Olympiacos FC - História até o golpe militar
A Associação de Torcedores Olímpicos do Pireu, ou simplesmente "Olympiacos Piraeus", é uma associação esportiva grega com sede no Pireu. Foi fundado em 10 de março de 1925 e é um dos maiores clubes desportivos da Grécia, com seções de; Basquete Masculino Basquete, Feminino, Voleibol Masculino, Voleibol Feminino, Polo Masculino, Pólo Feminino, Natação, Atletismo, Pingue-pongue, Vela, Canoagem, Remo, Boxe, Kickboxing, Esgrima vôlei de praia e Handebol.
No futebol masculino o Olympiacos disputa a Superliga Grega conhecida como Stoiximan Super League. Sua torcida é ligada às dos clubes Estrela Vermelha, da Sérvia, e Spartak, da Rússia, por seguirem a mesma religião, a ortodoxa, e terem como cores principais o vermelho e o branco.
O seu maior rival é o Panathinaikos, de Atenas, com quem disputa o "Derby dos Eternos Rivais". É o time de maior sucesso na história do futebol grego, tendo vencido 47 campeonatos gregos (de um total de 87 competições), 28 copas gregas (de 80 competições). É o único time grego que conquistou um título europeu a Conference League, em 2024.
O Olympiacos é também uma das três equipas que nunca foram rebaixadas.
O Olympiacos foi fundado em 10 de março de 1925, na cidade de Pireu, para ser o rival do muito forte, na época, Ethnikos de Pireu, mas também tinha o objetivo inicial conforme consta dos estatutos, o cultivo sistemático e o desenvolvimento das possibilidades de participação de seus atletas em competições atléticas, a difusão do ideal atlético olímpico e a promoção do espírito esportivo entre os jovens de acordo com princípios igualitários, enfatizando uma base saudável, ética e social como seu alicerce.
Os membros do "Piraikos Podosfairikos Omilos FC" e do "Piraeus Fans Club FC" decidiram, durante uma assembleia histórica, dissolver os dois clubes para estabelecer um novo unificado, que traria esta nova visão dinâmica para a comunidade. Notis Kamperos, oficial superior da Marinha Helênica, propôs o nome Olympiacos e o perfil de um corredor olímpico coroado de louros como emblema do novo clube.
Em 1926, a Federação Helênica de Futebol foi fundada e organizou o Campeonato Pan-helênico na temporada 1927–1928. Este foi o primeiro campeonato nacional, onde os campeões regionais da liga EPSA (Atenas), liga EPSP (Piraeus) e liga EPSM (Salónica) disputaram o título nacional nos play-offs, com o Aris a tornar-se o primeiro campeão. O Campeonato Pan-helênico foi organizado desta forma até 1958-1959. No entanto, na segunda temporada (1928–29) surgiu uma disputa entre o Olympiacos e a Federação Helênica de Futebol e, como resultado, o clube não participou do campeonato, com Panathinaikos e AEK Atenas decidindo seguir o Olympiacos. Ao longo daquela temporada, os três disputaram amistosos entre si e formaram um grupo chamado POK que durou até meados dos anos 1960.
Enquanto isso, o clube continuou a dominar o Campeonato do Pireu, ganhando os títulos de 1926–27, 1928–29, 1929–30 e 1930–31 e começou a se estabelecer como a principal força do futebol grego; eles estabeleceram um recorde ao permanecerem invictos contra todos os times gregos por três temporadas consecutivas (14 de março de 1926 a 3 de março de 1929), contando 30 vitórias e 6 empates em 36 jogos. Esses resultados suscitaram uma recepção entusiástica por parte da imprensa grega, que chamou o Olympiacos Thrylos ("Lenda")). O Em 1930-31 o Olympiacos conquistou o título da liga nacional grega pela primeira vez, o que foi um marco que marcou o início de uma era de muito sucesso na história do Olympiacos. O Olympiacos teve um grande desempenho durante a competição e conquistou o título de forma muito convincente com 11 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota.
A ascensão da nova década marcou um aumento substancial na popularidade do Campeonato Pan-helênico em toda a Grécia. O Olympiacos conquistou cinco campeonatos em nove temporadas; (1932–33, 1933–34, 1935–36, 1936–37, 1937–38 ) e em 1940, o Olympiacos já havia vencido seis campeonatos nas onze primeiras temporadas do Campeonato Pan-helênico. Além disso, o clube conseguiu ganhar os títulos dos campeonatos de 1936–37 e 1937–38 invicto.
Na Copa da Grécia, o clube não conseguiu vencer a competição nas quatro primeiras edições, apesar de algumas vitórias marcantes, como a vitória recorde por 1 a 6 fora de casa contra o Panathinaikos no Estádio Leoforos em 1932, que é a maior vitória fora de casa da história deste clássico.
Em 28 de outubro de 1940, a Itália fascista invadiu a Grécia e vários jogadores do Olympiacos juntaram-se ao Exército Helênico para lutar contra os invasores. Além disso, após a subsequente ocupação alemã da Grécia , os jogadores do Olympiacos juntaram-se à Resistência Grega e lutaram ferozmente contra os nazistas.
O jogador do Olympiacos, Nikos Godas, figura emblemática do clube, foi capitão do Exército de Libertação do Povo Grego (ELAS) e lutou contra os alemães em várias frentes.
Ele foi executado com a camisa e calções do Olympiacos, como era o seu último desejo. Michalis Anamateros também foi um membro ativo da Resistência Grega e foi morto em 1944. O Olympiacos pagou um alto preço durante a guerra e a subsequente Guerra Civil Grega e o progresso do clube foi colocado temporariamente suprimido.
Depois da guerra, o Olympiacos viu muitos dos seus jogadores-chave da era pré-guerra se aposentarem, com muitas mudanças significativas sendo feitas no elenco da equipe.
Assim que os jogos regulares recomeçaram, o clube do Pireu regressou à posição dominante no futebol grego. De 1946 a 1959, o Olympiacos venceu 9 dos 11 Campeonatos Gregos (1947, 1948, 1951, 1954, 1955, 1956, 1957, 1958 e 1959), trazendo para casa 15 títulos de Campeonato num total de 23 temporadas completas da Liga Grega.
Os seis campeonatos gregos consecutivos vencidos pelo Olympiacos de 1954 a 1959 foram uma conquista incomparável na história do futebol grego, um recorde histórico que durou 44 anos, até que o Olympiacos conseguiu vencer sete campeonatos gregos consecutivos de 1997 a 2003.
Além disso, durante o mesmo período (1946–1959), o clube conquistou 8 Copas da Grécia em 13 edições (1947, 1951, 1952, 1953, 1954, 1957, 1958 e 1959), completando assim 6 Duplas (1947, 1951, 1954, 1957, 1958 e 1959). A lendária equipe do Olympiacos maarcou o período de domínio absoluto do Olympiacos no futebol grego, que disparou a popularidade do clube e espalhou o nome do Olympiacos em toda a Grécia. Assim, após o desempenho recorde do clube na era repleta de troféus da década de 1950, o clube ganhou inequivocamente o apelido de Thrylos, "A Lenda".
Em 13 de setembro de 1959, o Olympiacos estreou-se na Europa contra o Milan pela Taça dos Campeões Europeus de 1959-60 e tornou-se o primeiro clube grego a disputar competições europeias.
A partida de ida foi disputada no Estádio Karaiskakis, no Pireu, e o Olympiacos assumiu a liderança com um gol de Kostas Papazoglou, que foi o primeiro gol marcado por um clube grego (e também por um jogador grego) em competições europeias. O prolífico artilheiro do Milan, José Altafini, empatou a partida com uma cabeçada aos 33 minutos, após cruzamento de Giancarlo Danova. Ilias Yfantis marcou um gol marcante e deu ao Olympiacos a vantagem novamente aos 45 minutos de jogo, quando acertou um voleio entre os defensores Cesare Maldini e Vincenzo Occhetta. Altafini marcou mais uma vez seu segundo gol de cabeça (72 minutos), após cobrança de falta de Nils Liedholm. A partida terminou 2–2, com o Olympiacos tendo um ótimo desempenho contra os campeões italianos, apesar de não ter jogadores estrangeiros em seu elenco, enquanto o Milan contou com quatro jogadores estrangeiros de classe mundial, como Altafini, Liedholm, Juan Alberto Schiaffino e Ernesto Grillo. Na volta, o Milan venceu por 3–1.
O Olympiacos entrou na década de 1960 vencendo as Taças da Grécia de 1960 e 1961, completando assim cinco vitórias consecutivas na Taça da Grécia, o que é um recorde histórico no futebol grego. Nesta década foi criado um time forte com jogadores do final da década de 1950 e novos jogadores importantes.
Em 1963, o Olympiacos tornou-se o primeiro clube grego a vencer uma competição não nacional, vencendo a Taça dos Balcãs, que marcou o primeiro sucesso internacional de qualquer clube de futebol grego. A Taça dos Balcãs foi uma competição internacional muito popular na década de 1960 (foi disputada até 1994).
O Olympiacos liderou seu grupo depois de algumas vitórias notáveis, derrotando o Galatasaray por 1–0, bem como FK Sarajevo (3–2) e FC Brașov (1–0), conquistando também dois empates fora de casa contra o Galatasaray (1–1) e FK Sarajevo (3–3). Na final, enfrentou o Levski Sofia, vencendo a primeira partida no Pireu (1–0, e perdendo a segunda partida pelo mesmo placar. Na terceira final decisiva em Istambul (campo neutro), o Olympiacos venceu o Levski por 1–0 no Estádio Mithatpaşa e venceu a Copa dos Balcãs.
O clube conquistou as Copas da Grécia de 1963 e 1965, completando sete títulos da Copa da Grécia em nove anos. No entanto, os anos 1959-1965 não foram frutíferos para o Olympiacos no Campeonato Grego, já que a equipa não conseguiu conquistar o título durante seis anos. Este desempenho medíocre levou a direção do Olympiacos a contratar o lendário Márton Bukovi como treinador principal do clube. O inovador treinador húngaro, pioneiro da formação 4–2–4 (juntamente com Béla Guttmann e Gusztáv Sebes) era um tático sólido e privilegiava o futebol ofensivo e treinos muito exigentes.
As táticas inovadoras e os métodos de treinamento inovadores de Bukovi transformaram o Olympiacos e criaram uma equipe poderosa e ofensiva, com movimentação constante dos jogadores. Sob a orientação de Bukovi, o Olympiacos venceu 2 Campeonatos Gregos consecutivos (1966 e 1967). Eles conquistaram o título de 1966 com 23 vitórias e 4 empates em 30 jogos e na partida decisiva fora de casa contra o Trikala, cerca de 15.000 torcedores extasiados do Olympiacos invadiram a cidade de Trikala para comemorar a vitória (0–5) e o título depois de sete anos.
Na temporada seguinte, 1966-67, o Olympiacos venceu 12 dos primeiros 14 jogos do campeonato, recorde do futebol grego, que durou 46 anos e até 2013, quando o Olympiacos, sob o comando do técnico Míchel, quebrou seu próprio recorde ao vencer 13 das 14 primeiras partidas da temporada 2013–14.
Eles conquistaram o título de forma convincente e com algumas vitórias notáveis, como a vitória esmagadora por 4-0 contra o arquirrival Panathinaikos, onde O Olympiacos jogou um futebol espectacular e desperdiçou inúmeras oportunidades para um resultado muito maior.
Bukovi tornou-se uma lenda para os torcedores do clube. Um hino especial foi escrito para o Olympiacos de Bukovi e se tornou popular em toda a Grécia.
Pouco antes do final da temporada 1966-67, ocorreu um golpe de estado militar e os coronéis tomaram o poder na Grécia, estabelecendo uma ditadura. O regime dos Coronéis teve consequências devastadoras para o Olympiacos.
Em dezembro de 1967, Giorgos Andrianopoulos, lenda e presidente do clube por 13 anos (1954–1967) foi forçado a deixar a presidência do clube pelo regime militar. Além disso, dias depois outro golpe foi desferido no clube: Márton Bukovi, já uma lenda e arquiteto da grande equipe de 1965-67, foi forçado a deixar a Grécia pela junta militar, sendo rotulado de comunista.
Ele deixou a Grécia em 21 de dezembro de 1967.
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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