O Filho Suicida
O instinto mais profundo do homem é guerrear contra a verdade; isto é, contra o Real. Ele foge dos fatos desde a infância.
Sua vida é uma evasão perpétua.
Milagre, quimera e amanhã o mantêm vivo.
Ele vive na ficção e no mito. É a mentira que o torna livre.
Só os animais têm o privilégio de levantar o véu de Ísis; os homens não ousam.
O homem, acordado, é compelido a buscar uma fuga perpétua para a Esperança, Crença, Fábula, Arte, Deus, Socialismo, Álcool, Amor...
O pai esta brincando com seu filho, quando resolve perguntar a criança: O que você vai ser quando crescer?
— Um suicida, papai, responde.
— Um, o quê?
— Um suicida responde calmamente; A mãe chega do trabalho.
- Mamãe chegou, amor olha o que nosso filho quer ser quando crescer.
- O que filho?
- Um suicida mamãe.
A mãe preocupada... Mas você sabe o que é um suicida?
- É uma pessoa que tentou se matar ou que se matou.
- Mãe, você trouxe maçã?
O garotinho se alimentava apenas de maças.
- Mas você não é feliz?
- Somos obrigados a sermos felizes, a gostar de viver?
O garotinho sempre se mostrou muito maduro, mas o modo como falava dessa vez fez com que seus pais se calassem e apenas o ouvissem...
- Esse mundo é baseado em necessidades psicológicas e as pessoas tendem a exagerar as suas realizações, tudo que vocês façam não passa de vento, todo conhecimento no fundo, é falho. Por isso a felicidade é volátil e geralmente dura pouco, a dor dura para sempre e uma pedra merece ser mais feliz que a maioria dos homens.
Os dois em prantos dizem em simultâneo. Mas você é importante para nós e te amamos...
— Eu acredito que vocês se amam como adultos, não de verdade.
Não, não sou importante, na verdade, a importância que damos a uma pessoa não é muito maior a que damos a um cigarro na hora de o lançar ao vento no momento em que ele acaba. Nós atiramos sentimentos ao vento e vivemos em tempos tão maravilhosos, onde vemos suicídios transmitidos ao vivo, somos tão livres quanto pássaros engaiolados e vemos crianças mimadas virarem adultos frustrados antes de se tornarem velhos rabugentos, mas sempre foi assim.
Nisso os, país do garotinho estão na janela e olham para trás; quando “flashes” de um homem sendo observado por um garotinho com uma arma na boca olhando a mulher caída com um tiro na cabeça; uma mulher observado por um garotinho colocando ricina dada a ela pelo marido na sopa...
A polícia chega ao local e um policial ao ver o garotinho grita.
Ele de novo!
Partindo para cima do garoto, é contido por seus colegas.
Ele tenta explicar ser o quinto duplo suicídio relacionado aquele garoto...
Seus colegas o acham louco.
Uma assistente social busca o garotinho e ao passarem pelo atormentado policial sorriem.
Messes depois um casal sem filhos procura um serviço de adoção e é apresentado a um garotinho cujo único problema é se alimentar apenas de maças...
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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