A Pré-História do Automóvel Você manja tudo de carros, então sabe qual foi o primeiro carro a ultrapassar os 100 km/h? Automóvel (do grego αὐτός ["autós"], "por si próprio", e do latim mobilis, "mobilidade", como referência a um objeto responsável pela sua própria locomoção) ou carro (das línguas celtas, através do latim carru) é um veículo motorizado com rodas usado para transporte. A maioria das definições de carro diz que eles andam basicamente em estradas, acomodam de uma a oito pessoas, têm quatro pneus e, principalmente, transportam pessoas em vez de mercadorias. Os carros entraram em uso global durante o século XX e as economias desenvolvidas dependem deles. O ano de 1886 é considerado como o ano de nascimento do carro moderno, quando o inventor alemão Karl Benz patenteou seu Benz Patent-Motorwagen. Os carros tornaram-se amplamente disponíveis no início do século XX. Um dos primeiros carros acessíveis às massas foi o 1908 Model T, um carro norte-americano fabricado pela Ford Motor Company. Os carros foram rapidamente adotados nos Estados Unidos, onde substituíram carruagens e carros puxados por animais, mas demoraram muito mais para serem aceitos na Europa Ocidental e em outras partes do mundo. Mas você sabia que no século XVII, se idealizavam os veículos impulsionados a vapor? Ferdinand Verbiest, um padre da Flandres (região norte da Bélgica), demonstrara-o em 1678 ao conceber um pequeno carro a vapor para o imperador da China. Em 1769, Nicolas-Joseph Cugnot elevava a demonstração à escala real, embora a sua aplicação tenha passado aparentemente despercebida na sua terra natal, França, passando a desenvolver-se sobretudo no Reino Unido, onde Richard Trevithick montou um vagão a vapor em 1801. Este tipo de veículos manteve-se em voga durante algum tempo, sofrendo ao longo das próximas décadas inovações como o freio de mão, caixa de câmbio, e ao nível da velocidade e direção tornando-se carros; alguns atingiram o sucesso comercial, contribuindo significativamente para a generalização do tráfego, até que uma reviravolta contra este movimento resultou em leis restritivas no Reino Unido que obrigaram os veículos automóveis a serem precedidos por um homem a pé acenando uma bandeira vermelha e soprando uma corneta. Tente imaginar essa loucura sem rir... No final do século XIX o surgimento do automóvel não foi exatamente bem recepcionado. Existiam fortes grupos de interesse, tais como os donos das estradas de ferro e das empresas de carruagens que eram contrários à novidade que poderia vir a prejudicá-los. Estes grupos conseguiram que fossem promulgadas leis contrárias ao estabeleciemnto do automóvel tomando como desculpa a questão da segurança. A principal ação, nesse sentido, foi a Lei da Bandeira Vermelha (Red Flag Law), promulgada na Inglaterra em 1878. A lei, entretanto, teve vida curta e foi derrubada em 1896. Experiências isoladas realizadas em toda a Europa ao longo das décadas de 1860 e 1870 contribuíram para o aparecimento de algo semelhante ao automóvel atual. Uma das mais significativas foi a invenção de um pequeno carro impulsionado por um motor a quatro tempos, construído por Siegfried Markus (Viena, 1874). Os motores a vapor - que queimavam o combustível fora dos cilindros, deram lugar aos motores de combustão interna, que queimavam no interior do cilindro uma mistura de ar e gás de iluminação. O ciclo de 4 tempos foi utilizado com êxito pela primeira vez em 1876, num motor construído pelo engenheiro alemão conde Nikolaus Otto. Em 1876, o engenheiro alemão Nikolaus August Otto desenvolveu o motor a explosão para álcool combustível, gasolina ou gás, que substituiu os motores a vapor usados até então nas primeiras experiências na construção de automóveis. A primeira patente de automóvel nos Estados Unidos foi concedida a Oliver Evans, em 1789. Mais tarde, em 1804, Evans demonstrou o seu primeiro veículo automóvel que não só foi o primeiro automóvel nos Estados Unidos mas também o primeiro veículo anfíbio, já que este veículo a vapor dispunha de rodas para circulação terrestre e de pás para circulação na água. O belga Étienne Lenoir construiu um automóvel com o motor de combustão interna a cerca de 1860, embora fosse propulsionado por gás de carvão. A sua experiência durou 3 horas para percorrer 7 milhas — teria sido mais rápido fazer o mesmo percurso a pé — e Lenoir abandonava as experiências com automóveis. É geralmente aceito que os primeiros automóveis de combustão interna a gasolina tenham surgido quase simultaneamente através de vários inventores alemães, trabalhando independentemente: Karl Benz construiu o seu primeiro automóvel em 1885 em Mannheim, conseguindo a patente a 29 de janeiro do ano seguinte e iniciado a primeira produção em massa a 1888. Pouco tempo depois, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach, em 1889 em Estugarda, concebiam um veículo de raiz, descartando a típica carroça em função de uma carroçaria específica dotada de motor. Foram eles também os inventores da primeira motocicleta de combustão interna em 1885. Em 1885 eram construídos os primeiros automóveis de quatro rodas propulsionados a petróleo, em Birmingham, Reino Unido, por Fredericl William Lanchester, que também patenteou o travão de disco. O primeiro automóvel a ultrapassar os 100 km/h foi o carro elétrico La Jamais Contente. Este veículo, projetado pelo belga Camille Jenatzy, alcançou a marca histórica em Paris, a 29 de abril] de 1899, no Parc agricole d'Achères. O condutor, o belga Camille Jenatzy, era o filho de Constant Jenatzy, fabricante de pneus caucho, uma novidade na época. Castilla ulei Warb., popularmente conhecido como caucho, é uma árvore nativa da floresta amazônica, da qual se extrai um látex utilizado para se fabricar borracha de qualidade inferior. Camille estudou engenheiria, e estava interessado nos veículos de propulsão elétrica. Querendo abrir-se um espaço no prometedor mercado parisiense de veículos elétricos, Jenatzy criou uma planta de produção que fabricou numerosos carruagens de motor elétricos. Competiu ferozmente contra o fabricante de automóveis francês, Jeantaud usando numerosos truques publicitários para mostrar quem deles produzia o carro mais veloz. Para assegurar o triunfo da companhia, Jenatzy construiu um protótipo em forma de bala, concebido pelo fabricante de carrocerias Rothschild numa liga metálica de alumínio, tungstênio e magnésio. Recorde de Velocidade Jenatzy atingiu a velocidade de 105,882 km/h, superando o antigo registo que ostentava o Conde Gaston de Chasseloup-Laubat com uma marca de 92,78 km/h conseguido a 4 de março de 1899. O motor de combustão interna alimentado por gasolina, suplantará ao elétrico durante todo o século posterior. Produção em larga escala veremos mais a frente. Alex

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