Simbolismo russo na pintura
Durante a década de 1890, o Simbolismo tornou-se o principal movimento de vanguarda europeu. O Simbolismo Russo é um movimento literário e pictórico que se desenvolveu no Império Russo, depois da França e da Bélgica, é especialmente na Rússia que o simbolismo se realiza da forma mais original e significativa como movimento cultural. Chega mais tarde, mas se desenvolve mais rapidamente e com mais energia.
A revista Mir Iskousstva (o mundo das artes), sob a direção de Serge Diaghilev, tornou-se não apenas uma revista de artes da Rússia, mas um poderoso comunicador para a divulgação da cultura russa na Europa.
Serge Pavlovich Diaguilev (Perm, 31 de março de 1872 – Veneza, 19 de agosto de 1929) foi um empresário artístico russo e fundador dos Ballets Russes, companhia de bailado a partir da qual muitos famosos dançarinos e coreógrafos surgiram.
Esta revista foi fundada por um grupo de jovens artistas. É um movimento comparável aos dos Nabis, francesses.
O movimento nabi (cujos membros são os nabis) foi um movimento artístico de vanguarda pós-impressionista, nascido à margem da pintura académica no final do século xix e início do século xx.
Em suas obras, os simbolistas tendem a resolver a dificuldade da criação, associando metáforas, abstrações e o irracional. Os simbolistas definem o símbolo como sendo este signo que liga duas realidades: a do céu e a da terra, cuja ligação é estabelecida pelos sentidos, pela intuição e pelo irracional. O simbolismo procura desviar a atenção dos homens da vida quotidiana, de uma visão empírica do mundo para os voltar para os ideais, para a essência do universo. Esta tendência desenvolveu-se com mais energia na Rússia do que no Ocidente, sem dúvida porque a sociedade russa estava sedenta de mudança e os anos que se seguiram testemunharam isso. A situação econômica, política e social era tensa e estava prestes a mudar. A Revolução Russa de 1905 e a Revolução Russa de 1917 estiveram presentes ou próximas. Os artistas adotam a missão de transformar a realidade circundante, através da busca pela beleza e pelo espírito supremo.
Duas etapas podem ser distinguidas na história do simbolismo russo. O primeiro apareceu por volta dos anos 1880-1890. A segunda surge com a figura de Victor Borissov-Moussatov, na passagem dos séculos XIX e XX cujas pinturas estiveram entre as figuras centrais da exposição Rosa Azul em 1907 (falecera em 1905).
Victor Elpidiforovich Borissov-Moussatov (nascido em 2 de abril de 1870 (14 de abril no calendário gregoriano) - 26 de outubro de 1905 (8 de novembro no calendário gregoriano) foi um pintor russo cujo estilo mistura academicismo realista e um certo simbolismo pós-impressionista.
A primeira onda foi mais espontânea e pode ser descrita como uma reação neo-romântica espontânea. Cada um procura o seu próprio caminho: alguns recorrem aos personagens da literatura romântica (O Demônio Sentado de Mikhail Vrubel) - Yrubel é tido como o precursor do Simbolismo russo na pintura e o maior represente da Art Noveau russa - outros à história antiga ( Nicholas Roerich e seus antigos eslavos), outros ainda aos ideais religiosos ( Mikhail Nesterov ) ou éticos. Contudo, têm em comum o desejo de mudar o mundo que os rodeia para criar um novo mundo de acordo com as leis da arte 5 . A segunda onda do simbolismo russo, ao contrário da primeira, adquiriu as características de um sistema estético real. A actividade dos jovens simbolistas procura princípios artísticos gerais, uma linguagem pictórica particular e específica deste único movimento 4 .
Os cenários do mundo teatral ocupam um lugar importante no simbolismo russo. Representam um dos caminhos mais naturais para superar a banalidade da arte realista e o tédio que ela gera. Estas configurações oferecem a possibilidade de abordar telas muito grandes e libertar o artista da estreiteza do cavalete 4 .
Foi por volta de 1910 que começou a decadência do simbolismo como tendência. Todos os seus representantes continuaram a expressar-se com sucesso neste estilo, a criar, mas os seus caminhos começaram a ramificar-se: voltaram-se para trabalhos mais pessoais. Esta não foi a morte do simbolismo, no entanto, como alguns afirmaram. O simbolismo exerceu uma influência importante na literatura e na pintura das gerações recentes e permaneceu a base de uma tradição artística que continua até hoje.
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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