Stalin infância estudos e poesia Josef Stalin (Gori, 18 de dezembro de 1878 – Moscou, 5 de março de 1953) foi um revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana. Stalin nasceu em uma família pobre seu pai era sapateiro e possuía sua própria oficina; inicialmente teve sucesso financeiro, mas depois entrou em declínio e a família se viu vivendo na pobreza. O pai tornou-se um alcoólatra e batia em sua esposa e filho. Ekaterine e Stalin deixaram a casa em 1883, e começaram uma vida errante, passando por nove diferentes quartos alugados em dez anos. Ambos mudaram-se em 1886 para a casa de um amigo da família, o padre Christopher Charkviani. Ekaterine trabalhava como faxineira e lavadora de roupas para famílias locais; estava determinada a mandar o filho para a escola, algo que ninguém da família havia conseguido antes. No final de 1888, com 10 anos, Stalin foi matriculado na Escola da Igreja de Gori. Isso normalmente era reservado aos filhos da nobreza local, mas Charkviani garantiu que o menino recebesse uma vaga. Stalin se destacou academicamente, exibindo talentos em aulas de pintura e teatro, escrevendo poesia e cantando no coro. Enfrentou vários problemas graves de saúde; em 1884 contraiu varíola, aos 12 anos foi gravemente ferido após ser atingido por uma fáeton, o que foi a provável causa de uma incapacidade no braço esquerdo ao longo da vida. Uma faéton era uma carruagem leve e descoberta. Por recomendação de seus professores, matriculou-se em agosto de 1894 no Seminário Espiritual em Tíflis, habilitado por uma bolsa de estudos que lhe permitiu estudar a uma taxa reduzida. Aqui juntou-se a 600 padres estagiários que ingressaram no seminário. Foi novamente bem sucedido academicamente e ganhou notas altas. Continuou escrevendo poesia; cinco de seus poemas foram publicados sob o pseudônimo de "Soselo". Tematicamente, seus poemas tratavam de temas como natureza, terra e patriotismo, vejamos um dos poemas de Stalin: Luar Como antes, voe sem fadiga Por sobre a terra enevoada, Dissolva as nuvens, muro em liga, Com sua auréola prateada. Ao horizonte espreguiçante Deslize com sorriso terno, O Monte Gélido acalante, Kazbek a te aspirar eterno. Mas saiba bem, quem fora inteiro Prostrado em pó na terra mansa, Com o Mtatsminda, Santo Outeiro, Se iguala ainda na esperança. Clareie este breu sem brilho Com luzes pálidas, traquinas, E, como outrora, retilíneo, Lumine a pátria-mãe tão minha. Eu vou dilacerar meu peito Para você, dar minha mão E ver, com ânimo desfeito, De novo o luar em seu clarão. Quando ficou mais velho, perdeu o interesse em seus estudos; suas notas caíram e ele foi repetidamente confinado a uma cela por comportamento rebelde. Os professores reclamavam que ele se declarava ateu, conversava na sala de aula e se recusava a tirar o chapéu para os monges. Juntou-se a um clube de livros proibidos ativo na escola; foi particularmente influenciado pelo romance pró-revolucionário Que Fazer? (1863), de Nikolai Tchernichevski. Outra obra que o influenciou foi O Patricida, de Alexander Kazbegi, do qual adotou o apelido "Koba" do protagonista. Também leu O Capital (1867), de Karl Marx. Alex

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