Dê um Beijo de Adeus em Napoleão e Nossos Pecados Serão Perdoados
Veja bem, eu nunca fui uma boa pessoa, por que eu seria? Eu não dou a mínima. Nunca fiz questão de agradar ou repelir alguém específico, ou um grupo em geral
eu odeio todo mundo, não na maioria do tempo
muitas vezes eu me sinto um motor que nunca pega giro a chave e nada
eu nunca fui o melhor amigo nem o amor da vida de alguém,
nunca fui um bom filho ou irmão,
mas
tudo bem, hoje aprendi a lidar melhor com o meu Diabo Perverso,
mesmo
quando chega um momento em que simplesmente me canso de procurar por paz de espírito e
apenas penso
nos fantasmas em jantares à luz de velas que comem as velas sem serem vistos
ou se sushi combina com cocaína
nem sempre podemos controlar as forças ao nosso redor
pessoas tóxicas e baixo astral são inevitáveis como gonorreia em clube de swing
às vezes sinto observar a minha vida passar sentando num sofá de espinhos com um prego enfiado na nuca
exalando um cheiro fétido de dor e solidão
tenho pena de quem fará a minha necropsia
estou angustiado
me matem por favor
minha vida resume-se a patética tentativa de tentar escrever algo bonito
ou
menos feio
para mim pouco importam as flores
lavando as mãos no sangue de vermes alimentados com a minha caraça podre
Morte, bebidas e cigarros baratos
precisamos da Morte não como temor,
mas
como fé
pensando no amargor de minha própria existência
tal qual
um suicida preso num lixão
atiramos sentimentos
ao vento
tal qual bitucas de cigarro
gostaria de chorar,
mas
não por mim
"Por quem?"
Pouco importa
as pessoas tendem a exagerar suas realizações
não importa o que faça tudo é em vão
o mundo é um celular transmitindo X vídeos de dentro da cadeia
baseado em necessidades psicológicas, todo o conhecimento no fundo, é falho
com a alma tomada de dores e frustrações mergulho no mar da solidão após outra noite em claro buscando sentindo na vida,
mas
talvez a
Vida
realmente
não tenha sentido e apenas
devemos aceitar que esperança é ilusão e a única saída é o beijo doce da morte
os véus da escuridão envolvem as árvores enegrecidas
tais árvores perdem suas folhas
e caem num chão cheio de pássaros
mortos com as assas cortadas
no subsolo do Inferno, o sol é uma gigante vermelha
lá existe uma estátua de um mártir sem cabeça cuja única realização foi morrer rápido
Dê um beijo de adeus em Napoleão...
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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