Carlo Ancelotti — Carreira de treinador Carlo Ancelotti (Reggiolo, 10 de junho de 1959) é um treinador e ex-futebolista italiano que atuava como volante. Desde 26 de maio de 2025, comanda a Seleção Brasileira. Auxiliar técnico na Seleção Italiana Ancelotti iniciou sua carreira como treinador, sendo auxiliar de seu antigo técnico Arrigo Sacchi na seleção italiana entre 1992 e 1995. Nesse período, ambos levaram a Itália à final da Copa do Mundo de 1994, mas viram Roberto Baggio errar o pênalti decisivo, garantindo o tetracampeonato ao Brasil. Reggiana Sua estreia oficial aconteceu em 1995, quando ele tinha apenas trinta e seis anos, no Reggiana, atualmente na Série C. Como Ancelotti ainda não possuía a licença completa da UEFA exigida para o cargo, ele foi oficialmente registrado como auxiliar de Giorgio Ciaschini, que atuou como seu tutor e assistente técnico. Após um início difícil (sete jogos sem vencer), Ancelotti consolidou um esquema 4-4-2 rígido inspirado em Arrigo Sacchi. Igor Simutenkov adaptou-se bem a esse sistema, formando uma dupla com o meia-atacante Pietro Strada. Simutenkov foi o artilheiro e principal nome do ataque, marcando 8 gols durante a campanha na Série B. Suas atuações foram cruciais para que a Reggiana terminasse em 4º lugar, garantindo o acesso imediato à Série A. Giorgio Ciaschini (4 de setembro de 1947) é uma figura central na trajetória de Carlo Ancelotti, tendo atuado como seu braço direito e tutor em diversos momentos decisivos da carreira do treinador.Trabalhando ao lado de Ancelotti, Ciaschini acumulou um dos currículos mais vitoriosos para um auxiliar técnico no mundo. Parma Após o sucesso na Reggiana, Ancelotti assumiu o Parma, clube que o revelara para o futebol. Determinado a implementar o sistema 4-4-2, contou com o apoio de Calisto Tanzi (que presidiu o clube entre 1990 e 2003) para moldar o elenco à sua filosofia. A campanha de transferências focou em peças funcionais: chegaram os atacantes complementares Hernán Crespo e Enrico Chiesa, os pontas Mario Stanić e Reynald Pedros, além de defensores modernos como Zé Maria e Lilian Thuram. Paralelamente, jogadores de difícil encaixe tático no esquema rígido, como Faustino Asprilla e Hristo Stoichkov, deixaram a equipe. O início foi promissor, com uma vitória contundente por 3 a 0 sobre o Napoli na estreia do campeonato 1996–1997, seguida por um empate com o Piacenza e um triunfo no 'derby dell'Enza' contra a Reggiana — equipe que o próprio Ancelotti havia levado à elite meses antes. No entanto, a insistência inflexível no 4-4-2 travou a evolução do time. Em meados de dezembro, o Parma somava apenas três vitórias e o craque Gianfranco Zola, sem espaço no esquema do treinador, foi negociado na janela de transferências. A saída de Zola foi uma consequência direta da rigidez tática de Ancelotti (um dos seus maiores arrependimentos confessos na carreira). O Parma também sofreu nas copas sendo eliminado pelo Pescara na segunda rodada da Copa Itália e para o Vitória de Guimarães na fase de 32 avos de final da Copa da UEFA. A virada de chave ocorreu no segundo turno. Após a eliminação precoce na Copa da UEFA e na Coppa Italia, Ancelotti ajustou a equipe, que iniciou uma ascensão meteórica. Com uma defesa sólida liderada por Buffon, Thuram e Cannavaro, o Parma emendou uma sequência impressionante de vitórias, incluindo um triunfo histórico por 1 a 0 sobre a Juventus em pleno Delle Alpi. O time que flertava com o meio da tabela em dezembro terminou o campeonato como vice-campeão, apenas dois pontos atrás da Velha Senhora. Foi a melhor colocação da história do clube na Série A, garantindo uma classificação inédita para a Champions League. No verão de 1997, como reforço para a Liga dos Campeões, Calisto Tanzi formalizou a compra de Roberto Baggio junto ao Milan, mas Ancelotti impediu a chegada do craque ao Parma, pois acreditava, como acontecera com Zola, que a inclusão do meia quebraria o equilíbrio do seu 4-4-2 (anos mais tarde, ele declararia estar arrependido dessa escolha). O mercado de verão não reservou nenhuma contratação notável e a temporada se mostrou discreta: o Parma passou da fase preliminar da Liga dos Campeões, mas foi eliminado na fase de grupos. Enquanto isso, terminou o campeonato em sexto lugar na tabela, classificando-se para a Copa da UEFA; na Copa da Itália, foi eliminado na semifinal pelo Milan. Ancelotti encerrou seu ciclo no Parma ao final da temporada 1997–98. Apesar de ter classificado a equipe para a Copa da UEFA, a oscilação de desempenho e a falta de títulos culminaram em sua saída. Alex

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