David Bowie — Legado, prêmios e homenagens
David Bowie, nome artístico de David Robert Jones, (Londres, 8 de janeiro de 1947 — Nova Iorque, 10 de janeiro de 2016), foi um cantor, compositor, ator e produtor musical britânico. Por vezes referido como "camaleão do Rock" pela capacidade de sempre renovar sua imagem, foi uma importante figura na música popular durante cinco décadas. Sendo considerado um dos músicos populares mais inovadores e ainda influentes de todos os tempos, sobretudo por seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980, além de ser distinguido por um vocal característico e pela profundidade intelectual de sua obra.
Bowie é geralmente considerado um dos músicos mais influentes de todos os tempos. Suas canções e as apresentações inovadoras trouxeram uma nova dimensão para a música popular do começo da década de 70, influenciando fortemente tanto suas formas imediatas como seu desenvolvimento posterior. Pioneiro do glam rock, de acordo com vários críticos, Bowie criou o gênero ao lado de Marc Bolan (nascido Mark Feld; Londres, 30 de setembro de 1947 — Londres, 16 de setembro de 1977), foi um músico, cantor e compositor. Ele foi um dos pioneiros do movimento glam rock no início da década de 1970 com sua banda T. Rex.
De acordo com diversos autores, por exemplo, ao incorporar personas andróginas como Ziggy Stardust e Aladdin Sane na era do glam rock nos anos 70, Bowie criou uma classe adolescente independente na época e também auxiliou movimentos como a libertação gay. Nessa era, sua postura ajudou a criar novas modas que ainda interessam às pessoas de hoje em dia.
De acordo com Alexis Petridis, do The Guardian, em 1980 Bowie era "o artista mais importante e influente desde os Beatles". Sua influência foi abrangente devido à constante reinvenção, levando-o a ser apelidado de "camaleão do rock". Joe Lynch, da Billboard, argumentou que Bowie "influenciou mais gêneros musicais do que qualquer outra estrela do rock", do glam rock, folk rock e hard rock, à música eletrônica, rock industrial e synth-pop, até mesmo hip hop e indie rock. No The New York Times, Jon Pareles disse que Bowie "transcendeu a música, a arte e a moda" e apresentou ao seu público o funk da Filadélfia, a moda japonesa, a música eletrônica alemã e drum and bass. O biógrafo Thomas Forget disse em 2002: “Como ele teve sucesso em tantos estilos musicais diferentes, é quase impossível encontrar um artista popular hoje que não tenha sido influenciado por David Bowie.” Neil McCormick, do The Daily Telegraph, afirmou que Bowie teve “uma das carreiras supremas na música popular, arte e cultura do século XX” e “ele era inventivo demais, volúvel demais, estranho demais para que todos, exceto seus fãs mais devotos, conseguissem acompanhá-lo”.
As canções e a presença de palco de Bowie lhe valeram o mérito de "trazer sofisticação ao rock", e as críticas reconheciam frequentemente a profundidade intelectual de seu trabalho. O editor de artes da BBC, Will Gompert, comparou Bowie a Pablo Picasso, escrevendo que ele era "um artista inovador, visionário e inquieto que sintetizou conceitos complexos de vanguarda em obras belamente coerentes que tocaram os corações e as mentes de milhões".
The Man Who Sold the World (1970), por exemplo, influenciou elementos do goth rock, darkwave e da ficção científica de bandas como Siouxsie and the Banshees, The Cure, Gary Numan, John Foxx e Nine Inch Nails. Bowie lançou álbuns como Diamond Dogs (1974), cujo som pesado e temática de caos urbano antecipava a revolução punk de bandas como The Germs e Sex Pistols. Por inspirar os primeiros artistas do movimento, Bowie tornou-se "uma das influências mais seminais do punk", nas palavras do biógrafo Michael Campbell. Em 1976, o valorizado Station to Station exerceu enorme influência no pós-punk, principalmente no Magazine.
Magazine é uma banda britânica de rock, formada em Manchester, pelo cantor Howard Devoto e pelo guitarrista John McGeoch. Eles foram um dos pioneiros do pós-punk. Seu primeiro álbum, Real Life, foi lançado com aclamação da crítica no início de 1978.
No ano seguinte, "Heroes" (1977) da 'Trilogia de Berlim' serviu de base para John Lennon e Yoko Ono produzirem seu último álbum juntos, Double Fantasy (1980).
Prêmios recebidos por David Bowie
O sucesso comercial de Bowie em 1969, "Space Oddity", lhe rendeu um Prêmio Especial Ivor Novello de Originalidade.
Os Prêmios Ivor Novello, nomeados em homenagem ao artista galês Ivor Novello. São entregues anualmente em Londres pela Ivors Academy, anteriormente chamada Academia Britânica de Compositores, Escritores e Autores, desde 1955. Os Ivors são reconhecidos mundialmente como a principal plataforma para reconhecer e premiar os talentos de compositores e letristas da Grã-Bretanha e Irlanda. Os Ivors continuam sendo a única cerimônia de premiação no calendário musical que não é influenciada por editoras e gravadoras, mas julgada e apresentada pela comunidade de compositores. Ivor Novello (nascido David Ivor Davies; 15 de janeiro de 1893 – 6 de março de 1951) foi um ator, dramaturgo, cantor e compositor galês que se tornou um dos artistas britânicos mais populares da primeira metade do século XX.
Por sua atuação em O Homem Que Caiu na Terra, ele ganhou o Prêmio Saturno de Melhor Ator.
O Prêmio Saturno de Melhor Ator é concedido anualmente pela Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Terror para homenagear atuações no gênero em filmes, televisão e vídeo. Os Prêmios Saturno foram idealizados pelo historiador Dr. Donald A. Reed, que acreditava que os filmes de ficção científica, fantasia e terror nunca recebiam o reconhecimento que mereciam.
Nas décadas seguintes, Bowie recebeu seis prêmios Grammy e quatro Brit Awards, incluindo o de Melhor Artista Masculino Britânico duas vezes; o prêmio de Contribuição Excepcional para a Música em 1996; e o prêmio Brits Icon por seu "impacto duradouro na cultura britânica", concedido postumamente em 2016.
Em 1999, Bowie foi nomeado Comendador da Ordem das Artes e das Letras pelo governo francês e recebeu um doutorado honorário do Berklee College of Music. Ele recusou a honra real de Comendador da Ordem do Império Britânico em 2000 e rejeitou o título de cavaleiro em 2003. Bowie declarou mais tarde: "Eu nunca teria a intenção de aceitar algo assim. Eu realmente não sei para que serve. Não foi para isso que trabalhei a minha vida."
Durante sua vida, Bowie vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo, tornando-se um dos artistas musicais mais vendidos. No Reino Unido, ele recebeu nove discos de platina, onze de ouro e oito de prata, e nos EUA, cinco de platina e nove de ouro. Desde 2015, a Parlophone remasterizou o catálogo de Bowie por meio da série de box sets "Era", começando com Five Years (1969–1973). Bowie foi anunciado como o artista de vinil mais vendido do século XXI em 2022.
A revisão de 2020 da lista dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos da Rolling Stone inclui The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars na posição 40, Station to Station na posição 52, Hunky Dory na posição 88, Low na posição 206 e Scary Monsters na posição 443. Na revisão de 2021 da lista das 500 Maiores Canções de Todos os Tempos da mesma revista, as canções de Bowie incluem "Heroes" na posição 23, "Life on Mars?" em 105, "Space Oddity" em 189, "Changes" em 200, "Young Americans" em 204, "Station to Station" em 400 e "Under Pressure" em 429. Quatro de suas canções estão incluídas na lista das 500 Canções que Moldaram o Rock and Roll do Hall da Fama do Rock and Roll.
Na pesquisa da BBC de 2002 sobre os 100 Maiores Britânicos, Bowie ficou em 29º lugar. Em 2004, a revista Rolling Stone o classificou em 39º lugar em sua lista dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos. Bowie foi introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll em 1996, no Hall da Fama dos Compositores em 2005, e no Hall da Fama da Ficção Científica e Fantasia em 2013. Uma pesquisa da BBC History em 2013 nomeou Bowie o britânico mais bem vestido da história. Dias após a morte de Bowie, o colaborador da Rolling Stone, Rob Sheffield, o proclamou "a maior estrela do rock de todos os tempos". A revista também o listou como o 39º maior compositor de todos os tempos.
Em 2022, a Sky Arts o classificou como o artista mais influente da Grã-Bretanha dos últimos 50 anos. Ele ficou em 32º lugar na lista da Rolling Stone de 2023 dos 200 Maiores Cantores de Todos os Tempos.
Homenagens
Em 2008, a aranha Heteropoda davidbowie foi nomeada em homenagem a Bowie.
Em 2011, sua imagem foi escolhida por votação popular para a nota de 10 milhões de libras da moeda local de seu local de nascimento, a Libra de Brixton.
Em 2015, um asteroide do cinturão principal foi nomeado 342843 Davidbowie.
Em 2016, astrônomos amadores belgas do Observatório Público MIRA criaram um "asterismo Bowie" de sete estrelas que estavam nas proximidades de Marte na época da morte de Bowie; a "constelação" forma o raio no rosto de Bowie na capa de seu álbum Aladdin Sane.
Em março de 2017, Bowie apareceu em uma série de selos postais do Reino Unido.
Em 2018, uma estátua de Bowie foi inaugurada em Aylesbury, Buckinghamshire, a cidade onde ele lançou Ziggy Stardust. A estátua apresenta uma imagem de Bowie em 2002, acompanhado por vários personagens e visuais de sua carreira, com Ziggy Stardust na frente.
A Rue David Bowie em Paris fica perto da Gare d'Austerlitz.
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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