Spiritu
Eu estava fumando um cigarro no mesão do Geraldão, quando alguém me pergunta: "Você é punk?".
Eu devia estar de bom de humor - talvez chapado - mas, sei lá algo naquele cara não me permitiu ser grosso como era habitual quando ouvia essa pergunta. Em Veleiros conheci alguns dos maiores filhos das putas que esse mundo podia produzir, mas os caras legais eram muito fodas, e você era um dos mais fodas. Lembra do duplo susto quando nos vimos no Salomão? Acho que você pensou o mesmo que'u: "Porra ou o Salomão é um puta loucão ou ele não sabe quem é esse cara."
Porra, você sempre soube que'u não tinha limites (ainda mais bem louco), né seu cusão? Você fez de propósito, só pode...Me contar a fita do famoso C.P.P.T, na cara dele achando que'u não ia pesar na dele até ele cair na porrada comigo kkkkkkkk.
Tantas fitas loucas mermão, você costumava aparecer do nada por isso tu era o Spiritu, e bem que podia fazer isso agora. Há anos não nos viámos, desde que comecei a fazer aqueles rolés, porém sentia falta de simplesmente me sentar e trocar ideia sobre filosofia ou fumar um cigarro de boa contigo. Mas, os caminhos obscuros do vício me levaram para mais longe. Eu sinto muito por nunca ter te dito o quão valiosa era a sua amizade.
Lembra dos papos loucos sobre espiritualidade? Você tem 90 dias, espero que você veja isso.
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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