O Fim da Warner Bros. Cartoons e o Renascimento da Animação (1969–1980) O estúdio original da Warner Bros. Cartoons encerrou oficialmente suas atividades em 10 de outubro de 1969, juntamente com as demais divisões de animação da empresa. O fechamento foi consequência do aumento contínuo dos custos de produção e da queda na rentabilidade dos curtas-metragens exibidos nos cinemas, formato que já perdia espaço diante da crescente popularidade da televisão. Mesmo sem um estúdio próprio de animação, a Warner Bros. continuou explorando seus personagens clássicos. A empresa passou a contratar estúdios independentes para produzir especiais televisivos, comerciais e projetos ocasionais estrelados pelos personagens dos Looney Tunes. Em 1975, foi lançado o documentário Pernalonga: Superstar (Bugs Bunny: Superstar), narrado por Orson Welles e distribuído pela United Artists, então detentora dos direitos da biblioteca da Warner Bros. produzida antes de 1950. O filme apresentava uma retrospectiva da história dos desenhos da Warner e ajudou a reacender o interesse do público pelos personagens clássicos. No ano seguinte, Chuck Jones, um dos mais importantes diretores da Era de Ouro da animação, retornou à Warner Bros. para produzir uma nova série de especiais através de seu próprio estúdio, a Chuck Jones Productions. O primeiro desses trabalhos foi Carnival of the Animals. Em 1979, Jones dirigiu Pernalonga/Papa-Léguas (The Bugs Bunny/Road Runner Movie), um longa-metragem que combinava curtas clássicos dos Looney Tunes e Merrie Melodies com novas sequências animadas, nas quais o Pernalonga apresentava cada episódio. O excelente desempenho do filme convenceu a Warner Bros. de que ainda existia um grande público para seus personagens, levando o estúdio a investir novamente em uma divisão própria de animação. Como resultado, em 15 de março de 1980, foi fundada a Warner Bros. Animation, responsável pela produção de novos especiais televisivos e filmes de compilação estrelados pelos personagens clássicos. O primeiro presidente do novo estúdio foi Hal Geer, que havia trabalhado como editor de efeitos sonoros na antiga Warner Bros. Cartoons durante seus últimos anos de funcionamento. Em 1981, outro importante veterano retornou à empresa: Friz Freleng, que deixou a DePatie–Freleng Enterprises (então transformada na Marvel Productions) para assumir o cargo de produtor executivo da nova divisão. A equipe da Warner Bros. Animation era formada principalmente por profissionais que haviam participado da Era de Ouro da animação do estúdio. Entre eles estavam os roteiristas John Dunn e Dave Detiege, responsáveis pelas novas sequências produzidas para os filmes The Looney Looney Looney Bugs Bunny Movie (1981), Bugs Bunny's 3rd Movie: 1001 Rabbit Tales (1982) e Daffy Duck's Fantastic Island (1983). Esses projetos marcaram oficialmente o retorno da Warner Bros. à produção regular de animações e estabeleceram as bases para a revitalização dos Looney Tunes, que voltariam a ocupar posição de destaque na televisão e, posteriormente, no cinema. A Expansão da Warner Bros. Animation para a Televisão (1986–1990) Em 1986, Friz Freleng deixou novamente a Warner Bros., encerrando seu segundo período no estúdio. No ano seguinte, Hal Geer também se desligou da empresa. Inicialmente, Geer foi sucedido por Steven S. Greene, mas pouco tempo depois a presidência passou para Kathleen Helppie-Shipley, antiga secretária de Freleng. Sob sua liderança, a marca Looney Tunes iniciaria uma importante fase de revitalização. Durante esse período, a Warner Bros. Animation continuou produzindo especiais para televisão e voltou a lançar, ocasionalmente, novos curtas-metragens para o circuito cinematográfico. Entre eles destacam-se The Duxorcist (1987), Night of the Living Duck (1988), Box-Office Bunny (1990) e, posteriormente, Carrotblanca (1995). Grande parte dessas produções foi dirigida por Greg Ford, Terry Lennon e Darrell Van Citters, que também criaram as sequências inéditas do longa de compilação Daffy Duck's Quackbusters (1988). O nascimento da Warner Bros. Television Animation Em 1986, a Warner Bros. decidiu investir definitivamente na animação para televisão, um mercado em franca expansão. Para isso, criou uma divisão dedicada exclusivamente à produção de séries animadas. A nova unidade foi organizada por Jean MacCurdy, presidente da Warner Bros. Animation, que contratou o produtor Tom Ruegger e boa parte da equipe responsável por A Pup Named Scooby-Doo (Um Filhote de Scooby-Doo), série produzida pela Hanna-Barbera entre 1988 e 1991. A Pup Named Scooby-Doo representava uma releitura da franquia clássica, apresentando versões infantis de Scooby-Doo, Salsicha, Fred, Daphne e Velma resolvendo mistérios, em uma abordagem mais cômica e cartunesca. A divisão de televisão foi instalada no Imperial Bank Building, edifício localizado ao lado da Sherman Oaks Galleria, no bairro de Sherman Oaks, em Los Angeles. Esse local se tornaria a sede da produção televisiva da Warner Bros. durante boa parte das décadas de 1980 e 1990. Outro nome importante desse período foi Darrell Van Citters, ex-animador da Disney. Após colaborar com a Warner Bros. nos novos curtas do Pernalonga, ele deixou o estúdio em 1992 para fundar a Renegade Animation, empresa que posteriormente produziria séries como Hi Hi Puffy AmiYumi.

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