Comer, cagar e morrer
Assim como a maioria
gosto de pensar que sou uma boa pessoa
talvez
para compensar o mal que causo
porém
não há compensação
sou o que sou
como todo humano
somente um pesadelo febril sonhado por um imbecil
que se acha real
forçado a fazer parte do que me esmaga enquanto
o realismo capitalista nos ensina que é mais fácil imaginar o fim do mundo que o fim do capitalismo
mergulhados num fluxo constante de nostalgia e remakes
vend'o lento cancelamento do futuro
como um longo presente estagnado e sem horizontes
vivendo na desolação que a vida nos oferece
aceitando
ou
figindo
não saber que a vida é uma piada sem graça
que
por mais que você ria dela
no final
a piada sempre ri de você e o riso dela é o silêncio de um túmulo
sonhei que andava
semelhante ao filósofo
que sonhou ser uma abelha
e que ao acordar
se questinou
se era um homem sonhando ser uma abelha
ou uma abelha sonhando ser um homem
hoje acordei pior que ontem
não estou conseguindo fazer as coisas de que gosto
se'u e você
morrêssemos agora conseguiriamos pensar se deixaremos um legado
mas
isso importa nas sombras da cidade dos sonhos perdidos
nós nos definimos pelo o que nos causa repulsa
por aquilo que ignoramos
você não conta como caga
você não aborda coisas intímas
e ignora aqueles que não possuem bons modos
mas
perdoe o meu frânces
você deve estar cagando
tudo esta perfeito
perfeito
até demais
nessa utopia do tedio
onde podemos viver de futilidade e esquecer
que tem gente passando fome
o mundo
a partir de uma perspectiva psicológica
é somente uma construção
um reflexo da busca humana pela satisfação das suas necessidades inatas e universais
nós criamos idolos
Imagens a serem cultuadas
e
no final do dia
niguém quer viver a sua própria vida
e
isso é uma puta prisão mental fodida
que
gera
mentiras
loucura
gente falsa
e
falsos idolos
sua Weltanschauung
não quer dizer nada
nem sempre controlamos as forças ao nosso redor
pessoas tóxicas
e de baixo astral são inevitáveis como gonorreia em clube de swing
estou angustiado
me matem
por favor
minha vida resume-se a patética tentativa de tentar escrever algo bonito
ou
menos feio
para mim
pouco importam as flores
lavando as mãos
no sangue de vermes alimentados com a minha carcaça podre
pensando no amargor de minha própria existência
tal qual
um suicida preso num lixão
tendo os
sentimentos
atirados ao vento
tal qual bitucas de cigarro
gostaria de chorar
mas
não por mim
ser humano é preferir sofer com os outros...
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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