Ba-Vi
O Ba-Vi é o maior clássico do futebol baiano, em que se enfrentam os principais clubes da cidade de Salvador e do Estado da Bahia, o Esporte Clube Bahia e o Esporte Clube Vitória. É considerado também um dos maiores clássicos nordestinos e brasileiros, sendo um dos pouco disputados nas Séries A, B e C.
Bahia e Vitória construíram sua rivalidade um pouco mais tarde que a maioria dos grandes clássicos do futebol brasileiro.
Isto porque o Vitória, apesar de ter sido fundado em 1899 (um dos primeiros clubes do Brasil) e de ter sido um dos pioneiros em criar um departamento de futebol no país, em 1902, só passou a dar real importância ao futebol na década de 1950. Antes, a prioridade do rubro-negro eram os esportes aquáticos, com destaque para o remo. Daí a origem da alcunha “Leões da Barra”, visto que seus remadores praticavam o esporte na região da Barra.
O primeiro Ba-Vi
A primeira partida entre os dois clubes, foi realizada em 10 de abril de 1932. Mas, com um detalhe: o Ba-Vi inaugural teve apenas 20 minutos. Isto porque o jogo foi válido pelo Torneio Início do Estadual daquele ano. Tal competição era muito tradicional à época e servia como uma preliminar do Campeonato Baiano. Composta por todos os participantes do estadual, era disputada em jogos eliminatórios de 20 minutos, num mesmo dia e local.
À época do primeiro confronto, a dupla Ba-Vi vivia momentos distintos. O recém-nascido Bahia era só alegria. Fundado em 1931, ano anterior ao jogo, havia conquistado o Campeonato Baiano logo em sua primeira participação. O time era a grande sensação da cidade. Por outro lado, o futebol do já trintão Vitória atravessava uma fase de instabilidade, porque ainda não havia adotado o profissionalismo. Em 1932, o rubro-negro decidiu voltar à disputa do Baianão após um tempo de ausência, talvez motivado pelo sucesso do novato Bahia logo em seu primeiro ano.
O surgimento da rivalidade
Os primeiros Ba-Vis da história, porém, não foram cercados por toda a expectativa e rivalidade que cercam os clássicos disputados atualmente. Afinal, na década de 1930, Bahia e Vitória ainda não eram os clubes mais vencedores do estado, e sequer os mais tradicionais da capital, Salvador. Tampouco tinham torcidas representativas. Em 1932, ano do primeiro Ba-Vi, o Bahia completava seu primeiro aniversário. O Vitória, ainda com um futebol semi-amador, vivia a fase de transição para o profissionalismo e o esporte principal disputado no clube era o remo.
A partir da década de 1950, com a popularização o Bahia, o Ba-Vi passou a ganhar seus contornos de rivalidade e emoção, fato que tornou cada confronto entre os clubes um imenso atrativo para os baianos, em jogos que sempre atraem milhares de torcedores e geram repercussão nacional.
Comparativo recente
Com a conquista do Campeonato Brasileiro de 1959 e do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Bahia, imaginava-se que o tricolor assumiria de vez o comando do futebol no estado — o tricolor já havia sido tetracampeão baiano de 1981 a 1984 e tricampeão de 1986 a 1988. Entretanto, foi exatamente a partir daí que o Vitória reagiu e diminuiu a hegemonia do futebol baiano, conquistando a maioria dos campeonatos estaduais (em 25 anos, foram 16 títulos estaduais para o rubro-negro), e vencendo a grande maioria dos Ba-Vis desde então.
Diferente das décadas anteriores, o Vitória teve superioridade sobre seu maior rival na década de 2000, foram oito títulos baianos conquistados pelo rubro-negro (2000, 2002, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008 e 2009), contra um do tricolor, na edição de 2001. Na década de 2010, o Bahia voltou a ter uma década superior ao rival, com cinco conquistas (2012, 2014, 2015, 2018 e 2019) contra quatro dos rubro-negros (2010, 2013, 2016 e 2017). Na atual década, começando por 2020, o Bahia possui dois títulos de Campeonato Baiano (2020 e 2023) contra uma conquista do Vitória (2024).
Em âmbito regional, ambos possuem quatro conquistas da Copa do Nordeste, onde o tricolor foi campeão nordestino nas edições de 2001, 2002, 2017 e 2021 e o rubro-negro conquistando as edições de 1997, 1999, 2003 e 2010. Essas quatro conquistas para cada lado consolidam os rivais como os maiores campeões do Nordeste.
Rivalidades anteriores dos dois clubes
Antes do surgimento do Ba-Vi, o Bahia rivalizava com o Galícia, o Ypiranga e o Botafogo de Salvador, em confrontos denominados “Clássico das Cores” (contra o Galícia), “Clássico do Povo” (contra o Ypiranga) e “Clássico do Pote” (contra o Botafogo). Os embates do Vitória contra Galícia, Ypiranga e Botafogo só ganhariam contornos de rivalidade mais tarde.
Ainda nos primórdios do futebol baiano e antes mesmo do Bahia ser fundado, o Vitória mantinha também um clássico com o antigo Clube de Natação e Regatas São Salvador, chamado “Ajuste de Contas”. O São Salvador era muito popular naquela época, e foi uma das primeiras forças do futebol baiano, bicampeão do Campeonato Baiano nas edições de 1906 e 1907. Atualmente, o clube dedica-se apenas à prática de esportes aquáticos.
Alex
Christiane F. Vera Christiane Felscherinow, mais conhecida como Christiane F. (Hamburgo, 20 de maio de 1962), é uma escritora e blogueira alemã, que se tornou célebre por contribuir para o livro autobiográfico Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, publicado e editado pela revista alemã Stern em 1978, que descreve sua luta contra o vício durante a adolescência. A Stern (em português: Estrela) é uma revista semanal de tendência liberal de esquerda, fundada em 1 de agosto de 1948, publicada em Hamburgo pela editora Gruner + Jahr, que pertence ao grupo de mídia Bertelsmann. A Stern trata de questões políticas e sociais, fornece jornalismo utilitário e histórias clássicas, galerias de fotos e mostra retratos de celebridades. Tradicionalmente, a revista dá mais ênfase à fotografia do que outras revistas de notícias em geral. Excepcionalmente para uma revista popular na Alemanha Ocidental do pós-guerra, a Stern investigou a origem e a natureza das tragédias precedentes da história alemã. Em 1983...
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