Após sair vitorioso da crise de 1946, Mohammad Reza Pahlavi começou a impulsionar mudanças constitucionais para promover a reforma social e aumentar o poder da monarquia, embora tenha sido aconselhado contra essa linha de ação por diplomatas estrangeiros, que consideravam imprudente perturbar a separação de poderes. Em 4 de fevereiro de 1949, durante uma visita à Universidade de Teerã, um agressor abriu fogo contra o Xá, ferindo-o com dois tiros. Naquela noite, o governo declarou lei marcial e uma sessão especial do parlamento impôs medidas severas contra os inimigos políticos da monarquia. O agressor era suspeito de ter ligações com o grupo extremista religioso Fada'iyan-e Islam, que já havia realizado assassinatos de figuras políticas seculares, bem como com o partido Tudeh. Ambos os grupos foram posteriormente declarados ilegais e seus líderes presos.
Em um clima de apoio nacional à monarquia, o parlamento votou a favor do projeto de lei do Xá que convocava uma assembleia constituinte para reexaminar a constituição. Para compor a assembleia, o Xá selecionou indivíduos simpáticos aos seus objetivos. Mohammad-Sadegh Tabatabaei, um aliado de longa data da dinastia Pahlavi, foi nomeado seu líder. Enquanto a assembleia estava sendo organizada, o Xá aprovou leis que criminalizavam as críticas da imprensa à família real e transferiam as terras da coroa da propriedade estatal geral para seu controle pessoal. Em março, ele anunciou a convocação do órgão e levantou a questão da convocação de um Senado pela primeira vez, conforme permitido pela constituição, mas nunca implementado anteriormente.
A assembleia constituinte reuniu-se durante três semanas, a partir de 21 de abril de 1949. Em 8 de maio, aprovou alterações importantes à constituição: foi-lhe concedido o direito de dissolver o parlamento; a autoridade para realizar novas eleições, de modo que um novo parlamento fosse formado no prazo de três meses após a dissolução do anterior; e o estabelecimento de uma legislatura bicameral, com uma Assembleia Nacional como câmara baixa e um Senado como câmara alta. Uma pequena emenda também revisou o processo de implementação de futuras alterações constitucionais. Em janeiro de 1950, o primeiro senado iraniano iniciou as suas funções, com o Xá a nomear metade dos seus 60 membros.
Haj Ali Razmara, nomeado primeiro-ministro do Irã pelo xá Mohammad Reza Pahlavi em junho de 1950, opunha-se à nacionalização da indústria petrolífera iraniana, defendida pelo movimento nacionalista liderado por Mohammad Mossadegh (16 de junho de 1882 – 5 de março de 1967) foi um político, escritor e advogado iraniano, que o poder do Xá não era democrático; ele acreditava que o Xá deveria "reinar, mas não governar" de maneira semelhante às monarquias constitucionais da Europa. Liderados por Mosaddegh, partidos políticos e opositores das políticas do Xá se uniram para formar uma coalizão conhecida como Frente Nacional.
A Frente Nacional do Irã (em persa romanizado: Jebhe-ye Melli-ye Irân) é uma organização política de oposição no Irã.É o grupo pró- democracia mais antigo — e possivelmente o maior — em atividade no Irã, embora nunca tenha recuperado a proeminência que desfrutava no início da década de 1950. A nacionalização do petróleo era um dos principais objetivos políticos da coalizão.
Em 7 de março de 1951, Razmara foi assassinado a tiros na Mesquita do Xá, em Teerã, por Khalil Tahmassebi, integrante do Fada'iyan-e Islam (Fedayeen do Islã ou “Sacrificadores do Islã”), organização fundamentalista xiita fundada em meados da década de 1940 pelo clérigo Navvab Safavi. Os "Sacrificadores do Islã" foram a primeira organização xiita a adotar o terrorismo.
Navvab Safavi (1924–1956), nome religioso de Mojtaba Mir-Lohi, foi um clérigo xiita iraniano e fundador do Fada'iyan-e Islam. Defendia a transformação da sociedade iraniana segundo uma interpretação rigorosa da lei islâmica e considerava legítimo recorrer à violência e a assassinatos contra políticos e intelectuais que julgava inimigos do Islã. Sob sua liderança, o grupo esteve envolvido nos assassinatos de figuras como o escritor Ahmad Kasravi, o ministro da Corte Abdolhossein Hazhir e o primeiro-ministro Haj Ali Razmara. Safavi foi preso após uma tentativa de assassinato contra o primeiro-ministro Hossein Ala e executado por fuzilamento em Teerã, em 18 de janeiro de 1956, aos 31 anos.
O grupo mantinha estreita relação com o influente clérigo Abol-Qasem Kashani (1882–1962), aiatolá, jurista islâmico e importante líder político nacionalista. Kashani destacou-se pela oposição à influência britânica no Irã e pelo apoio à nacionalização do petróleo. Entre 1945 e 1951, estabeleceu uma forte aliança política com Navvab Safavi e o Fada'iyan-e Islam. Documentos históricos e estudos da Encyclopaedia Iranica indicam que Kashani participou das discussões sobre o destino de Razmara e que posteriormente afirmou ter emitido uma fatwa autorizando seu assassinato, por considerá-lo um obstáculo à causa nacional e religiosa.
Abol-Qasem Kashani teve ainda uma relação importante com Ruhollah Khomeini (1902–1989), então um jovem clérigo em ascensão. Khomeini posteriormente se tornaria o principal líder da Revolução Iraniana de 1979, derrubaria a monarquia de Mohammad Reza Pahlavi e fundaria a República Islâmica do Irã, tornando-se seu primeiro Líder Supremo. Khomeini manteve contatos tanto com Kashani quanto com Navvab Safavi; segundo a Encyclopaedia Iranica, Safavi visitava Khomeini em Qom, enquanto Khomeini também mantinha contato frequente com Kashani.
Em 1951, a Frente Nacional havia conquistado a maioria das cadeiras no Majlis (Parlamento do Irã), eleito pelo povo. De acordo com a Constituição iraniana, o partido majoritário eleito no Parlamento escolheria seu candidato a primeiro-ministro por votação, Mosaddegh foi confirmado como primeiro-ministro do Irã pelo Xá (substituindo Hossein Ala, que havia substituído Razmara).
Sob forte pressão da Frente Nacional, o assassino de Razmara (Khalil Tahmasebi) foi libertado e perdoado. Por ora, Mosaddegh e Kashani eram aliados por conveniência, pois Mosaddegh via que Kashani podia mobilizar as "massas religiosas", enquanto Kashani queria que Mosaddegh expulsasse a influência britânica e de outros países estrangeiros.
Os Fadaiyan de Kashani frequentemente atacavam violentamente os oponentes da nacionalização e os oponentes do governo da Frente Nacional, bem como "objetos imorais", atuando às vezes como "executores" não oficiais do movimento. No entanto, no final de 1952, Mosaddegh estava se opondo cada vez mais a Kashani, pois este estava contribuindo para a instabilidade política em massa no Irã. Kashani, por sua vez, repreendia Mosaddegh por não "islamizar" o Irã, pois ele (Mosaddegh) acreditava firmemente na separação entre religião e Estado.
O Xá e seu novo primeiro-ministro, Mosaddegh, tinham uma relação antagônica. Parte do problema decorria do fato de Mosaddegh ter laços sanguíneos com a antiga dinastia real Qajar e considerar Pahlavi um usurpador do trono. Mas a verdadeira questão residia no fato de Mosaddegh representar uma força pró-democrática que desejava moderar o poder do Xá na política iraniana. Ele queria que o Xá fosse um monarca cerimonial, e não um monarca governante, concedendo assim o poder ao governo eleito em vez do Xá, que não havia sido eleito. Embora a Constituição do Irã conferisse ao Xá o poder de governar diretamente, Mosaddegh utilizou o bloco unido da Frente Nacional e o amplo apoio popular à votação sobre a nacionalização do petróleo para bloquear a capacidade de ação do Xá. Como resultado, a questão da nacionalização do petróleo tornou-se cada vez mais intrinsecamente ligada ao movimento pró-democracia de Mosaddegh.
O Xá ficou furioso com a "insolência" de Mosaddegh (segundo Abbas Milani, ele andava de um lado para o outro, furioso, nos aposentos do palácio, ao pensar que seria reduzido a uma mera figura decorativa).
Abbas Malekzadeh Milani (nascido em 1949, em Teerã) é um renomado historiador, cientista político, autor e educador iraniano-americano. Ele é amplamente reconhecido por suas contribuições acadêmicas sobre a história intelectual e política moderna do Irã, bem como pelas relações entre o Irã e os Estados Unidos.
Mas a popularidade de Mosaddegh e da nacionalização do petróleo impediu o Xá de agir contra seu primeiro-ministro (o que era permitido pela Constituição do Irã), algo que Mosaddegh considerava que um rei não tinha o direito de fazer. Em 1952, o Xá destituiu Mosaddegh, substituindo-o por Ahmad Qavam (um primeiro-ministro veterano). Mas protestos generalizados dos apoiadores de Mosaddegh levaram o Xá a reintegrá-lo imediatamente ao cargo.
Nacionalização do petróleo, a crise de Abadan e o aumento das tensões.
No final de 1951, o Parlamento iraniano aprovou, em votação quase unânime, o acordo de nacionalização do petróleo. O projeto de lei era amplamente popular entre a maioria dos iranianos e gerou uma enorme onda de nacionalismo, colocando imediatamente o Irã em conflito com a Grã-Bretanha (o pequeno grupo de parlamentares que discordava dele votou contra, apesar do apoio popular esmagador e da ira dos Fadaiyan). A nacionalização tornou Mosaddegh instantaneamente popular entre milhões de iranianos, consolidando-o como um herói nacional e colocando-o, juntamente com o Irã, no centro das atenções mundiais.
A Grã-Bretanha enfrentava agora o governo nacionalista recém-eleito no Irã, onde Mosaddegh, com forte apoio do parlamento e do povo iraniano, exigia acordos concessionais mais favoráveis, aos quais a Grã-Bretanha se opôs vigorosamente.
O Departamento de Estado dos EUA não só rejeitou a exigência britânica de que continuasse a ser o principal beneficiário das reservas petrolíferas iranianas, como também “os interesses petrolíferos internacionais dos EUA estiveram entre os beneficiários dos acordos concessionais que se seguiram à nacionalização."
Mohammad Mosaddegh tentou negociar com a AIOC, mas a empresa rejeitou o seu compromisso proposto. O plano de Mosaddegh, baseado no compromisso de 1948 entre o Governo Venezuelano de Rómulo Gallegos e a Creole Petroleum, dividiria os lucros do petróleo em partes iguais entre o Irã e a Grã-Bretanha. Contrariando a recomendação dos Estados Unidos, a Grã-Bretanha recusou esta proposta e começou a planear minar e derrubar o governo iraniano.
Gallegos foi o primeiro presidente democraticamente eleito no país, porém foi deposto nove meses depois por um golpe militar.
Em julho de 1951, o diplomata americano Averell Harriman foi ao Irã para negociar um acordo anglo-iraniano, pedindo a ajuda do Xá; sua resposta foi que "diante da opinião pública, não havia como ele dizer uma palavra contra a nacionalização". Harriman realizou uma coletiva de imprensa em Teerã, apelando à razão e ao entusiasmo no enfrentamento da "crise da nacionalização". Assim que ele começou a falar, um jornalista se levantou e gritou: "Nós e o povo iraniano apoiamos o primeiro-ministro Mosaddegh e a nacionalização do petróleo!" Todos os presentes começaram a aplaudir e saíram da sala; o abandonado Harriman balançou a cabeça em desânimo.
Em visita aos Estados Unidos em outubro de 1951, Mosaddegh — apesar da popularidade da nacionalização no Irã — concordou, em negociar com o diplomata estadunidense George
C. McGhee, um acordo complexo para a crise, envolvendo a venda da Refinaria de Abadan para uma empresa não britânica e o controle iraniano da extração de petróleo bruto.
Os EUA esperaram até que Winston Churchill se tornasse primeiro-ministro para apresentar o acordo, acreditando que ele seria mais flexível, mas o acordo foi rejeitado pelos britânicos.
Em setembro de 1951, os britânicos praticamente cessaram a produção do campo petrolífero de Abadan, proibiram a exportação britânica para o Irã de importantes produtos britânicos (incluindo açúcar e aço), [ 25 ] : 110 e congelaram as contas em moeda forte do Irã em bancos britânicos. [ 61 ] O primeiro-ministro britânico Clement Attlee considerou tomar a refinaria de petróleo de Abadan à força, mas optou por um embargo da Marinha Real , impedindo a entrada de qualquer navio que transportasse petróleo iraniano por transportar os chamados "produtos roubados". Em sua reeleição como primeiro-ministro, Winston Churchill adotou uma postura ainda mais dura contra o Irã. [ 20 ] [ página necessária ] [ 25 ] : 145
O Reino Unido levou seu caso de antinacionalização contra o Irã ao Tribunal Internacional de Justiça em Haia ; o primeiro-ministro Mosaddegh disse que o mundo tomaria conhecimento de um "país cruel e imperialista" que roubava de um "povo necessitado e nu". O tribunal decidiu que não tinha jurisdição sobre o caso. Mesmo assim, os britânicos continuaram a impor o embargo ao petróleo iraniano. Em agosto de 1952, o primeiro-ministro iraniano Mosaddegh convidou um executivo petrolífero americano para visitar o Irã, e o governo Truman acolheu o convite. No entanto, a sugestão desagradou Churchill, que insistiu que os EUA não prejudicassem sua campanha para isolar Mosaddegh devido ao apoio britânico aos EUA na Guerra da Coreia . [ 25 ] : 145
Em meados de 1952, o embargo britânico ao petróleo iraniano foi devastadoramente eficaz. Agentes britânicos em Teerã "trabalharam para subverter" o governo de Mossadegh, que buscou ajuda do presidente Truman e, posteriormente, do Banco Mundial, mas sem sucesso. "Os iranianos estavam ficando mais pobres e infelizes a cada dia" e a coalizão política de Mossadegh estava se desfazendo. Para piorar a situação, o presidente do Parlamento, o aiatolá Kashani, principal apoiador clerical de Mossadegh, tornou-se cada vez mais contrário ao primeiro-ministro, pois Mossadegh o estava afastando do poder. Em 1953, ele se voltou completamente contra Mossadegh e apoiou o golpe, privando-o do apoio religioso e concedendo-o ao Xá. [ 20 ] : 97 A ele se juntou um jovem e relativamente desconhecido mulá Ruhollah Khomeini, o futuro líder supremo revolucionário do Irã, que também condenou o governo de Mossadegh. [ 62 ]
Embora a Frente Nacional, que frequentemente apoiava Mosaddegh, tenha vencido facilmente nas grandes cidades, não havia ninguém para monitorar a votação nas áreas rurais. A violência eclodiu em Abadan e em outras partes do país onde as eleições foram muito disputadas. Diante da necessidade de deixar o Irã rumo a Haia, onde a Grã-Bretanha estava processando o país pelo controle do petróleo iraniano, o gabinete de Mosaddegh votou pelo adiamento do restante da eleição até o retorno da delegação iraniana de Haia: [ 25 ] : 136–37
Enquanto Mosaddegh lidava com desafios políticos, ele enfrentava outro que a maioria dos iranianos considerava muito mais urgente. O bloqueio britânico aos portos marítimos iranianos significava que o Irã estava sem acesso aos mercados onde pudesse vender seu petróleo. O embargo teve o efeito de levar o Irã à falência. Dezenas de milhares perderam seus empregos na refinaria de Abadan e, embora a maioria entendesse e apoiasse apaixonadamente a ideia de nacionalização, eles naturalmente esperavam que Mosaddegh encontrasse uma maneira de recolocá-los no mercado de trabalho. A única maneira que ele encontrou para fazer isso foi vendendo petróleo.
Para piorar a situação, o Partido Comunista Tudeh , que apoiava a União Soviética e havia tentado matar o Xá apenas quatro anos antes, começou a infiltrar-se nas forças armadas [ 63 ] e a enviar multidões para "apoiar Mosaddegh" (mas na realidade para marginalizar todos os opositores não comunistas). Anteriormente, o Tudeh havia denunciado Mosaddegh, mas em 1953 mudou de tática e decidiu "apoiá-lo". [ 64 ] O Tudeh atacou violentamente os opositores sob o pretexto de ajudar o primeiro-ministro (o primo da futura rainha do Irã, Farah Pahlavi , foi esfaqueado aos 13 anos em sua escola por ativistas do Tudeh), [ 21 ] e involuntariamente ajudou a causar o declínio da reputação de Mosaddegh, apesar de ele nunca os ter apoiado oficialmente. [ 22 ] No entanto, em 1953, ele e o Tudeh haviam formado uma aliança de conveniência não oficial; Os Tudeh eram os "soldados rasos" do seu governo, substituindo efetivamente os Fadaiyan nesse papel, enquanto secretamente esperavam que Mosaddegh instituísse o comunismo. [ 20 ] [ 22 ]
Preocupada com outros interesses britânicos no Irã e graças ao Partido Tudeh, [ 22 ] acreditando que o nacionalismo iraniano era, na verdade, uma conspiração apoiada pelos soviéticos, a Grã-Bretanha persuadiu o Secretário de Estado americano, John Foster Dulles, de que o Irã estava caindo nas mãos dos soviéticos — explorando, na prática, a mentalidade americana da Guerra Fria. Como o presidente Harry S. Truman estava ocupado lutando na guerra da Coreia, ele não concordou em derrubar o governo do primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh. No entanto, em 1953, quando Dwight D. Eisenhower se tornou presidente, o Reino Unido convenceu os EUA a empreender um golpe de Estado conjunto.
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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