Eu Vejo Sereias em Copos de Coca-Cola
Você é a mais bela mulher que conheci,
e todos deveriam te amar.
Enquanto com o vapor do chuveiro escrevia nossa história,
fazendo planos onde você seria a primeira.
A única.
Hoje, revisito mentalmente a cama onde nos deitávamos
—um tanto estranho, mas lindo.
A natureza, efêmera e fatal do nosso amor,
não sobreviveria ao tempo.
Entre bater
e dar o tiro.
Nosso relacionamento sempre foi o erro
de quem atravessa a rua sem olhar para os lados.
Quando se dá conta, o carro vem,e só resta torcer para o motorista frear ou desviar.
Fomos o mergulho em mar abertode quem nunca aprendeu a nadar.
Hoje sei que, nos jantares à luz de velas,felizes são os fantasmas.
Eles assistem a tudo e devoram as velas sem serem vistos,
saboreando a doçura da dor.
O amor de anos desmoronou num minuto de ódio.
Para expiar o inferno por segundos de prazer,
você me beijou os lábios
enquanto cravava um punhal em meu peito.
Alex
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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