Brigitte Bardot — infância e adolescência
Brigitte Anne-Marie Bardot (Paris, 28 de setembro de 1934 — Saint-Tropez, 28 de dezembro de 2025), frequentemente referida por suas iniciais "B.B.", foi uma atriz, modelo e ativista francesa. Famosa por interpretar personagens emancipados e hedonistas, ela foi considerada um dos maiores símbolos sexuais das décadas de 1950 e 1960. Figura feminina de destaque durante esse período, Bardot tornou-se mundialmente conhecida em 1957, após protagonizar o polêmico filme E Deus Criou a Mulher, trabalho censurado em muitos países e que a catapultou a um nível de fama internacional até então inédito para uma atriz de língua estrangeira atuando fora de Hollywood. Ela trabalhou com diversos cineastas renomados, interpretando personagens com elegância e sensualidade fotogênica. Seu estilo de vida liberal e inconformista na Europa do pós-guerra também chamou a atenção de muitos intelectuais franceses e despertou grande interesse público. Simone de Beauvoir, em sua obra de 1959 intitulada A Síndrome de Lolita, descreveu Bardot como "uma locomotiva da história das mulheres". Bardot tinha uma irmã mais nova, Marie-Jeanne Bardot (nascida em 5 de maio de 1938), conhecida profissionalmente como Mijanou Bardot,é uma escritora, empresária e atriz aposentada francesa.
Brigitte Bardot nasceu no dia 28 de setembro de 1934 em um apartamento localizado na Place Violet no 15.º arrondissement de Paris. Seu pai, Louis Bardot, era engenheiro e industrial, proprietário das Usines Bardot, um complexo industrial francês especializado na fabricação de ar comprimido e gases liquefeitos, agora pertencentes à Air Liquide.
A Air Liquide é uma multinacional francesa e líder mundial em gases, tecnologias e serviços para os setores de Indústria e Saúde. Com presença em 75 países e mais de 66.000 funcionários, a empresa atende a milhões de clientes e pacientes globalmente.
A Air Liquide Brasil opera há mais de 70 anos e cobre aproximadamente 80% do território nacional. Suas principais frentes incluem:
Gases Industriais: Fornecimento de oxigênio, nitrogênio, hidrogênio e gases raros para setores como metalurgia, química, eletrônica e alimentos.
Saúde (Air Liquide Healthcare): Através de marcas como a VitalAire, oferece gases medicinais (como oxigênio hospitalar), equipamentos de ventilação e serviços de atendimento domiciliar para pacientes com doenças respiratórias.
Em seu tempo livre, Louis Bardot escrevia poesia, que publicava sob o nome de Pilou-Bardot. Uma de suas coletâneas, Vers en vrac, foi premiada com o prêmio Paul-Labbé-Vauquelin pela Academia Francesa em 1961.
O prêmio Paul-Labbé-Vauquelin, da fundação com o mesmo nome, é um antigo prêmio bienal de poesia da Academia Francesa, criado em 1929 e extinto em 1994, "destinado ao autor de uma coleção de versos de inspiração regionalista, ou na falta desta, de inspiração íntima".
Sua mãe, Anne-Marie Mucel (1912–1978), passou parte da sua juventude em Milão, Itália; os seus pais tinham um camarote no Teatro alla Scala. Ela queria ser bailarina e atriz.
Ela conheceu Louis Bardot em 1933 e casou-se com ele no mesmo ano. Havia uma diferença de idade de 16 anos entre eles e tratavam-se formalmente. Em sua casa, a limpeza era feita por empregados que moravam no sótão, e Anne-Marie nunca cozinhava. A partir de 1942, aos 30 e 46 anos, respectivamente, eles passaram a dormir em quartos separados. Nessa época, Anne-Marie montou uma oficina de chapéus em um cômodo de seu apartamento. Ela apresentava e vendia suas criações para amigos. Após a Segunda Guerra Mundial e até a década de 1950, ela continuou seu negócio de chapelaria, acrescentando a costura ao seu repertório, e se especializou em vestidos de debutante.
A infância de Bardot foi próspera; ela morava no apartamento de sete quartos da família, no luxuoso 16º arrondissement.
O 16° arrondissement é considerado uma das áreas nobres de Paris, estando próximo ao Arco do Triunfo. Nesse arrondissement fica o estádio e sede do PSG - Paris Saint-Germain, e também o Bois de Boulogne: Bosque de Bolonha é um parque público estabelecido na década de 1850, durante o reinado de Napoleão III, considerado uma das mais importantes áreas verdes da capital francesa.
É o segundo maior parque de Paris, o bosque foi palco de diversas experiências aerostáticas realizadas por Alberto Santos Dumont entre 1898 e 1903, culminando no histórico voo do avião 14-Bis em 1906.
No entanto, Bardot cresceu em uma família católica conservadora, assim como seu pai. Em entrevista ao escritor e jornalista Jean Cau, Bardot atribuiu seu espírito rebelde à educação que recebeu: "Fui criada por pais de direita, de uma burguesia austera, que me deram uma educação católica bastante rigorosa. "
Jean Cau (8 de julho de 1925, em Bram, Aude – 18 de junho de 1993) foi secretário de Jean-Paul Sartre, depois foi jornalista e repórter do L'Express, Figaro e Paris Match.
Além de romances e jornalismo, ele escreveu duas peças, bem como coescreveu o roteiro do bem-sucedido filme francês de gângster de 1970, Borsalino, estrelado por Alain Delon e Jean-Paul Belmondo. Em 2009, a revista Empire o classificou como o nº 19 em uma pesquisa sobre "Os 20 Maiores Filmes de Gângsteres que Você Provavelmente Nunca Viu". O filme é baseado nos gângsters Paul Carbone e François Spirito, que colaboraram com a Alemanha nazista durante a ocupação da França na Segunda Guerra Mundial (embora isso não seja mencionado no filme).
Seu pai exigia que ela seguisse padrões de comportamento rígidos, incluindo boas maneiras à mesa e o uso de roupas apropriadas. Sua mãe era muito seletiva na escolha de suas companheiras, então Bardot teve poucas amigas na infância. Bardot citou um incidente traumático em que ela e sua irmã quebraram o vaso favorito dos pais enquanto brincavam em casa; seu pai chicoteou as irmãs 20 vezes e, posteriormente, as tratou como "estranhas", exigindo que se dirigissem aos pais usando o pronome formal de segunda pessoa "vous", usado em francês ao falar com pessoas desconhecidas ou de fora do círculo familiar imediato. O incidente levou Bardot a nutrir um profundo ressentimento pelos pais e ao seu futuro estilo de vida rebelde.
Sua mãe não hesitava em lhe dar um tapa “se seu corpo se curvasse”, para que sua filha adquirisse aquela “postura altiva”, que a caracterizava que era percebida por alguns como arrogância.
Os pais de Brigitte Bardot eram apaixonados por cinema e adoravam filmar a família com uma câmera amadora, uma prática ainda rara na época. Como resultado, existem inúmeros filmes de Brigitte quando criança, desde os dois dias de vida até os 16 anos. Uma sequência, filmada em 1939 por sua mãe, Anne-Marie, mostra Brigitte aos cinco anos em um cenário que retrata uma história de amor bucólica com um menino, incluindo várias cenas de beijo. Essa sequência foi exibida durante o primeiro episódio de Cinq colonnes à la Une (Cinco Colunas na Primeira Página) em 9 de janeiro de 1959. France Roche estava entrevistando Brigitte Bardot, então trouxe Michel Igon, seu colega de elenco na sequência, para o set. Ele falou sobre as muitas filmagens dos pais de Brigitte Bardot, que dirigiam as crianças rigorosamente, às vezes até mesmo batendo nelas.
Quando criança, Brigitte Bardot se considerava feia e se sentia indesejada. Ela usava aparelho ortodôntico e óculos. Ela sofreu de ambliopia na infância, o que resultou em diminuição da visão em seu olho esquerdo.
Ambliopia, ou olho preguiçoso, é uma disfunção oftálmica caracterizada pela diminuição da acuidade visual uni ou bilateralmente, sem que o olho afetado mostre qualquer anomalia estrutural. É a causa mais comum de deficiência visual em crianças e adultos jovens.
Brigitte Bardot aos 19 anos em 1954.
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
Comentários
Postar um comentário