Alternativa para a Alemanha - Fundaçã e ideologia
Alternativa para a Alemanha (em alemão: Alternative für Deutschland, sigla AfD) é um partido político alemão populista de extrema-direita, fundado em fevereiro de 2013. Os fundadores do partido são Bernd Lucke, professor de Economia da Universidade de Hamburgo, o ex-jornalista do Frankfurter Allgemeine Zeitung Konrad Adam e um ex-político da Unidade Democrata Cristã (CDU), Alexander Gauland.
A CDU é o partido da ex-primeira-ministra Angela Merkel.
História
Em setembro de 2012, Alexander Gauland, Bernd Lucke e o jornalista Konrad Adam fundaram o grupo político Alternativa Eleitoral 2013 em Bad Nauheim, para se opor às políticas federais alemãs relativas à crise da zona euro e para enfrentar os resgates apoiados pela Alemanha para os países mais pobres do sul da Europa.
A crise da zona do euro foi uma crise financeira e de dívida que ocorreu na União Europeia (UE). Vários estados-membros da zona do euro (Grécia, Itália, Portugal, Irlanda e Chipre) não conseguiram pagar ou refinanciar a sua dívida pública, ou resgatar bancos frágeis sob a sua supervisão nacional sem a assistência de outros países da zona do euro, do Banco Central Europeu (BCE) ou do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Seu manifesto foi endossado por vários economistas, jornalistas e líderes empresariais. Em fevereiro de 2013, o grupo decidiu fundar um novo partido para competir na eleição federal de 2013.
Fundação
O partido foi fundado em 6 de fevereiro de 2013. Em 14 de abril de 2013, a AfD anunciou sua presença ao público quando realizou sua primeira convenção em Berlim, elegendo a liderança do partido e adotando uma plataforma partidária. Bernd Lucke, a empresária Frauke Petry e Konrad Adam foram eleitos como presidentes. Em 15 de junho de 2013, a Alternativa Jovem para a Alemanha foi fundada em Darmstadt como a organização juvenil da AfD.
Defendendo a abolição do euro, os apoiadores iniciais da AfD foram os mesmos economistas proeminentes, líderes empresariais e jornalistas que apoiaram a Alternativa Eleitoral de 2013, incluindo ex-membros da União Democrata Cristã da Alemanha (CDU), que anteriormente contestaram a constitucionalidade das políticas da zona do euro do governo alemão no Tribunal Constitucional Federal.
Ideologia e plataforma
O AfD é amplamente considerado um movimento de direita e nacional-conservador em termos socioeconômicos e socioculturais. O resumo de política e a declaração de missão do AfD buscam definir o partido como liberal e conservador, com ênfase na proteção da soberania, identidade ocidental e cultura alemã no que ele chama de “estado-nação pacífico, democrático e soberano do povo alemão”. Cientistas políticos e jornalistas também descreveram o AfD como sinônimo de oposição à imigração, euroceticismo, que mantém uma inclinação nacionalista, com vários tons de nacionalismo alemão. Outros comentaristas o categorizaram como um partido populista de direita radical com ênfase no nativismo. Dentro de sua representação eleita e membros de base, o AfD cresceu para conter facções interpartidárias que variam de conservadores mais moderados a radicais.
O AfD foi inicialmente fundada como um partido conservador liberal da classe média, com uma tendência para um euroceticismo suave, apoiando a adesão da Alemanha à União Europeia, mas criticando uma maior integração europeia, a existência da moeda euro e os resgates da zona euro para países como a Grécia. Naquela época, o partido já defendia o apoio à grandes reformas na zona euro, oposição à imigração e oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Durante este período, o partido adotou posições econômicas liberais, ordoliberais (variante alemã do liberalismo econômico) e políticas nacionais liberais (variante do liberalismo que combina políticas e questões liberais com elementos do nacionalismo).
Em 2015, membros mais moderados, incluindo o fundador e ex-presidente Bernd Lucke, deixaram o AfD depois que Frauke Petry foi eleita presidente para fundar um novo partido, a Aliança para o Progresso e Renovação, que foi renomeado para Reformadores Conservadores Liberais em novembro de 2016. Quando o fundador do partido Bernd Lucke deixou o AfD em 2015, ele citou, entre outras razões, uma orientação de política externa e de segurança antiocidental e decididamente pró-Rússia.
Naquela época, a AfD estava tendo um desempenho ruim nas pesquisas de opinião, com cerca de 3%, e estava sofrendo lutas internas; no entanto, um afluxo de refugiados e migrantes aumentou seu apoio no final de 2015, com o partido se afastando de questões relacionadas à zona do euro para se concentrar na oposição à migração, em particular à imigração muçulmana.
O AfD passou por uma nova mudança para a direita depois que Petry deixou o partido em 2017 e formou o Partido Azul, após a adoção pelo AfD de posições islamofóbicas mais radicais e comentários revisionistas históricos por figuras importantes da AfD. O partido agora se assemelha a outros partidos populistas de direita radical na Europa, mas mantém laços visíveis com grupos ainda mais extremos. O partido foi descrito por cientistas políticos como mais radical do que muitos outros partidos populistas de direita europeus, incluindo os Democratas Suecos, o Partido Popular Dinamarquês e o Partido da Liberdade da Áustria.
O AfD foi acusado de conter membros simpáticos ao movimento Identitário e ao Pegida. A liderança do AfD está dividida sobre se deve abraçar esses movimentos no partido.
O Movimento Identitário é um movimento nacionalista pan-europeu, etno-nacionalista, de extrema-direito ideológico, centrado na preservação da identidade europeia branca, que alega estar sob ameaça existencial do multiculturalismo, imigração e globalização. Os Europeus Patrióticos Contra a Islamização do Ocidente alemão: (Patriotische Europäer gegen die Islamisierung des Abendlandes), abreviado como PEGIDA é um movimento político alemão, anti-islâmico e de extrema-direita. O Pegida acredita que a Alemanha está sendo cada vez mais islamizada.
Em março de 2021, os principais meios de comunicação da Alemanha relataram que o Gabinete Federal para a Proteção da Constituição havia colocado o AFD sob vigilância governamental; como um "grupo extremista suspeito". Em resposta às alegações, membros do AfD disseram que a medida tinha a intenção de prejudicar as chances do partido nas eleições federais alemãs de 2021. A agência declarou que não faria anúncios públicos sobre investigações sobre o AfD ou seus candidatos.
Após as revelações, a vigilância foi bloqueada pelos tribunais para dar oportunidades iguais entre os partidos políticos em um ano eleitoral importante. Em 2022, foi decidido que o BfV pode classificar e monitorar todo o partido como um grupo suspeito de extrema-direita. Em 26 de abril de 2023, o BfV, após quatro anos de investigações sobre a Alternativa Jovem para a Alemanha, categorizou esse grupo como uma organização extremista confirmada. Isso permitiu que o chefe do BfV, Thomas Haldenwang, colocasse a ala jovem sob vigilância ainda mais intensa.
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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