Ed Gein — Julgamento e morte
Edward Theodore Gein, mais conhecido como Ed Gein, o ‘Açougueiro de Plainfield’ (27 de agosto de 1906 – 26 de julho de 1984), foi um ladrão de cadáveres humanos, posteriormente condenado pelo homicídio de duas pessoas e, fortemente, suspeito de ter matado outras seis, totalizando oito vítimas.
Julgamento
Em 21 de novembro de 1957, Gein foi acusado de homicídio em primeiro grau no Tribunal do Condado de Waushara, onde se declarou inocente por motivo de insanidade. Ele foi diagnosticado com esquizofrenia e considerado mentalmente incapaz, portanto, inapto para julgamento. Gein foi enviado para o Hospital Estadual Central para Criminosos Insanos, agora Instituição Correcional Dodge, uma instalação de segurança máxima em Waupun, e mais tarde foi transferido para o Instituto de Saúde Mental Mendota em Madison.
Em 1968, os médicos determinaram que Gein estava "mentalmente apto para se reunir com o advogado e participar de sua defesa". O julgamento começou em 7 de novembro de 1968, e durou uma semana. Um psiquiatra testemunhou que Gein lhe disse que não sabia se a morte de Worden foi intencional ou acidental. Gein disse-lhe que, enquanto examinava uma arma na loja de Worden, a arma disparou e matou Worden. Ele alegou não ter apontado o rifle para Worden e não se lembrava de mais nada que aconteceu naquela manhã.
A pedido da defesa, o julgamento de Gein foi realizado sem júri, com o juiz Robert H. Gollmar presidindo. Gein foi considerado culpado por Gollmar em 14 de novembro. Um segundo julgamento tratou da sanidade de Gein. Após depoimentos de médicos da acusação e da defesa, Gollmar considerou Gein "inocente por motivo de insanidade" e ordenou sua internação no Hospital Estadual Central para Criminosos Insanos. Gein passou o resto da vida em um hospital psiquiátrico. O juiz Gollmar escreveu: "Devido aos custos proibitivos, Gein foi julgado por somente um assassinato — da senhora Worden. Ele também admitiu ter matado Mary Hogan."
Destino da propriedade de Gein
A casa de Gein, os anexos e sua propriedade de 79 hectares (195 acres) foram avaliados em US$ 4.700, o equivalente a US$ 51.000 em 2024. Seus bens estavam programados para serem leiloados em 30 de março de 1958, em meio a rumores de que a casa e o terreno onde ela se encontrava poderiam se tornar uma atração turística. Na madrugada de 20 de março, a casa foi destruída por um incêndio. Um subchefe dos bombeiros relatou que uma fogueira de lixo havia sido iniciada a 23 metros (75 pés) da casa por uma equipe de limpeza encarregada de descartar o lixo. Suspeitou-se de incêndio criminoso, mas a causa do incêndio nunca foi oficialmente determinada.
É possível que o incêndio não tenha sido considerado uma questão urgente pelo chefe dos bombeiros Frank Worden, filho da vítima de Gein, Bernice Worden. Quando Gein soube do incidente enquanto estava detido, deu de ombros e disse: "Que bom."
O Ford Sedã de Gein, que ele usava para transportar os corpos de suas vítimas, foi vendido em leilão público por US$ 760 (equivalente a US$ 8.300 em 2024) para o operador de circo Bunny Gibbons. Gibbons cobrava 25 centavos de dólar dos frequentadores do circo para vê-lo. O paradeiro atual do Ford Sedã de Gein é desconhecido.
Morte
Gein faleceu no Instituto de Saúde Mental de Mendota devido a insuficiência respiratória, secundária a câncer de pulmão, em 26 de julho de 1984, aos 77 anos. Gein está enterrado entre seus pais e irmão no cemitério de Plainfield. Ao longo dos anos, caçadores de lembranças lascaram pedaços de sua lápide, até que a própria pedra foi roubada em 2000. Ela foi recuperada em junho de 2001, perto de Seattle, Washington, e colocada em armazenamento no Departamento do Xerife do Condado de Waushara.
Desde então, seu túmulo permanece sem identificação.
A lápide vandalizada de Gein, como estava em 1999, antes de ser roubada.
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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