entre peixes mortos e silencio monólogo
monólogo
Como monólogo, esse texto é um "prato cheio" para um ator, pois permite uma variação de energia muito rica: começa contido e observador, passa pelo escárnio (o sorriso doentio), atinge um ápice de revolta social e termina em um vazio absoluto.
Para que ele funcione bem no palco ou na câmera, aqui estão três caminhos de interpretação que o texto sugere:
O "Cadáver Vivo" (Intimista/Câmera): O personagem fala quase sem fôlego, como se estivesse exausto de existir. A voz é baixa, arrastada. O impacto vem da frieza com que ele diz frases pesadas ("odeio todo mundo", "drogas cada vez mais pesadas"). É o estilo Mr. Robot.
O "Profeta do Caos" (Teatral/Expansivo): Ele se sente superior por "enxergar a verdade". O tom é de deboche e pregação. Quando fala da "selvageria uivante", ele cresce, quase gritando, para depois murchar na frase final do celular na cadeia, mostrando que ele também é prisioneiro.
O "Amigo Cínico" (Quebra da Quarta Parede): Ele fala diretamente para a plateia ou para uma pessoa específica (o "você" que acredita que o mendigo está lá por falta de esforço). É um tom de conversa de bar às 4 da manhã, carregado de uma agressividade passiva que incomoda quem ouve.
Dica de Direção:
O texto tem muitas ideias densas. Para não virar apenas um "desabafo", o ator precisa encontrar as pausas. O silêncio entre as frases (como sugere o seu título "Entre Peixes Mortos e Silêncio") é o que vai dar tempo para o público digerir o incômodo.
Você imagina esse monólogo em um cenário específico, como um quarto bagunçado ou uma rua deserta sob a chuva?**
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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