Os problemas de gestão da Federação Desportiva Paraibana resultaram em sua desfiliação junto à Confederação Brasileira de Desportos no ano de 1946. Com a desfiliação e extinção da Federação Desportiva Paraibana foi criada a Federação Paraibana de Futebol no dia 24 de abril de 1947, instituição que passaria a organizar o campeonato a partir de então e logo nos seus primeiros anos, entre 1947 e 1949 assistiu ao segundo bicampenato do Botafogo, com o Treze levando a melhor no torneio de 1950.[28] Os problemas observados durante a época da Federação Desportiva continuaram na Federação Paraibana e a organização de torneios fico comprometida, a exemplo dos problemas que levaram ao cancelamento da temporada do Paraibano de 1951,[29] vindo o campeonato a ser restabelecido no ano de 1952, quando o Botafogo seguiu tendo destaque na disputa estadual, rivalizando com o Auto Esporte quase todas as finais entre 1952 a 1959, período em que o Botafogo conquistou um tricampeonato nas temporadas 1953–1955 e um outro título em 1957, seguido das conquistas do Auto em 1956 e em 1958,[28] cujos dois títulos foram conquistados em um único ano: 1958; pois, após disputas judiciais, as finais de 1956 foram marcadas para março de 1958, com o Auto derrotando o Belo em ambas partidas por 2–1,[30] já a temporada de 1959 foi encerrada com o triunfo do Estrela do Mar,[31] ao levantar a taça estadual pela única vez.[28]
O ano de 1960 marcou o início da profissionalização do futebol paraibano,[28] 19 anos após o decreto de modernização do futebol por meio do Decreto-Lei de 1941,[19] com dois torneios ocorrendo ao mesmo tempo: um era a Divisão Extra de Profissionais, que a partir de 1961 passaria a se chamar Campeonato Paraibano da Primeira Divisão, onde apenas era permita ser disputada por clubes integralmente profissionais[15] e o outro torneio com clubes mistos (amadores e profissionais) era a Divisão Mista, que promovia acesso à Primeira Divisão da temporada seguinte, mediante a escolha pela profissionalização, dando início à Segunda Divisão do Campeonato Paraibano, com edições tendo ocorrido até 1969,[32] voltando a ter uma divisão de acesso apenas em 1991, com a Copa Integração.[33] Logo no primeiro ano de profissionalização, o Campinense Clube estreou no Campeonato e apresentou um domínio inquestionável e dentro de campo para garantir não só o título daquele ano, mas também dos anos seguintes, sendo o único clube a ter conquistado um hexacampeonato consecutivo na história do torneio, entre 1960 e 1965,[34]
A edição de 1975 também foi uma das edições em que o Trio de Ferro esteve no pódio, contudo, no decorrer do torneio o Campinense sofreu punição, recorrendo dela junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e travando a continuidade do campeonato que àquela altura tinha o Botafogo como campeão do primeiro turno e o Treze como campeão do segundo.[35] Não havendo final, a Federação Paraibana homologou o Botafogo e o Treze como campeões, porém o Campinense venceu no STJD a disputa judicial da qual havia recorrido, recuperando os pontos que havia perdido, o que lhe daria o título de um dos turnos.[29] Em 2012, uma decisão do STJD deu ganho de causa ao Campinense, que declarou que iria encaminhar o documento para que a FPF homologasse a conquista,[36] contudo, até hoje o clube não conseguiu o reconhecimento do título.[29]
O hexacampeonato do Campinense e seus títulos posteriores, bem como o establishment de Botafogo e Treze como grandes clubes estaduais deu aos três o apelido de "Trio de Ferro" do futebol paraibano,[10] uma vez que entre 1960 e 1984 apenas os três clubes puderam comemorar o título de campeão paraibano,[28] incluindo mais um tricampeonato do Botafogo (1976–1978) e outro do Treze (1981–1983).[28] O Campeonato Paraibano de 1985 acabou mais uma vez sendo decidido no campo judiciário, porém, para não gerar confusão quanto ao campeão a Federação Paraibana não declarou nenhum vencedor, ficando o título vago para aquele ano,[29] nas oito edições seguintes do torneio (entre 1986 e 1993) foi observada a continuação de conquistas do Trio de Ferro, que acabaram por levar 5 títulos, enquanto que os outros três ficaram para o Auto Esporte.[28]
No início da década de 1990, Rosilene Gomes, que na época estava presidente da Federação Paraibana de Futebol, idealizava a interiorização do futebol no estado, criando em 1990 a Copa Integração, um campeonato que contava com a presença de equipes amadores e profissionais e que teve disputadas duas edições, em 1990 e 1991, sendo que a Copa Integração de 1991 que teve o Sousa como campeão e a equipe do Atlético Cajazeirense como vice, dava o direito de disputarem a elite do Campeonato Paraibano do ano seguinte, mediante profissionalização.[33] O sucesso do torneio logo aumentou o desejo de retornar com uma divisão de acesso para o Campeonato Paraibano, o que acabou acontecendo no ano seguinte, com a extinção da Copa Integração e realização da primeira edição profissional da divisão de acesso denominada de Campeonato Paraibano de Futebol da Segunda Divisão no ano de 1992.[33]
Apenas dois anos após chegar à Primeira Divisão, o Sousa Esporte Clube tornou-se o primeiro clube do sertão a consagrar-se campeão paraibano, levantando a taça no ano de 1994, ao passo que as duas temporadas seguintes (1995 e 1996) também tiveram como vencedor um clube do interior, ficando com o Santa Cruz de Santa Rita o bicampeonato estadual, que passou a taça para o Confiança de Sapé, campeão da edição de 1997.[28] Os quatro anos seguidos de triunfos de clubes de fora do eixo João Pessoa–Campina Grande foram seguidos por bicampeonatos do Botafogo e do Treze nos anos de 1998–1999 e 2000–2001, respectivamente.[28] A temporada de 1998 marcou o fim de um jejum de uma década do Botafogo, ao mesmo tempo que bateu um recorde de público do futebol paraibano, quando 44 268 pessoas se fizeram presentes no Estádio José Américo de Almeida Filho, em João Pessoa, para assistir a equipe local bater o Campinense, num recorde de público que permanece até os dias atuais.[37]
Na edição de 2002 o título de campeão paraibano retornou mais uma vez ao Sertão do estado, quando o Atlético Cajazeirense levantou a taça naquele ano, ao derrotar o Botafogo na decisão, embora o clube pessoense declare-se campeão da referida edição, alegando a seu favor uma decisão do STJD que puniu o Atlético pela inscrição irregular de um jogador,[28] em uma decisão que nunca foi reconhecida pela FPF.[17] Após a conquista do Atlético em 2002,[28] outros dois times sertanejos iriam comemorar títulos de campeão estadual na década de 2000, a começar pelo Nacional de Patos que logrou o seu primeiro e até então único da história do clube no ano de 2007, justamente sobre o Atlético Cajazeirense;[38] e também o Sousa, que levantou a taça na edição de 2009, obtido frente ao Treze,[39] contudo, a década de 2010 apresentou novamente um período de domínio do Trio de Ferro, tendo os três clubes conquistado todos os títulos estaduais entre 2010 e 2023 num total de cinco conquistas para o Botafogo, cinco para o Campinense e outras quatro para o Treze.[28]
Em 2021 a Federação Paraibana organizou a primeira edição da Terceira Divisão estadual, que no ano seguinte teve o Pombal como campeão, passando posteriormente pela Segunda Divisão e estreando em 2024 nas disputas da Primeirona,[40] juntando-se aos demais 76 clubes que em algum momento da história participaram do torneio.[41] Os dois jogos das finais de 2022 envolvendo Campinense e Botafogo, na qual o Campinense conquistou o bicampeonato, foram as primeiras partidas do campeonato em que houve o uso do árbitro de vídeo (AV),[42] a partir de então o seu uso passou a ser opcional nas fases finais de cada edição do campeonato, conforme disposto pela FPF,[43] estando ausente na decisão de 2023, envolvendo Sousa e Treze e que terminou com a vitória do Treze nos pênaltis, assegurando o seu décimo-sétimo troféu de campeão paraibano, em pleno Estádio Antônio Mariz, em Sousa;[28] e novamente presente na decisão de 2024,[44] em que o Sousa se sobressaiu e bateu o Botafogo nos pênaltis por 4–3, em João Pessoa, para conquistar seu terceiro título estadual
No decorer dos anos, diversas redes de rádio e televisão transmitiram em algum momento parte ou a temporada completa do Campeonato Paraibano, no caso das TVs a transmissão já ocorreu tanto na TV aberta quanto na TV fechada e nos últimos anos, o campeonato contou também com transmissão via internet, seja em gratuito ou no modelo pay-per-view, tornando-se mais uma opção para os que buscam consumir o conteúdo dos jogos.[45][46] A primeira transmissão em TV aberta de uma partida do estadual ocorreu em 26 de novembro de 1980, quando a TV Borborema transmitiu a final do campeonato daquele ano entre Campinense e Botafogo, cuja partida ocorreu no Estádio Amigão, em Campina Grande.[26]
Formato
Um total de 10 clubes disputam atualmente a Primeira Divisão do Campeonato Paraibano, definidos pelos 8 mais bem colocados da edição anterior mais os dois finalistas da Segunda Divisão também da temporada do anterior, sendo disputado em 13 datas, num modelo que vem se replicando desde os anos 2000, com poucas alterações.[55] A temporada geralmente inicia-se em meados de janeiro, com a primeira fase observando cada uma das equipes jogando contra os outros rivais uma única vez (sistema de todos contra todos simples) totalizando nove partidas, sendo que as cinco equipes melhores colocadas no ano anterior possuem cinco mandos de campo, contra quatro mandos para as demais equipes.[1]
A classificação final da primeira fase define as quatro equipes que classificam-se para a segunda fase, que serão as quatro com melhor classificação, ao passo que as duas equipes com menor pontuação serão rebaixadas.[1] As equipes são classificadas pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, por fim, pelos gols marcados, se ainda estiverem iguais, considerar-se-ão como critérios de desempate o maior número de vitórias, maior saldo de gols, maior número de gols a favor, menor número de cartões vermelhos recebidos e menor número de cartões amarelos recebidos e por fim, sorteio.[1]
A fase final do torneio consiste em um sistema de cruzamento olímpico, no qual o 1 º colocado enfrenta o 4 º e o 2 º enfrenta o 3 º, com jogos de ida e volta e mando de campo final para a equipe com maior pontuação na tabela da primeira fase, os vencedores dessa fase avançam para a final, que definirá a classificação final do campeonato.[1] Em caso de igualdade no somatórios das duas partidas, tanto na fase final quanto na fase semifinal, a disputa irá direto para as penalidades máximas, sem prorrogação.[1]
Classificação para torneios da CBF
A fase final do Campeonato Paraibano serve para conhecer o campeão e as equipes classificadas para os torneios organizados pela CBF, cabendo aos clubes campeão e vice vagas asseguradas na Série D do Campeonato Brasileiro, exceto se já estiverem garantidos em uma das quatro divisões nacionais do Campeonato Brasileiro, nesse caso, a vaga no Brasileiro da Série D passará para a próxima equipe melhor posicionada na classificação final do Campeonato e assim, sucessivamente.[1] Os clubes campeão e vice-campeão terão vagas asseguradas também na Copa do Brasil do ano seguinte, exceto se já obtido a vaga via outros certames, já o clube vencedor terá vaga assegurada na fase de grupos Copa do Nordeste do ano posterior, bem como vaga na fase prévia garantida ao clube vice-campeão.[1]
Christiane F. Vera Christiane Felscherinow, mais conhecida como Christiane F. (Hamburgo, 20 de maio de 1962), é uma escritora e blogueira alemã, que se tornou célebre por contribuir para o livro autobiográfico Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, publicado e editado pela revista alemã Stern em 1978, que descreve sua luta contra o vício durante a adolescência. A Stern (em português: Estrela) é uma revista semanal de tendência liberal de esquerda, fundada em 1 de agosto de 1948, publicada em Hamburgo pela editora Gruner + Jahr, que pertence ao grupo de mídia Bertelsmann. A Stern trata de questões políticas e sociais, fornece jornalismo utilitário e histórias clássicas, galerias de fotos e mostra retratos de celebridades. Tradicionalmente, a revista dá mais ênfase à fotografia do que outras revistas de notícias em geral. Excepcionalmente para uma revista popular na Alemanha Ocidental do pós-guerra, a Stern investigou a origem e a natureza das tragédias precedentes da história alemã. Em 1983...
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