Ozzy Osbourne — Problemas de saúde, morte, legado e ideologia política
Osbourne era disléxico e sugeriu que poderia ter TDAH. Ele sofreu tremores durante alguns anos e os associou ao seu uso contínuo de drogas. Em 2003, descobriu que se tratava de uma forma genética da doença de Parkinson. Osbourne teve de tomar medicação diária pelo resto da vida para combater os tremores involuntários associados à doença. Ele revelou publicamente o diagnóstico de Parkinson em janeiro de 2020, dizendo: "Não estou morrendo de Parkinson. Tenho convivido com isso durante a maior parte da minha vida." Osbourne também apresentou sintomas de perda auditiva leve, como mostrado no programa de televisão The Osbournes, onde frequentemente pedia à sua família que repetisse o que diziam.
Em 6 de fevereiro de 2019, Osbourne foi hospitalizado em um local não divulgado por recomendação médica devido a complicações da gripe, adiando a etapa europeia de sua turnê "No More Tours II". O problema foi descrito como uma "infecção respiratória superior grave" após um episódio de gripe, que seu médico temia que pudesse evoluir para pneumonia, dada a fisicalidade das apresentações ao vivo e uma extensa agenda de viagens pela Europa em condições de inverno.
No dia 12 de fevereiro de 2019, Osbourne foi transferido para a UTI. A promotora da turnê, Live Nation, disse ter esperança de que Osbourne estivesse "em forma e saudável" e cumprisse as datas da turnê na Austrália e na Nova Zelândia em março. Posteriormente, Osbourne cancelou toda a turnê e, por fim, todos os shows agendados para 2019, após sofrer ferimentos graves em uma queda em sua casa em Los Angeles enquanto ainda se recuperava de uma pneumonia. Já em fevereiro de 2020, Osbourne cancelou a turnê norte-americana de 2020, buscando tratamento na Suíça até abril. Em 2020, Osbourne também revelou ter enfisema.
Em 2025, ele havia perdido a capacidade de andar devido à doença de Parkinson.
Morte e funeral
Osbourne faleceu em sua casa em Buckinghamshire na manhã de 22 de julho de 2025, aos 76 anos, cercado por sua família, 17 dias após o concerto de despedida Back to the Beginning. A causa primária da morte foi determinada como infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco) e parada cardíaca extra-hospitalar, com doença arterial coronariana e doença de Parkinson com disfunção autonômica (uma condição na qual o sistema nervoso autônomo não funciona adequadamente), listadas como fatores associados.
Diversas figuras públicas e músicos prestaram homenagens. Elton John referiu-se a ele como "um querido amigo e um grande pioneiro que garantiu seu lugar no panteão dos deuses do rock — uma verdadeira lenda".
Em 30 de julho, seu cortejo fúnebre saiu de Villa Park, passando pela casa de infância de Osbourne na Lodge Road, e seguiu para a Broad Street, que foi fechada ao trânsito.
O Villa Park é um estádio de futebol em Aston, Birmingham, com capacidade para 43.205 espectadores. É a casa do clube da Premier League, Aston Villa, desde 1897. O Villa Park é o 11º maior da Inglaterra.
Ozzy Osbourne torcia pelo Aston Villa, ele sempre demonstrou grande paixão pelo time, inclusive estrelou a campanha de lançamento de seus uniformes e fez seu último show em 2025 no estádio do clube, o Villa Park, em 5 de julho de 2025. O clube e a torcida realizaram diversas homenagens a Ozzy após sua morte, incluindo um mural em frente ao estádio com a frase "Ozzy Forever", um mosaico 3D no estádio Villa Park e "Crazy Train" sendo tocada na entrada dos times em campo.
Em 2024, o Aston Villa/Adidas e Black Sabbath lançaram uma linha exclusiva de chuteiras em homenagem à banda. Além do Aston Villa, ele também era fã do time de hóquei no gelo St. Louis Blues.
O cortejo parou na Ponte Black Sabbath, onde a família de Osbourne viu as flores e mensagens deixadas pelos fãs e se encontrou com o Lord Mayor (prefeito) Trabalhista Zafar Iqbal. Uma curiosidade, o mandato do prefeito de Birmingham tem a duração de 1 ano.
O cortejo então passou pelo mural do Black Sabbath na Navigation Street e pelo The Crown, onde o Black Sabbath fez seu primeiro show. Dezenas de milhares de pessoas se reuniram ao longo do percurso para prestar suas homenagens. Naquele mesmo dia, a Banda da Guarda Coldstream (uma das mais antigas do exército britânico, formada oficialmente em 16 de maio de 1785) tocou "Paranoid" do Black Sabbath durante a cerimônia de Troca da Guarda no Palácio de Buckingham.
Um funeral privado foi realizado no dia seguinte, com a presença somente de sua família e um seleto grupo de amigos próximos e estrelas do rock, incluindo Elton John, Marilyn Manson, Rob Zombie, Zakk Wylde, James Hetfield e seus companheiros de banda do Black Sabbath. De acordo com seus desejos, Osbourne foi enterrado nos terrenos de sua propriedade familiar privada, Welders House, perto de um lago "bonito".
Legado
Osbourne foi um dos fundadores do heavy metal por meio de seu trabalho com o Black Sabbath e foi descrito pela Rolling Stone em 2020 como "o garoto prodígio do hard rock". Ele foi chamado de "Padrinho do Heavy Metal".
Mas não gostava de ser categorizado como um artista de heavy metal, afirmando que, embora sua banda "fosse pesada, outras bandas consideradas heavy metal eram realmente pesadas" Afirmando também: "Quando você é rotulado com um certo [gênero], pode ser muito difícil fazer algo um pouco mais leve ou uma faixa acústica ou o que você quiser fazer. Antigamente, era sempre rock. Ainda é somente rock."
Fora da música, Osbourne e o programa de sua família, The Osbournes, são considerados um programa pioneiro do gênero dos Reality Shows e que inaugurou uma era de programas focados na vida familiar de celebridades.
Uma exposição sobre a vida de Osbourne foi inaugurada no Birmingham Museum & Art Gallery em 25 de junho de 2025 (antes de sua morte), apresentando objetos pessoais, fotografias e homenagens à sua carreira e legado. Originalmente programada para encerrar em 28 de setembro de 2025, a exposição foi prorrogada até 18 de janeiro de 2026 devido à demanda do público e às homenagens prestadas após sua morte.
Sharon and Ozzy Osbourne: Coming Home, um documentário da BBC filmado ao longo de três anos, foi ao ar em 2 de outubro de 2025 na BBC One e no BBC iPlayer. Ele narra o retorno de Osbourne ao Reino Unido, seus problemas de saúde e sua última apresentação ao vivo em Birmingham, realizada pouco mais de duas semanas antes de sua morte.
O documentário Ozzy Osbourne: No Escape from Now narra os últimos seis anos da vida de Osbourne. Ele estava em desenvolvimento antes de sua morte, sendo lançado no Paramount+ em 7 de outubro de 2025.
Ideologia política
Osbourne escreveu em sua autobiografia de 2009: "Não me sinto muito à vontade com políticos". Ele relembrou um encontro com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair em uma premiação: "Eu não conseguia acreditar que nossos jovens soldados estavam morrendo no Oriente Médio e ele ainda tinha tempo para ficar por aí com estrelas pop".
Sir Anthony Charles Lynton Blair (nascido em 6 de maio de 1953) é um político britânico que serviu como Primeiro-Ministro do Reino Unido de 1997 a 2007 e Líder do Partido Trabalhista de 1994 a 2007. Ele é o segundo primeiro-ministro com o mandato mais longo na história britânica do pós-guerra, depois de Margaret Thatcher. Foi também o político trabalhista com o mandato mais longo a ocupar o cargo e a primeira e única pessoa até hoje a liderar o partido a três vitórias consecutivas em eleições gerais.
Osbourne criticou Donald Trump. Ele disse que o presidente dos EUA estava "agindo como um idiota" com sua resposta à COVID-19. Ele acrescentou: "Se eu estivesse na presidência, tentaria aprender um pouco sobre política. Porque o cara que está lá agora não sabe muito sobre isso". Em 2020, depois que Trump usou a música de Osbourne em sua campanha, ele emitiu uma declaração proibindo Trump, ou qualquer outra campanha, de usar sua música sem aprovação. Em 2024, Osbourne disse: "Donald Trump é um criminoso, certo? Corrijam-me se eu estiver errado, criminosos não podem possuir uma arma. Ele não pode possuir uma arma, mas ele poderia começar a Terceira Guerra Mundial sozinho".
Em 2022, Osbourne expressou seu apoio à Ucrânia após a invasão em grande escala do país pela Rússia. Naquele ano, ele dedicou seu álbum Patient Number 9 à Ucrânia e prometeu doar toda a renda para a organização Third Wave Volunteers.
A esposa de Osbourne, Sharon, uma defensora pública de Israel (seu pai era judeu asquenaze), disse pouco depois dos ataques de 7 de outubro de 2024 contra Israel: "Ozzy está tão confuso com tudo isso e fica me solicitando para explicar por que existe tanto ódio aos judeus".
Nessa época, Osbourne disse que não queria nenhuma associação com Kanye West, devido ao antissemitismo de West. Em 2024, após apelos por um boicote cultural a artistas israelenses, ele e Sharon estavam entre os que assinaram uma carta aberta da Creative Community For Peace, em "apoio à liberdade de expressão e contra boicotes discriminatórios". Em 2025, ele e Sharon estavam entre os que assinaram uma carta aberta solicitando uma investigação sobre o suposto viés anti-Israel na cobertura da BBC sobre a guerra em Gaza.
Embora Osbourne não fosse judeu por nascimento ou conversão, ele foi — por amor, convivência e convicção, já que sua esposa Sharon sempre falou com carinho sobre sua herança, seu vínculo com a cultura judaica e os valores que transmitiu aos filhos.
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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