Esporte Clube Vitória - História até o centenário
O Esporte Clube Vitória (conhecido como Vitória e cujo acrônimo é ECV) é um clube multi-esportivo brasileiro, sediado na cidade de Salvador, no estado da Bahia. Foi fundado em 13 de maio de 1899 com o nome de Club de Cricket Victoria, mudado para Sport Club Victoria, em 1902, e, finalmente, para o atual nome em 1946. Sendo o clube mais velho do nordeste e um dos mais antigos do Brasil, além de ser um dos pioneiros na pratica do futebol no país.
O Vitória iniciou sua jornada de conquistas no futebol, em 1908, quando se tornou, pela primeira vez, campeão baiano num campeonato disputado apenas por três clubes, devido a saída do Bahiano, que dissolveu-se.
O bicampeonato veio no ano seguinte. Estes foram os dois únicos Estaduais vencidos pelo Vitória até 1953, o clube não ganharia nenhum título, vivendo um de seus piores momentos da história.
Depois de ser vice-campeão por mais duas ocasiões, em 1911 e 1912, a Liga foi abolida por prováveis divergências internas.
Assim, outra liga tomou parte do campeonato em 1913, dessa vez admitindo jogadores negros, o que não agradou os clubes da "velha guarda".
O Vitória e os outros times que faziam parte da organização dos campeonatos até então não concordaram com o novo estilo e abandonaram a Liga, abrindo espaço para outros clubes se inscreverem. Assim, de 1913 a 1919, o rubro-negro não participou do campeonato, deixando que outros times se consolidassem no estado e tomassem conta dos títulos baianos, fazendo com que, no seu retorno, em 1920, o Leão não não tivesse sucesso contra essas equipes.
Nas décadas de 1930 e 1940, os jogadores eram, em sua maioria, universitários, que deixavam o time assim que se formavam. Quando não, o Vitória perdia os jogadores para outros times que ofereciam altos salários, times já profissionais.
Profissionalização e títulos
Os esportes olímpicos continuaram sendo a prioridade do Sport Club Victória até o início da década de 1950, quando o Vitória ainda não tinha se profissionalizado totalmente. Esse "problema" foi resolvido em 1953 (o primeiro a ser disputado integralmente na Fonte Nova), já adotando o profissionalismo no futebol, numa partida emocionante contra o Botafogo quando conquistou seu terceiro título do Campeonato Baiano.
Botafogo Sport Club, também chamado de Botafogo Bonfinense ou simplesmente Botafogo, é um clube esportivo brasileiro, fundado na cidade de Salvador e atualmente com sede na cidade de Senhor do Bonfim. Possui destaque no futebol, modalidade da qual é um dos clubes mais tradicionais do estado da Bahia, sendo até hoje um dos maiores campeões estaduais.
A partir daí, o seu grande rival, o Esporte Clube Bahia, dominaria o Estadual e o Vitória só ganharia os Campeonatos de 1955 e 1958 de 1964 e 1965 (segundo bicampeonato conquistado, primeiro profissional) de 1972, de 1980, de 1985 e o de 1989.
Nesse período, o Bahia chegou a ser heptacampeão, entre 1973 e 1979 – a maior sequência de títulos do futebol baiano.
Em 1972, o Vitória fez sua estreia no Campeonato Brasileiro.
Ficou na vigésima colocação, entre 26 equipes, com seis vitórias, dez empates e nove derrotas. Faria, no entanto, uma partida histórica, recebendo o Santos de Pelé na Fonte Nova, no dia 17 de setembro de 1972, onde venceu por 1 a 0.
No ano seguinte, o Vitória também venceria o primeiro Ba-Vi ocorrido em campeonatos brasileiros, batendo o Bahia por 1 a 0 na Fonte Nova. Manteve-se invicto contra o Bahia em competições nacionais até 1977.
No ano de 1976, ocorreu a segunda edição do Torneio José Américo Filho. Com doze equipes disputando o campeonato, o rubro-negro foi campeão após vencer, na final, o América de Natal por 3 a 0. A campanha vitoriosa teve sete vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.
O Torneio José Américo de Almeida Filho, foi uma competição de futebol realizada no Nordeste brasileiro que reunia, predominantemente, clubes da região. O torneio foi organizado em razão do estádio homônimo, o Almeidão, em João Pessoa, inaugurado em 1975.
Em 1975, o torneio contou com a participação de seis clubes. Já para a edição seguinte, o torneio foi ampliado para doze equipes, com direito à curiosa participação do Volta Redonda, clube do Rio de Janeiro.
Década de 1980: Surgimento do "Nêgo", e Barradão
O grito mais famoso dos torcedores do Vitória, o "Nêgo", foi incorporado depois de um erro da torcida, fato acontecido em 1981, num jogo contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro. Depois de começar o segundo tempo perdendo por 1 a 0, a Vitoraça, torcida organizada do time, procurou motivar os jogadores com seus gritos.
Um deles, o "Leeeeãããão", que seria usado pela primeira vez, acabou pegando, mas de outra forma. O resto do estádio ouviu errado e acabou gritando "Nêêêêgoooo", e hoje o grito é o mais usado nos jogos do rubro-negro.
Mas um dos fatos marcantes da década de 1980 aconteceu no dia 1 de agosto de 1985, quando o clube lançou o seu novo hino, de autoria do compositor Walter Queiroz Júnior (18 de outubro de 1944).
Era a campanha "Este hino vai levantar o Estádio", que pretendia arrecadar recursos para a conclusão do Barradão. E em 1986 o Estádio Manoel Barradas é inaugurado, dando continuidade ao projeto do Complexo Esportivo da Toca do Leão, que depois passou a se chamar Complexo Esportivo Benedito Dourado da Luz, iniciado no final dos anos 1970.
Década de 1990: Independência e hegemonia estadual
A década de 1990 foi certamente uma reviravolta na história do Vitória. Uma nova diretoria havia assumido o time alguns anos antes com promessas de torná-lo um clube de ponta do Brasil. A primeira conquista foi a independência financeira, já que o clube ainda vivia de doações e favores de seus torcedores ilustres.
A gestão se caracterizou pelo alto investimento (ainda que baixo para os padrões do futebol brasileiro na época) nas categorias de base, o que deu resultado: com seis conquistas do Campeonato Baiano (1990, 1992, 1995, 1996 e 1997) contra quatro do Bahia, o Vitória consolidou uma hegemonia estadual e diminuiu a larga vantagem do arquirrival em títulos estaduais e confrontos diretos do clássico Ba-Vi.
Vice-campeonato brasileiro
A década começou promissora, com o terceiro bicampeonato da história do rubro-negro, em 1989-90.
Três anos depois, no seu retorno à Série A, o Vitória montou um elenco modesto com uma folha de pagamento extremamente pequena, dando prioridade à sua divisão de base, que viria a ser sua principal arma para o futuro.
Nomes como Dida, Paulo Isidoro, Alex Alves, Rodrigo, Giuliano foram incorporados ao elenco principal naquele mesmo ano, e foram peças fundamentais para a campanha do Leão no torneio.
Depois de eliminar times como Flamengo, Santos e Corinthians, o Vitória chegou à final contra o milionário Palmeiras.
A diferença entre os dois clubes era gritante. Para se ter uma ideia, a folha salarial inteira do time baiano correspondia apenas ao salário de Edmundo. O Palmeiras acabou vencendo os dois jogos da final.
Tricampeonato baiano e Nordestão
Só em 1997 o Vitória voltaria a fazer uma campanha satisfatória no Campeonato Brasileiro, ano em que terminou em 9° lugar, a 1 ponto da classificação à fase final; 1997 também foi o ano do primeiro Tricampeonato Baiano do time da Barra e da sua primeira Copa do Nordeste, depois de bater o arquirrival Bahia nas finais de ambos campeonatos.
Centenário
O tetracampeonato não veio em 1998, mas em 1999, ano do centenário do rubro-negro baiano, outra "dobradinha" veio e mais uma ótima campanha no Brasileirão, quando ficou na 3° colocação, sendo eliminado pelo Atlético Mineiro, nas semifinais.
A conquista do Baiano foi a mais polêmica da história do Vitória. Título dividido com seu rival tricolor, até hoje é motivo de discussões.
O campeonato foi dividido em dois turnos. No primeiro turno, dois grupos de cinco seriam sorteados e os integrantes de cada grupo enfrentariam os do outro, em jogos apenas de ida. Os dois melhores classificados de cada grupo avançariam às semifinais para que se decidisse quais times disputariam o título do turno.
O segundo turno seria quase idêntico ao primeiro. Apenas uma mudança: os clubes enfrentariam os integrantes do seu próprio grupo.
O campeão de cada turno decidiriam o título também em jogos de ida e volta.
O Vitória tinha o direito de escolher o campo em que disputaria a partida de volta da decisão do campeonato, mas o Bahia, numa ação judicial, conseguiu fazer com que as duas partidas fossem disputadas na Fonte Nova, estádio do governo estadual, sem o consentimento do rival. Assim, no dia da segunda partida, cada time foi para um estádio, ambos celebraram W.O. e se consideraram campeões.
Em dezembro de 2002, a Federação Baiana declarou que nenhum dos clubes tinha direito ao título, mas voltou atrás e, em 2005, as duas agremiações foram consideradas campeãs.
A Copa do Nordeste desse ano veio novamente numa final contra o mesmo Bahia, em dois jogos, tendo o rubro-negro vencido o primeiro jogo por 2 a 0 e o Bahia o segundo por 1 a 0.
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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