Ca-Ju Ca-Ju é o maior clássico de futebol de Caxias do Sul e o segundo maior do estado do Rio Grande do Sul, já que é o confronto que reúne as agremiações com mais títulos relevantes do interior gaúcho. O clássico envolve as equipes da Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul, campeã gaúcha de 2000, e o Esporte Clube Juventude, campeão brasileiro da Série B de 1994, campeão gaúcho de 1998 e da Copa do Brasil de 1999, entre muitos outros títulos citadinos e estaduais conquistados por estes dois clubes gaúchos. O Juventude foi o pioneiro, fundado em 29 de junho de 1913. Durante seus primeiros 20 anos, o clube dominou o cenário local, mas faltava um rival à altura na cidade que gerasse uma polarização real. Essa lacuna foi preenchida em 10 de abril de 1935, quando foi fundado o Grêmio Esportivo Flamengo, a partir da fusão de dois times rivais, Rio Branco e Rui Barbosa (frequentemente chamado de Flamengo de Caxias para evitar confusão com o clube carioca). Com o objetivo explícito de enfrentar a hegemonia do Juventude. O Primeiro Confronto O primeiro clássico da história aconteceu em 4 de agosto de 1935, pelo Campeonato da 2ª Região do Rio Grande do Sul. O GE Flamengo venceu por 3 a 1. Até 1960, o Campeonato Gaúcho era disputado por regiões, em sistema eliminatório, entre o campeão da capital e um número variável de outros clubes representantes de regiões do estado. A partir de 1961, o Campeonato Gaúcho foi unificado, com os principais clubes da capital e do interior disputando o título da divisão principal, com um sistema de acesso e descenso. A Era da Fusão Um dos capítulos mais curiosos e controversos da história do Ca-Ju ocorreu na década de 1970. Por questões financeiras e a busca por uma vaga fixa no Campeonato Brasileiro, as diretorias dos dois clubes decidiram unir forças. Em 1971, Juventude e Flamengo se uniram para formar a Associação Caxias de Futebol. O time jogava de preto e branco (para não privilegiar o verde do Juventude nem o grená do Flamengo). Embora o time tenha tido bons momentos em campo, a torcida nunca aceitou a união. O amor pelo clube de origem era mais forte que a conveniência política. Em 1975, a fusão foi desfeita pelo Juventude, que retomou suas atividades de forma independente. Em 17 de outubro daquele ano, uma assembleia votou pela mudança de nome e retorno às cores originais (grená, azul e branco). A aprovação final dos estatutos e a adoção oficial do nome Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul ocorreram em 28 de novembro de 1975. A mudança para incluir o nome da cidade visava atrair apoio financeiro de empresários locais.ocais. A cidade historicamente se dividiu entre juventudistas, tradicionalmente ligados à colônia italiana, às classes médias e ao comércio local, e grenás, que em diversos períodos tiveram maior apelo popular e operário. Fato que acentuou ainda mais a rivalidade entre as agremiações. Juventude e Caxias, como as principais agremiações esportivas da cidade e da região, realizam diversas ações solidárias para ajudar a comunidade. Dentre elas, destaca-se o “CaJu Sangue Bom”, no qual os clubes se unem à Secretaria Municipal da Saúde e promovem uma campanha de doação de sangue para reforçar os estoques e salvar vidas. Episódios curiosos Tite, natural de Caxias do Sul e assumidamente torcedor do Juventude na infância. Foi o comandante do rival em seu maior título da história, ao dirigir o Caxias na conquista do Campeonato Gaúcho de 2000, tornando-se ídolo da instituição grená. Ca-Ju do Porco, assim ficou conhecido o Ca-Ju 153 (8 de março de 1981). Era o primeiro de 12 confrontos entre Caxias e Juventude naquele ano. Minutos antes de iniciar a partida, a TOSCA (Torcida Organizada S.E.R. Caxias), principal torcida do Grená, soltou um porco trajado com as cores do Juventude no gramado. O porquinho desfilou pelo gramado, driblou seguranças e gandulas até ser capturado. Após isso, até voltou com uma camiseta com as cores do Caxias, mas a Brigada Militar retirou o animal do estádio. Os sinalizadores verdes na torcida do Caxias Em 2021, época da Covid, torcedores grenás que estavam na cobertura de um prédio, fizeram uma vaquinha para comprar fogos para recepcionar o time. Porém, o vendedor entregou sinalizadores verdes (cor do rival Juventude), em vez dos vermelhos e azuis solicitados, causando grande confusão e revolta, com a história viralizando na internet como um exemplo do folclore do futebol gaúcho. Alex Alex

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