Space Jam e o renascimento dos Looney Tunes
O primeiro grande projeto da nova divisão foi Space Jam (1996), uma combinação de live-action e animação estrelada pelo astro da NBA Michael Jordan ao lado dos personagens dos Looney Tunes.
Jordan já havia contracenado com Pernalonga em uma popular campanha publicitária da Nike, experiência que inspirou a produção do longa. As cenas com atores foram dirigidas por Joe Pytka, enquanto a animação ficou a cargo de Bruce W. Smith e Tony Cervone.
Apesar de receber críticas mistas, Space Jam tornou-se um grande sucesso de bilheteria e ajudou a recolocar os Looney Tunes em evidência para uma nova geração. A maior parte da animação foi produzida no recém-inaugurado estúdio de Sherman Oaks, embora diversas sequências tenham sido terceirizadas para estúdios parceiros ao redor do mundo.
A incorporação da Turner Feature Animation
Antes mesmo da fusão entre a Turner Broadcasting System e a Time Warner, a Turner Feature Animation já havia iniciado sua própria produção de longas animados.
Seu primeiro filme foi The Pagemaster (1994), mistura de live-action e animação estrelada por Macaulay Culkin, Christopher Lloyd e Whoopi Goldberg. Distribuído pela 20th Century Fox, o longa recebeu críticas negativas e arrecadou menos do que o esperado nas bilheterias.
Com a fusão entre Turner e Time Warner, concluída em 1996, a Turner Feature Animation foi incorporada à Warner Bros. Feature Animation. Seu último projeto independente, Cats Don't Dance (1997), dirigido por Mark Dindal, estreou já durante esse processo de integração.
Embora tenha sido amplamente elogiado pela crítica por sua animação, trilha sonora e estilo inspirado nos musicais clássicos de Hollywood, Cats Don't Dance fracassou comercialmente devido à limitada campanha de divulgação. Ainda assim, é frequentemente lembrado como uma das animações mais subestimadas da década de 1990.
Camelot, O Gigante de Ferro e Osmosis Jones
O terceiro longa da Warner Bros. Feature Animation foi A Busca por Camelot (Quest for Camelot), lançado em 1998 e dirigido por Frederik Du Chau. A produção enfrentou diversos problemas durante seu desenvolvimento, incluindo mudanças criativas e atrasos, refletindo-se em um lançamento que recebeu críticas mistas e arrecadação abaixo das expectativas.
Apesar do desempenho modesto, sua trilha sonora obteve reconhecimento internacional. A canção "The Prayer", interpretada por Céline Dion e Andrea Bocelli, recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, tornando-se um dos maiores legados do filme.
Em 1999, a Warner lançou aquele que seria considerado o maior triunfo artístico da divisão: O Gigante de Ferro (The Iron Giant), dirigido por Brad Bird. Baseado no romance de Ted Hughes, o filme foi amplamente elogiado pela crítica por sua animação, roteiro e profundidade emocional.
Entretanto, uma campanha publicitária insuficiente resultou em uma arrecadação decepcionante nos cinemas. Com o passar dos anos, graças às exibições na televisão e ao mercado doméstico, O Gigante de Ferro conquistou status de clássico moderno e é hoje reconhecido como uma das maiores animações já produzidas.
O penúltimo projeto da divisão foi Osmosis Jones (2001), outra produção híbrida de live-action e animação. As sequências animadas, dirigidas por Piet Kroon e Tom Sito, foram concluídas antes mesmo da filmagem das cenas com atores, posteriormente dirigidas pelos irmãos Bobby e Peter Farrelly e estreladas por Bill Murray.
O filme recebeu críticas variadas e também teve um desempenho comercial inferior ao esperado. No entanto, obteve boa recepção no mercado de home video, o que motivou a produção da série animada Ozzy & Drix, exibida entre 2002 e 2004.
Após os lançamentos de O Gigante de Ferro e Osmosis Jones, a Warner Bros. iniciou uma reestruturação de sua divisão de animação. A equipe responsável pelos longas foi reduzida, e os departamentos de cinema e televisão passaram a compartilhar as instalações de Sherman Oaks.
O fim da Warner Bros. Feature Animation
O último projeto da Warner Bros. Feature Animation foi Looney Tunes: Back in Action, lançado em 2003. Misturando live-action e animação, o filme tinha como objetivo revitalizar a franquia Looney Tunes e servir como ponto de partida para uma nova série de curtas-metragens destinados aos cinemas.
O roteiro foi escrito por Larry Doyle, enquanto a animação contou com a participação de Eric Goldberg, um dos mais renomados animadores da Disney.
Apesar da boa recepção por parte de muitos críticos, o filme teve desempenho comercial abaixo das expectativas. Como consequência, os planos para uma nova linha de curtas dos Looney Tunes foram cancelados.
Em 2004, a Warner Bros. Feature Animation foi oficialmente incorporada à Warner Bros. Animation, encerrando a experiência do estúdio na produção de longas-metragens animados como uma divisão independente. A partir de então, os Looney Tunes voltariam a concentrar suas aparições na televisão e em projetos especiais, permanecendo afastados dos cinemas até o lançamento de Space Jam: A New Legacy, em 2021.
A Fusão com a Turner e a Consolidação da Warner Bros. Animation (1996–2008)
A fusão entre a Time Warner e a Turner Broadcasting System, concluída em 1996, representou um dos momentos mais importantes da história da Warner Bros. Animation. Além de reunir duas das maiores empresas de entretenimento do mundo, a operação ampliou significativamente o acervo de personagens e fortaleceu a posição da Warner na indústria da animação.
Como parte da negociação, a Warner recuperou os direitos sobre os curtas-metragens dos Looney Tunes e Merrie Melodies produzidos antes de 1950, que haviam sido vendidos décadas antes. A empresa também incorporou dois importantes estúdios de animação: a Turner Feature Animation e a Hanna-Barbera Productions.
A Turner Feature Animation foi imediatamente absorvida pela Warner Bros. Feature Animation, enquanto a Hanna-Barbera passou a integrar a Warner Bros. Animation, preservando inicialmente sua identidade própria.
Até 1998, a Hanna-Barbera continuou operando em seu tradicional estúdio localizado na 3400 Cahuenga Boulevard, em Hollywood, um dos últimos grandes estúdios de animação ainda instalados no histórico distrito cinematográfico. Posteriormente, suas operações, arquivos e a valiosa coleção de artes originais foram transferidos para Sherman Oaks, onde passaram a compartilhar instalações com a Warner Bros. Animation.
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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