Feminismo vs pornografia e prostituição Afirmação da autonomia sexual feminina. Para as feministas, o direito da mulher de controlar sua própria sexualidade é uma questão fundamental. Feministas, como Catharine Alice MacKinnon (nascida em 1946), é uma jurista, professora e ativista estadunidense, amplamente reconhecida como uma das figuras mais influentes da teoria jurídica feminista e do feminismo radical; argumentam que as mulheres têm muito pouco controle sobre seus próprios corpos, visto que a sexualidade feminina é amplamente controlada e definida por homens em sociedades patriarcais. As feministas argumentam que a violência sexual cometida por homens é muitas vezes enraizada em ideologias do direito sexual masculino e que estes sistemas concedem às mulheres muito poucas opções legítimas para recusar tais avanços sexuais. Em muitas culturas, os homens não acreditam que uma mulher tem o direito de rejeitar seus avanços sexuais. As feministas afirmam que todas as culturas são dominadas por ideologias que, em grande parte, negam às mulheres o direito de decidir a forma de expressar a sua sexualidade, porque os homens sob o patriarcado se sentem no direito de definir o sexo em seus próprios termos. Em muitas partes do mundo, especialmente em culturas conservadoras e religiosas, o casamento é considerado como uma instituição que exige uma mulher que esteja sexualmente disponível em todos os momentos, praticamente sem limite; assim, forçar ou coagir sexo não é considerado um crime ou até mesmo um comportamento abusivo. Em culturas mais liberais, esse direito tem a forma de uma sexualização geral de toda a cultura. Isto é jogado na objetificação sexual das mulheres, sendo que a pornografia e outras formas de entretenimento sexual criam a fantasia de que todas as mulheres existem somente para o prazer sexual dos homens e as mulheres estão prontamente disponíveis e desejosas de fazer sexo com qualquer homem. Industria do sexo Os pareceres sobre a indústria do sexo no movimento feminista são diversos. As feministas geralmente são ou críticas dela (vendo-a como exploradora, resultado de estruturas sociais patriarcais e reforçando atitudes sexuais e culturais que são cúmplices do estupro e do assédio sexual) ou a apoiam, pelo menos parte dela (argumentando que algumas formas da indústria sexual podem ser um meio de expressão feminista e um meio das mulheres tomarem o controle de sua própria sexualidade). A visão feminista da pornografia varia desde a condenação, como uma forma de violência contra as mulheres, até a interpretação de algumas formas de pornografia como um meio de expressão feminista. As feministas anti-pornografia argumentam que ela é perigosa para as mulheres e que as imagens sexualmente explícitas precisam ser controladas. Elas argumentam que a indústria pornográfica contribui para a violência contra as mulheres, tanto na produção (que implica a coerção física, psicológica ou econômica das mulheres que a realizam e onde argumentam que o abuso e a exploração de mulheres são galopantes). Quanto ao seu consumo, argumentam que a pornografia erotiza a dominação, a humilhação e a coerção das mulheres, além de reforçar atitudes sexuais e culturais que são cúmplices do estupro e do assédio sexual. As feministas que encaram o sexo de maneira mais positiva, no entanto, argumentam que a liberdade sexual é um componente essencial da liberdade das mulheres. Como tal, as feministas pró-pornografia se opõem aos esforços para controlar as atividades sexuais consensuais entre adultos. Prostituição A visão das feministas sobre a prostituição varia, mas muitas dessas perspectivas podem ser livremente organizadas em um ponto de vista global, que geralmente é crítico ou de apoio à prostituição e ao trabalho sexual. No entanto, as feministas anti-prostituição se opõem fortemente, visto que veem como uma forma de violência e exploração de mulheres e um sinal da dominação masculina sobre a classe feminina. Outras feministas afirmam que a prostituição e outras formas de trabalho sexual podem ser opções válidas para as mulheres e homens que optam por se envolver nessas atividades. Os defensores deste ponto de vista argumentam que a prostituição deve ser diferenciada da prostituição forçada e as feministas devem apoiar o ativismo profissional do sexo contra os abusos, tanto da indústria do sexo quanto do sistema jurídico. A divergência entre essas duas posições feministas tem sido particularmente controversa, sendo possível compará-la às guerras sexuais feministas do final do século XX. Na minha opinião, se o feminismo busca a afirmação sexual feminina, tolher uma mulher por exercer atividades de cunho sexual e se proclamar feminista é errado e ajuda o homem. A mulher impedida por outra mulher de se livre manifestar não irá aderir à luta. Alex

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