Pra quem não viveu histórias,pra quem viveu uma vida
Pastel de camarão
Eu nasci no centro,porém, passei boa parte da vida em um bairro da zona sul de São Paulo chamado Veleiros.Um bom lugar para se viver,calmo(muitas vezes até demais) clima agradável e bem arborizado e foi justamente uma dessas árvores ficou conhecida como "Pé De Maconheiro".Não sei quem foi o primeiro a subir naquela árvore (no decorrer dos anos ouvi pelo menos cinco maconheiros afirmarem terem sido o pioneiro) fato é que existiam outras árvores,mas nenhuma oferecia o "conforto e a hospitalidade" do pé de maconheiro.Veleiros tem vários botecos e igrejas,aliás,como em qualquer bairro de periferia o que mais tem é boteco e igreja.
Eu nunca fui de frequentar igreja,mas boteco eu frequentava de segunda à segunda e um dos piores botecos da região ficava a poucos metro da árvore ou "pé de maconheiro";o boteco em questão não era o pior da região por causa dos frequentadores(apesar de'u preferir muitas vezes beber lá sozinho do que nos outros botecos da região)era o pior pela falta de clientes.
Ele ficava na garagem de uma casa velha caindo aos pedaços,os donos eram um casal velhinhos,o homem quase cego a mulher quase surda se os dois tinham filhos,esses filhos esquecerem-se há muito tempo deles.
Era uma tarde quente e por volta das três eu e mais dois amigos subimos na árvore e lá permanecemos por permanecemos por horas,tamanho "conforto" que a árvore nos proporcionava,a polícia não enchia o saco lá,os vizinhos idem então fumávamos em paz na árvore.
O boteco dos dois velhinhos era o único lugar que vendia Tubaína na região e eu e esses dois adorávamos Tubaína.
Descemos da árvore e fomos ao boteco,quem bebia lá preferia tomar no gargalo,comer algo nem na maior larica;então eu peço um pastel de camarão
pro choque de meus amigos.
-Camarão se tá doido
Me diz um de meus amigos.
Não me importo...como meu pastel e tomo minha Tubaína,fumo meu cigarro paraguaio de pedreiro-mata ratos,nos despedimos e tomamos nossos rumos.
Eu pra variar não havia ido a escola estava sentado na calçada de casa fumando meus mata-ratos quando aparece um cara que estudava comigo o Marcelo CC.Já deu pra notar pelo singelo apelido que o cara não era muito fã de banho,mas ele tinha Vodka,ele era fraco pra bebida e logo fica muito louco e eu não estou muito melhor,entro em casa para procurar algo para comer.
Na pia de casa no liquidificador tem uma vitamina eu bebo um copo e levo outro pro CC.
Minha mãe chega em casa e eu a agradeço pela vitamina.
Ela sem entender nada pergunta- que vitamina?
-Aquela na pia
Minha mãe segurando o riso diz que a vitamina ela e minha irmã já tinham bebido e que aquilo que'u beberá era água com detergente.
Não falo nada pro CC...
Ele sentem-se melhor e eu o acompanho até o ponto.
Então no ponto eu morro,não foram os baseados que fumei,nem o pastel e nem a Vodka,muito menos a "vitamina".
Eu morri foi ao ver um pai pegar um pedaço de chocolate do chão e o dando para seu filho que chorava de fome...
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
Comentários
Postar um comentário