Asno O Equus africanus asinus é uma subespécie doméstica do asno-selvagem-africano. É um mamífero perissodáctilo (mamíferos terrestres ungulados com um número ímpar de dedos nas patas, que inclui os cavalos e os rinocerontes. O dedo médio é sempre maior que os outros e por ele passa o eixo do pé) da família Equidae. No Brasil, é comum usar vários termos para a mesma espécie:Asno, Jumento,Jegue ou Jerico. No Brasil, o animal se tornou um símbolo cultural, especialmente no Nordeste, ele chegou ao país em 1534, trazido pelos colonizadores portugueses vindos dos arquipélagos da Madeira e das Canárias. Ao longo dos séculos, esses animais se espalharam e se adaptaram de forma única ao território brasileiro. Eles foram essenciais para desbravar o interior do país, servindo como o principal meio de transporte para mercadorias entre o litoral e o sertão. A espécie se adaptou tão bem ao clima semiárido que o "jumento nordestino" passou a ser considerado um símbolo de resistência e o "maior desenvolvimentista do sertão". No século XIX, em Minas Gerais, surgiu a raça Pêga, considerada essencialmente brasileira. Ela foi desenvolvida a partir do cruzamento de jumentos italianos, egípcios e andaluzes para serem usados no trabalho em mineradoras. Dom Pedro I declarou a Independência do Brasil montado em um jumento, e não em um cavalo, devido à resistência do animal para longas viagens. A origem do asno está ligada à Abissínia (região do Chifre da África, localizada no atual norte da Etiópia, leste do Sudão e sul da Eritréia), onde é conhecido como onagro ou burro-selvagem. A palavra "asno" deriva diretamente do latim asinu, termo que também compõe o nome científico da subespécie doméstica. Já a designação de gênero e espécie, Equus africanus, traduz-se literalmente como "cavalo africano". Os termos "burro" e "burrico" têm origem no latim burricus, que era utilizado para descrever um "pequeno cavalo".Já a origem de "jegue" é debatida. Uma das teses mais aceitas é a de que o termo derive do inglês jackass. Esta palavra é formada pela junção de jack — um nome comum (apelido para John) usado aqui para indicar o sexo masculino — e ass, que significa burro. Ofensa Tal como no Brasil, em Portugal, Angola e Moçambique, chamar alguém de burro é uma ofensa. A famosa expressão ideia de jerico utilizada para descrever um pensamento, plano ou proposta extremamente absurda, tola, sem lógica ou descabida. Acredita-se que a expressão tenha nascido no Nordeste brasileiro. Ela faz referência à ideia de que um jumento — um animal de carga, não de raciocínio lógico — seria o autor de tal pensamento absurdo. No entanto, algumas interpretações conectam a má fama do animal a histórias milenares, como as Fábulas de Esopo (600 a.C.), onde o jumento frequentemente aparecia como um personagem bobo. Híbridos de asno Um burro pode ser cruzado com uma égua para produzir uma mula. Um cavalo macho pode ser cruzado com uma jumenta para produzir um bardoto. Híbridos de burro-cavalo são quase sempre estéreis porque os cavalos têm 64 cromossomos, enquanto os burros têm 62, produzindo descendentes com 63 cromossomos. Mulas são muito mais comuns do que bardotos. Acredita-se que isso seja causado por dois fatores, sendo o primeiro comprovado em híbridos de gatos, que quando a contagem de cromossomos do macho é maior, as taxas de fertilidade caem. O kunga um equídeo híbrido (o primeiro da história) sado como animal de tração na antiga Síria e Mesopotâmia, onde também servia como símbolo de poder econômico e político. O Kunga foi o primeiro animal híbrido identificado.[13] Kunga foi criado a partir de jumentas e jumentos selvagens sírios há 4.500 anos.[14] Escritos cuneiformes datados de meados do terceiro milênio a.C. descrevem o animal como um híbrido, mas não fornecem a natureza taxonômica precisa do cruzamento que o produziu. A paleogenômica moderna revelou que ele era descendente de uma jumenta doméstica e um asno selvagem sírio (uma subespécie de onagro ). A raça caiu em desuso após a introdução de cavalos e mulas domesticados na região no final do terceiro milênio a.C. Embora o kunga tenha mantido seu status de elite por meio milênio, ele seria suplantado tanto pelos cavalos domésticos ( ANŠE.KUR.RA , 𒀲𒆳𒊏 ) quanto por seu híbrido de burro, a mula , introduzidos na região no final do terceiro milênio a.C. e, a partir de então, desempenhando os papéis anteriormente ocupados pelo kunga, [ 9 ] que desaparecem rapidamente do registro histórico. Um híbrido semelhante teria sido produzido no Zoológico de Londres em 1883, [ 10 ] mas a subsequente extinção do asno selvagem sírio torna impossível agora reproduzir o cruzamento taxonômico preciso do kunga. [ 9 ] Referências Referências na literatura Monumento Cervantes na Praça de Espanha de Madri, representado Sancho Pança e seu asno O antigo convívio com a espécie humana traz um grande número de referências culturais na literatura e no folclore popular. As "Fábulas de Esopo" usam a figura do burrinho para representar os humildes. Apuleio tem uma obra intitulada "O Asno de Ouro". Foi por muito tempo o símbolo da ignorância, como em "Sonho de uma Noite de Verão", de Shakespeare. "Pinóquio" é outro exemplo de fábula onde um menino mau é transformado num burrico. Aparece diversas vezes na iconografia cristã, como na fuga para o Egito e no Domingo de Ramos, quando Jesus entrou em Jerusalém montado em um asno. Ver também

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog