças detidas, mas sem autoridade policial ostensiva nas ruas.
Marie Connolly Owens é amplamente considerada a primeira mulher com posição de oficial de polícia nos Estados Unidos. Atuou no Departamento de Polícia de Chicago como detetive-sargento, com poder de prisão, focando na aplicação de leis de trabalho infantil e bem-estar. Já Lola Baldwin, em 1908, foi contratada pela cidade de Portland, Oregon, como "detetive feminina", sendo a primeira mulher com funções regulares de aplicação da lei.
Alice Stebbins Wells, em 1910, foi a primeira mulher a ser nomeada oficialmente como "policial" (policewoman) no Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD). Ela foi pioneira ao carregar um distintivo oficial e ter plenos poderes de prisão garantidos por legislação municipal.
No Brasil, em 1955, Hilda Macedo foi a primeira comandante do Corpo de Policiamento Especial Feminino da Guarda Civil de São Paulo, o primeiro grupamento policial feminino da América Latina, conhecido como as"13 Mais Corajosas". Foi um decreto do governador Jânio Quadros que deu origem as "13 MAIS CORAJOSAS".
Henriette Arendt (11 de novembro de 1874 – 22 de agosto de 1922) foi uma escritora e policial alemã. Ela era tia da filósofa e historiadora Hannah Arendt.
Vida pregressa
Arendt nasceu em Königsberg em 1874. Seu pai, Max Arendt, era um proeminente empresário, político local e líder da comunidade judaica de Königsberg, membro da Organização Central para Cidadãos Alemães de Fé Judaica. Arendt foi educada em sua cidade natal antes de concluir seus estudos em Genebra e Berlim. Ela falava alemão, russo, francês e italiano fluentemente. Ela se tornou enfermeira.
A entrada de Arendt na polícia foi incomum. Ela abordou um médico da prisão para perguntar se havia vagas para enfermeiras no hospital penitenciário. Ele lhe disse que não havia nenhuma e, em tom de brincadeira, mencionou que a polícia estava procurando uma senhora idosa (apesar de ter apenas 28 anos) para supervisionar as mulheres presas.
Arendt candidatou-se e conseguiu o emprego em 1903, ela foi a primeira policial da Europa. Em 1899, Arendt renunciou ao judaísmo e se batizou como cristã luterana evangélica.
Henriette Arendt deixou oficialmente o serviço policial em 18 de novembro de 1908, após cinco anos de serviço no Departamento de Polícia de Stuttgart, devido a uma combinação de fatores:
Pressão e Conflitos Internos: Arendt enfrentou anos de isolamento e hostilidade por parte de seus colegas e superiores masculinos, que não aceitavam as suas críticas ao sistema. Ela denunciou publicamente as condições desumanas a que eram submetidas as mulheres e crianças sob custódia policial, o que a tornou uma figura controversa na instituição.
O desgaste físico e emocional causado pelo ambiente de trabalho hostil também contribuiu para a sua saída.
Após deixar a polícia, ela se exilou voluntariamente na Suíça. Ela concluiu e publicou as suas memórias em 1910, onde descreve o seu trabalho com prostitutas, órfãos e mulheres em situações vulneráveis. Foi um escândalo na época por denunciar abusos policiais, a miséria social e a hipocrisia do sistema judicial.
Na Suíça, Arendt se dedicou à luta contra o tráfico internacional de crianças e ao trabalho humanitário. Realizou diversas conferências no país para expor os problemas sociais que testemunhou na Alemanha e para angariar apoio para as suas causas reformistas.
Arendt aprendeu inglês e se preparava para realizar palestras nos Estados Unidos, quando eclodiu a Primeira Guerra e ela foi forçada a retornar à Alemanha. Fixando-se em Mainz, trabalhou como enfermeira. Faleceu aos 47 anos, em uma cirurgia de que não se sabe.
Alex
Christiane F. Vera Christiane Felscherinow, mais conhecida como Christiane F. (Hamburgo, 20 de maio de 1962), é uma escritora e blogueira alemã, que se tornou célebre por contribuir para o livro autobiográfico Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, publicado e editado pela revista alemã Stern em 1978, que descreve sua luta contra o vício durante a adolescência. A Stern (em português: Estrela) é uma revista semanal de tendência liberal de esquerda, fundada em 1 de agosto de 1948, publicada em Hamburgo pela editora Gruner + Jahr, que pertence ao grupo de mídia Bertelsmann. A Stern trata de questões políticas e sociais, fornece jornalismo utilitário e histórias clássicas, galerias de fotos e mostra retratos de celebridades. Tradicionalmente, a revista dá mais ênfase à fotografia do que outras revistas de notícias em geral. Excepcionalmente para uma revista popular na Alemanha Ocidental do pós-guerra, a Stern investigou a origem e a natureza das tragédias precedentes da história alemã. Em 1983...
Comentários
Postar um comentário