Carlo Ancelotti — Carreira de jogador Carlo Ancelotti (Reggiolo, 10 de junho de 1959) é um treinador e ex-futebolista italiano que atuava como volante. Desde 26 de maio de 2025, comanda a Seleção Brasileira. Em 2022, tornou-se o treinador com mais conquistas em torneios interclubes da UEFA (oito conquistas), e também o treinador com o maior número de conquistas da Liga dos Campeões da UEFA (cinco vezes). Somando-se estas cinco conquistas da Champions como treinador, aos dois títulos conquistados enquanto era jogador, Ancelotti superou Francisco Gento (que conquistou a competição por seis vezes como jogador) como o maior vencedor da Liga dos Campeões. Tendo começado a carreira como centroavante, foi deslocado primeiro para o papel de meio-campista ofensivo e depois para meia-armador. Um meio-campista forte tanto fisicamente quanto na fase de interceptação do jogo, possuía habilidades técnicas e de manobra, bem como um chute potente de longa distância. Ancelotti começou a jogar futebol no time de sua cidade natal, Unione Sportiva Reggiolo ASD, mais conhecido como Reggiolo. Atualmente, disputa a Seconda Categoria, a oitava divisão do campeonato italiano de futebol. Aos 16 anos, ele se transferiu para a equipe juvenil do Parma. Após sua estreia na temporada 1976–1977 e 21 partidas (com 8 gols) no ano seguinte, em maio de 1978, ele fez um período de testes na Inter de Milão, com quem jogou contra o Hertha Berlin; a transferência para Milão não foi formalizada devido ao custo de sua transferência, que o clube nerazzurri considerou excessivo. De volta à Emília, no campeonato de 1978–1979, Ancelotti havia se tornado uma peça fundamental da equipe do Parma: o técnico Cesare Maldini o escalou como um segundo-atacante. Carletto destacou-se nesse papel e ajudou o Parma a conquistar o segundo lugar no girone A da Serie C1 durante a temporada 1978–79, o que garantiu à equipe uma vaga nos playoffs da Serie B. No jogo decisivo em Vicenza, contra a Triestina, o jovem Ancelotti, de dezenove anos, foi o herói da promoção: com o placar em 1 a 1, ele marcou dois gols que deram ao Parma a Série B. Naquele dia, nas arquibancadas do estádio Ment, estava presente toda a diretoria da Roma: o presidente Dino Viola, o técnico Nils Liedholm e o diretor esportivo Luciano Moggi. Roma Superado um período inicial normal de incerteza, Carletto conquistou rapidamente a simpatia dos torcedores. O técnico Nils Liedholm decidiu mover Ancelotti para uma posição mais recuada, usando-o como meio-campista, um papel que destacava suas qualidades. Sua estreia na Série A aconteceu em 16 de setembro de 1979, em uma partida contra o Milan que terminou sem gols, e ao final de sua primeira temporada com a camisa amarela e vermelha, ele conquistou seu primeiro troféu na carreira: a Copa da Itália de 1979–1980. O time esteve perto de se tornar campeão italiano na temporada 1980–81 e venceu novamente a Coppa Italia, com Ancelotti marcando na final. Ambos os títulos conquistados frente ao Torino. Durante a temporada 1981–82, no entanto, ele começou a sofrer com problemas no joelho: primeiro em outubro de 1981 (durante uma partida contra a Fiorentina) e depois em um treino em janeiro de 1982 (na véspera da partida contra o Ascoli), lesionou o joelho direito. Ele fez apenas cinco jogos no campeonato, no qual a Roma terminou em terceiro lugar, e perdeu a Copa do Mundo de 1982. No entanto, ele se redimiu na temporada seguinte, na qual foi titular ao lado de Pruzzo, Conti, Vierchowod e Falcao na equipe que conquistou a Serie A de 1982–1983, o segundo na história da Roma. Em dezembro de 1983, durante uma partida contra a Juventus, Ancelotti lesionou o joelho esquerdo, ficando de fora da final da Copa dos Campeões Europeus (Liga dos Campeões) daquele ano, perdida pela equipe da capital italiana em casa para o Liverpool nos pênaltis; no seu retorno aos gramados, conseguiu conquistar a Copa da Itália de 1983–1984. Na temporada seguinte, Sven-Göran Eriksson substituiu Liedholm e escalou Carletto com frequência, tornando-o o líder do meio-campo. Em 1985, Ancelotti tornou-se capitão da Roma e sua equipe ficou a um triz de conquistar o Scudetto na temporada 1985–86, mas venceu a Coppa Italia. Após mais um ano com Carletto na capital, o presidente Viola achou que já havia extraído o melhor de Ancelotti como jogador, liberando-o após oito anos na Giallorossi, coroados com um Scudetto (1982–83) e quatro títulos da Coppa Italia (1979–80, 1980–81, 1983–84 e 1985–86). Milan Após seus anos na Roma, o novo treinador do AC Milan, Arrigo Sacchi, estava convencido de que um jogador como Carletto poderia ser útil ao seu Milan revolucionário, e assim, em 1987, convenceu o presidente Silvio Berlusconi a pagar 5,8 mil milhões de liras para o tirar da equipe da capital. Com um elenco lendário, com nomes como Franco Baresi, Paolo Maldini e Ruud Gullit, Ancelotti tornou-se o novo jogador no futebol de Sacchi, bem como o seu melhor intérprete e intermediário perfeito entre treinador e equipe. O Milan jogou de maneira consistente na Série A de 1987–88 e liderou a tabela na reta final do Campeonato e concluiu a edição com o título nacional – o primeiro de Ancelorri com a equipe Rossonera. Na segunda temporada com a camisa Rossonera, Ancelotti foi novamente parado dessa vez devido à remoção do menisco do joelho direito; no entanto, ele conseguiu se recuperar e voltar aos gramados ajudando o Milan a comemorar mais um título ao derrotarem a Unione Calcio Sampdoria na Supercopa da Itália. Ainda na temporada 1988-1989, Ancelotti conquistou a sua primeira Taça dos Campeões Europeus a terceira do Milan, derrotando o Steaua Bucareste na final, dezasseis anos após o seu último sucesso internacional e vinte anos após o seu último título continental. Ainda em 1989, foi titular na vitória diante do Atlético Nacional por 1–0 na prorrogação da Copa Intercontinental de 1989. Na temporada de 1989–90, Ancelotti viveu um período cheio de finais, mas deixou de participar de alguns momentos importantes. Inicialmente, ficou de fora do jogo diante do Barcelona na conquista da Supercopa Europeia de 1989. Também deixou de participar da final da Copa da Itália em 1990, quando o Milan perdeu para a Juventus por sofrer uma lesão no joelho na Taça dos Campeões; perdeu a reta final da Série A, onde o clube acumulou resultados negativos e perdeu a liderança nos últimos jogos; e ainda esteve lesionado na disputa da Copa Intercontinental de 1990, mas ali o Milan conseguiu o título vencendo o Olímpia por 3–0. Na temporada seguinte, após ter triunfado na Supertaça da UEFA e na Taça Intercontinental, lesionou o joelho esquerdo nas quartas de final da Taça dos Campeões Europeus de 1989–1990 contra o Mechelen, perdendo as semifinais. Mas conseguindo entrar em campo a tempo da final em Viena, vencida contra o Benfica. Ele repetiu seus triunfos na Supercopa da UEFA e na Copa Intercontinental na temporada 1990–1991. Arrigo Sacchi deixou o comando técnico do Milan em 1991. O novo técnico Fabio Capello levaria o time ao Scudetto, o terceiro de Ancelotti, usando-o com parcimônia. Então, na temporada que marcaria sua despedida dos gramados, voltou a comemorar a Série A em 1992. Apesar do título, Ancelotti teve muitas dificuldades em seguir jogando regularmente nesse período. Entre lesões e opção do comandante Fabio Capello, o meia de 32 anos decidiu que se aposentaria no final da temporada. Ancelotti encerrou a carreira como jogador no dia 19 de maio de 1992, aos 33 anos, em um amistoso contra a Seleção Brasileira realizado no San Siro. Na ocasião, o Milan perdeu para o Brasil por 1–0, com gol de Careca. Seleção Italiana Ancelotti começou sua carreira na Seleção Italiana de Futebol em 1981, aos 19 anos, enquanto ainda vestia a camisa da Roma; na ocasião foi convocado por Enzo Bearzot. Seu primeiro jogo aconteceu em janeiro quando foi titular contra a Holanda em um amistoso, acertando um chute de longa distância aos sete minutos de jogo e abriu o placar no empate por 1–1. Esse também seria o seu único gol pela Seleção Italiana. Ancelotti continuaria a ser convocado, mas deixou de participar da Copa do Mundo FIFA de 1982, vencida pelos italianos, por conta de uma lesão sofrida ainda sob contrato com a Roma. Ancelotti voltaria a atuar pela Itália nos últimos amistoso de 1986 – o que o fizera constar na lista de convocados à Copa do Mundo de 1986. Mas, Bearzot não o colocou em nenhum jogo da competição e Carlo assistiu a eliminação da Itália perante a França de Michel Platini nas oitavas de final do banco. Ele retornou aos gramados pela Itália durante a Euro de 1988, onde os italianos chegaram as semifinais sendo titular em todos os jogos da Azurra na competição. Em seu segundo jogo, na primeira vitória dos italianos, Carletto deu uma assistência para Gianluca Vialli abrir o placar aos 73 minutos diante a Espanha e dar números finais ao jogo. A Itália seria eliminado nas semifinais diante a Seleção Soviética. Em 1990, Ancelotti faria um de seus últimos jogos pela Azurra. Ele integrou o elenco para Copa do Mundo de 1990, Ancelotti jogaria apenas três jogos – ele foi titular no primeiro jogo contra a Austria, mas sofreu uma lesão na coxa e foi substituido no intervalo – ficando de fora até a disputa de 3º lugar, quando atuou os 90 minutos e viu Roberto Baggio e Salvatore Schillaci fazerem os gols na vitória por 2–1 diante a Inglaterra de Gary Lineker. Ancelotti fez a sua partida pela Itália nas Eliminatórias da Eurocopa um ano depois. Na ocasião, foi titular em um empate por 1–1 contra a Noruega. Alex

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