Família Cienfuegos
Filhos do casal de anarquistas espanhóis de origem humilde, Ramón Cienfuegos Flores e Emilia Gorriarán Zaballa, que se estabeleceram em Havana no início do século XX, especificamente entre os anos de 1901 e 1902. Ambos, fugindo da instabilidade e perseguição política na Espanha, se conheceram já em Cuba e eram conhecidos por suas ideias progressistas e anarquistas, que influenciaram profundamente a formação política dos três filhos: Humberto, Osmany e Camilo. Vivendo em um ambiente de simplicidade e forte união, juntamente com uma visão de mundo baseada na justiça social, na liberdade individual e na oposição a estruturas de poder autoritárias.
Camilo Cienfuegos Gorriarán (Havana, 6 de fevereiro de 1932 — Estreito da Flórida, 28 de outubro de 1959) foi um revolucionário cubano. Uma das principais figuras da Revolução Cubana, ele era considerado o segundo em importância, perdendo apenas para Fidel Castro entre os líderes revolucionários.
Humberto Cienfuegos Gorriarán (1929–2003) foi o irmão mais velho do lendário revolucionário cubano Camilo Cienfuegos. Diferente de seus irmãos Camilo e Osmany, que tiveram papéis de grande destaque político e militar, Humberto manteve uma vida pública mais discreta, embora também estivesse profundamente ligado aos ideais da família.
Ele é o jovem em pé à esquerda. Cresceu em um ambiente familiar de fortes convicções anarquistas e antifascistas, o que influenciou a formação política de todos os irmãos.
Humberto era muito próximo de Camilo e, em diversas entrevistas ao longo da vida, compartilhou memórias sobre a infância do irmão e seu caráter travesso e humano. Embora menos conhecido internacionalmente, Humberto trabalhou em diversas funções no governo e em instituições cubanas após o triunfo da Revolução em 1959.
O outro jovem que aparece na foto (em pé à direita), Osmany Cienfuegos (Havana, 4 de fevereiro de 1931 — Ibid., 17 de maio de 2025), foi um arquiteto, político e oficial militar cubano. Ele serviu como oficial no Exército Rebelde sob o comando de Fidel Castro, que derrubou a ditadura militar de Fulgencio Batista em 1959. Foi vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba até 2009 e ocupou vários cargos ministeriais a partir da década de 1960. Cienfuegos também foi membro do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e deputado da Assembleia Nacional do Poder Popular.
Ibidem, (abreviado ib. Ou ibid.), é um latinismo que significa 'lá, no mesmo lugar'.
Em 1948, Camilo Cienfuegos começou a se envolver na luta política, participando de protestos populares contra o aumento das tarifas de ônibus. Em 10 de março de 1952, quando Fulgencio Batista realizou seu Golpe de Estado, ele e um grupo de jovens saíram em busca de armas para resistir à ditadura, mas a população não conseguiu se opor ao golpe.
Devido à frustração pela consolidação da ditadura e à crise econômica na ilha, Cienfuegos migrou para os EUA em abril de 1953 em busca de trabalho e segurança. Lá, trabalhou em empregos humildes (como alfaiate e camareiro) e escreveu artigos críticos ao regime de Batista para jornais de imigrantes.
Em 1955, foi preso em São Francisco pelo departamento de imigração e, posteriormente, deportado para o México. Ele retornou a Cuba em 5 de junho de 1955 e se juntou à luta contra o regime de Batista. Em setembro, casou-se com Isabel Blandón, uma enfermeira salvadorenha que conhecera em São Francisco.
Em 14 de dezembro de 1955, ele foi ferido por um tiro na perna durante uma manifestação em homenagem ao herói da independência cubana, Antonio Maceo, mas isso não o impediu de participar da comemoração do 103º aniversário do nascimento do mártir da independência, José Martí, no Parque Central. Desta vez, foi espancado e levado ao BRAC (Escritório de Repressão às Atividades Comunistas), onde foi registrado como comunista pela polícia do ditador Fulgencio Batista. Perseguido e desempregado, decidiu exilar-se e, em março de 1956, viajou novamente para os Estados Unidos.
Em setembro de 1956, ele se mudou para o México, onde conseguiu estabelecer contato com Fidel Castro, que estava organizando uma expedição revolucionária que retornaria a Cuba para iniciar a luta contra o regime de Fulgencio Batista. Cienfuegos foi o último a ser escolhido para a expedição do iate Granma por não possuir treinamento militar suficiente, sendo então enviado rapidamente para o campo de Abasolo, no estado de Tamaulipas, onde recebeu treinamento em guerrilha.
Alex
Christiane F. Vera Christiane Felscherinow, mais conhecida como Christiane F. (Hamburgo, 20 de maio de 1962), é uma escritora e blogueira alemã, que se tornou célebre por contribuir para o livro autobiográfico Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, publicado e editado pela revista alemã Stern em 1978, que descreve sua luta contra o vício durante a adolescência. A Stern (em português: Estrela) é uma revista semanal de tendência liberal de esquerda, fundada em 1 de agosto de 1948, publicada em Hamburgo pela editora Gruner + Jahr, que pertence ao grupo de mídia Bertelsmann. A Stern trata de questões políticas e sociais, fornece jornalismo utilitário e histórias clássicas, galerias de fotos e mostra retratos de celebridades. Tradicionalmente, a revista dá mais ênfase à fotografia do que outras revistas de notícias em geral. Excepcionalmente para uma revista popular na Alemanha Ocidental do pós-guerra, a Stern investigou a origem e a natureza das tragédias precedentes da história alemã. Em 1983...
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