Jim Morrisson — Morte e Teorias da Conspiração James Douglas Morrison, mais conhecido como Jim Morrison (Melbourne, 8 de dezembro de 1943 — Paris, 3 de julho de 1971), foi um cantor, compositor e poeta norte-americano, mais conhecido como o vocalista da banda de rock The Doors. Após aumento explosivo da fama do The Doors em 1967, Morrison — autor da maior parte das letras da banda — desenvolveu uma grave dependência de álcool que, juntamente com o consumo de outros tipos de drogas, culminou na sua morte aos 27 anos de idade em Paris. Alguns dizem que faleceu devido a uma overdose de heroína, mas como não foi realizada uma autópsia, a causa exata de sua morte ainda é contestada. Recebemos um telefonema e não acreditamos, porque a gente ouvia esse tipo de coisa o tempo todo — que o Jim tinha se jogado de um penhasco ou algo assim. Então mandamos nosso empresário para Paris, e ele ligou e disse ser verdade. — Robby Krieger, relembrando quando a banda soube da morte de Morrisson. Após gravar LA Woman com os outros membros do The Doors em Los Angeles, Morrison anunciou à banda sua intenção de ir para Paris. Seus companheiros de banda acharam que era uma boa ideia. Em março de 1971, Morrison tirou uma licença do The Doors e se juntou à namorada Pamela Courson em Paris, em um apartamento que ela havia alugado na Rue Beautreillis, em Le Marais, 4º arrondissement. Em cartas para amigos, ele descreveu longos passeios sozinho pela cidade. Durante esse período, ele raspou a barba e perdeu parte do peso que havia ganhado nos meses anteriores. Ele também telefonou para John Densmore para perguntar como LA Woman estava se saindo comercialmente; ele foi o último membro da banda a falar com ele. Em 3 de julho de 1971, Morrisson foi encontrado morto na banheira do apartamento por volta das 6h da manhã por Courson. Ele tinha 27 anos. A causa oficial da morte foi listada como insuficiência cardíaca, embora nenhuma autópsia tenha sido realizada, pois não era exigida pela lei francesa. Courson disse que as últimas palavras de Morrisson, enquanto ele tomava banho, foram: "Pam, você ainda está aí?" Várias pessoas que afirmam ter sido testemunhas oculares, incluindo Marianne Faithfull, alegam que sua morte foi causada por uma overdose acidental de heroína. Sam Bernett, fundador e gerente da boate Rock 'n' Roll Circus, afirmou ter encontrado Morrisson inconsciente nos banheiros da boate após uma suposta overdose de heroína por volta das 2h da manhã e que seu corpo foi retirado da boate por dois homens que supostamente seriam traficantes de drogas. Devido à falta de uma autópsia, no entanto, essas declarações nunca puderam ser confirmadas. De acordo com o jornalista musical Ben Fong-Torres, foi sugerido que sua morte foi mantida em segredo, e os repórteres que telefonaram para Paris foram informados de que Morrisson não estava morto, mas cansado e descansando em um hospital. A amiga de Morrisson, a cineasta Agnès Varda (30 de maio de 1928 – 29 de março de 2019), admitiu que foi ela quem impediu que o incidente se tornasse público. Na sua última entrevista à imprensa antes da sua morte em 2019, Varda confirmou que foi uma das únicas quatro pessoas presentes no funeral de Morrisson. Desde a sua morte, surgiram várias teorias da conspiração a respeito da morte de Morrisson: Overdose na Rock 'n' Roll Circus: Morrisson teria falecido de overdose na boate. Em seu livro de 2007, The End — Jim Morrison, Sam Bernett apresenta o seguinte relato: ao contrário da versão oficial de que Morrisson faleceu em uma banheira em seu apartamento, Bernett afirma que o cantor faleceu no banheiro da discoteca parisiense Rock’"n" Roll Circus, que ele gerenciava na época. Segundo Bernett, Morrisson sofreu uma overdose de heroína após comprar a droga para sua namorada, Pamela Courson, e decidir usá-la em um reservado do clube. Bernett teria encontrado Morrisson inconsciente, com espuma e sangue no nariz. Um médico presente no local teria confirmado o óbito. Para evitar um escândalo e o fechamento da boate, o dono do estabelecimento teria ordenado que o corpo fosse removido. Dois traficantes teriam então levado Morrisson de volta ao seu apartamento e o colocado na banheira para simular a morte natural. Falsificação da Própria Morte: Esta teoria sustenta que Morrisson teria forjado sua morte para escapar da fama e das pressões legais nos EUA, vivendo em anonimato (possivelmente na África ou em Oregon). Ray Manzarek, tecladista do The Doors, chegou a alimentar essa hipótese, questionando as circunstâncias do enterro. Em 2025, o documentário Before The End reacendeu essa discussão ao apresentar supostas fotos e evidências de Morrisson vivendo décadas após 1971. Assassinato/Acidente Coberto: A morte poderia ter sido um acidente de heroína, e a história foi abafada. A namorada de Morrisson, Pamela Courson, faleceu de overdose em 1974 e nunca detalhou os fatos, alimentando o mistério e acusações. Vivendo em Syracuse: Recentemente, um homem em Syracuse, Nova York, foi apontado como Morrisson, que estaria vivendo sob nova identidade, sugerindo que ele teria realmente forjado a sua morte para escapar da fama. Complô da CIA: Uma teoria conspiratória menos comum sugere que Morrisson, como um ícone da contracultura capaz de mobilizar massas, teria sido alvo de um programa de eliminação da CIA ou do governo estadunidense para silenciar figuras influentes da época. As inconsistências de Pamela Courson, única testemunha, mudaram seu depoimento sobre os últimos momentos de Morrisson. Courson faleceu em 1974. A própria natureza lendária de Morrisson e o desejo dos fãs de mantê-lo vivo em suas mentes contribuem para a longevidade das teorias. Prédio onde Morrisson viveu em Le Marais, Paris.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog