Os fantasmas vieram pro jantar
Em todos jantares a luz de velas
felizes são os fantasmas
que comem as velas
e jamais são vistos
Não sei
se
é
o
gosto
Não sei
se
é
o
cheiro
Mas não gosto disso
não quero comer isso
Minha mãe dizia-"come tudo"
e eu forçava
e engolia
Era outro tempo
quando
ainda
faziam
meu prato
Eu era criança tinha que me calar
hoje em dia eu me calo pras crianças falarem
É da hora estar morto
estar debaixo da terra
e ser um fantasma que come as velas do jantar
As vezes sonho que construo caixões
de todos tamanhos
e geralmente sonho
que sou eu no caixão
Vejo-me ali deitado
e sei que o próximo passo será apodrecer
e quem sabe virar um fantasma
e comer velas
no jantar dos outros
Eu deixo aos vivos os vícios
e aos mortos flores
Deixo aos mortos flores
aos vivos vícios
Aos fantasmas
deixo
velas
A quem me conheceu
não deixo
saudade
Lembro-me
do
seu
olhar
Do seu sorriso
do teu beijo
do teu
seio
em
meus
lábios
"A vida mais doce é não pensar em nada"
eu gostaria de não pensar porra nenhuma
de não lembrar caralho nenhum
de ser apenas um maldito fantasma
comendo velas
nos jantares dos outros
É da hora estar morto
enterrado
ser um fantasma
Em meus sonhos
eu
sempre
morro
Sempre me vejo
num
dos
caixões
que
construo
Sou enterrado
num
cemitério
velho
sujo
e na minha lápide
está escrito
aqui jaz
um chato.
Meus diamantes brilhantes
Por debaixo de sua pele
Sua infância se vai
Será que somos naturalmente tristes
E a felicidade,apenas uma intrusa?
Não sei debater felicidade,nunca fui feliz
por debaixo de sua pele
Sua inocência também se vai
Todos sentimentos
Sonhos
Não correspondidos
Realizados
Tudo se vai com sua pele...
Nossos filhos cresceram
Para morrer?
Engasgados com fumaça
Ou mortos por dúvidas?
As vezes não encontramos direção
Mas isso é bom
E também menos dolorido.
Tudo é dor,tudo é frustração
Tenho saudades de minha infância
Pelo menos acho que tenho...
Somos crianças,sonhamos ser adultos
Para depois voltar a sonhar em ser criança
Para envelhecer e morrer
Pra quê?
"À vida é assim,aceite"
Eu sei...
Mas pergunto-me,existe algum sentido nisso?
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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