Clássico dos Clássicos Clássico dos Clássicos, já referido como "Clássico do Nordeste" em meados da segunda metade do século XX, é o jogo entre o Clube Náutico Capibaribe e o Sport Club do Recife. Terceiro clássico mais antigo do Brasil, atrás somente do Clássico Vovô, do Rio de Janeiro, e do Grenal, de Porto Alegre,[2] é o mais antigo do Nordeste e é também um dos clássicos mais importantes, mais equilibrados e com o maior número de confrontos em Pernambuco já tendo inspirado até livro. O Clássico dos Clássicos era conhecido, entre as décadas de 1950 a 1970, como "Clássico do Nordeste" (à época, o clássico BA-VI ainda não havia se consolidado como o maior clássico baiano). Introdução A história dos dois clubes está ligada desde as suas origens, uma vez que o Sport foi fundado por Guilherme de Aquino após dirigentes do Náutico recusarem sua oferta de introduzir uma equipe de futebol no clube.[3] Realizado pela primeira vez em 1909, com vitória do Náutico, o confronto era conhecido inicialmente como "Fla-Flu pernambucano", e recebeu o nome atual num anúncio do Jornal Pequeno de 18 de agosto de 1945.[4] A maior goleada do Sport ocorreu em 1916, com uma vitória por 8 a 0, enquanto o Náutico venceu por 8 a 1 em 1935.[5] Náutico e Sport disputaram diversas partidas históricas, como na Copa do Nordeste de 2001 o Náutico fazia uma campanha invicta e era favorito ao título, nas semifinais o adversário era o rival Sport que derrotou o Náutico de 1 a 0 sendo eliminado com a primeira derrota na Copa do Nordeste, e no Campeonato Pernambucano do mesmo ano o Náutico tinha que interromper a sequência de seis títulos consecutivos do rival Sport para continuar sendo o único hexa do campeonato, O Náutico sagrou-se campeão pernambucano no ano do centenário alvirrubro.[5] Origem e primeiro jogo Em 1905, o estudante pernambucano Guilherme de Aquino, em viagem à Inglaterra, se encantou com o futebol e, na volta ao Recife, trouxe equipamento necessário para a formação de duas equipes. Procurando um clube para iniciar a prática da modalidade, solicitou inicialmente ao Clube Náutico Capibaribe, fundado quatro anos antes e voltado à prática de remo, um espaço para o esporte. Com a não aceitação do Náutico, Guilherme de Aquino decidiu fundar um novo clube, o Sport Club do Recife.[3] Quatro anos depois, com a popularização do futebol no Recife, o Náutico decidiu aderir à modalidade e fez um desafio à equipe do Sport. Em 24 de julho de 1909, o Jornal Pequeno anunciou:[5] “ É amanhã, às 4 horas da tarde e no magnífico campo do Britsh Club, que se realisará o match ansiosamente esperado, entre o Sport Club do Recife e o Club Nautico Capibaribe, em consequencia do desafio que ha dias este fez áquele. É a primeira vez que sob as respectivas bandeiras dos dois importantes e sympatizados clubs athleticos desta capital, se effectuará aqui um match de futebol e, por conseguinte é fácil avaliar o grande interesse que o mesmo tem despertado em o nosso meio sportivo, onde se discute o resultado do encontro com enthysiasmo ainda não observado em Pernambuco! ” — Jornal Pequeno, 24 de julho de 1909 (grafia original)[5]. O local da partida, onde na época funcionava o Britsh Club, hoje abriga o Museu do Estado de Pernambuco. Thomas Wright foi o árbitro do jogo, auxiliado por um representante do Náutico (A. Chalmers) e outro do Sport (o próprio Guilherme de Aquino). O Náutico jogou com uniforme todo branco e com o escudo bordado. O Sport atuou com camisas listradas verticalmente em vermelho e preto e calções brancos. Rolland Maunsell, do Náutico, marcou os dois primeiros gols do confronto, ambos no primeiro tempo. D. Thomas fez o terceiro e C. Chalmers marcou o gol do Sport, fechando o placar em 3 a 1 a favor do Náutico.[3][5] Maiores goleadas Em 1916, durante o Campeonato Pernambucano de Futebol, ocorreu a maior goleada do Sport no confronto: 8 a 0. O jogo, disputado na Ponte d'Uchoa, era válido pelo segundo turno da Série B (equivalente a Grupo B na denominação usual dos dias atuais). Motta marcou quatro gols, Vasconcelos fez três e Smith completou o placar. Semanas depois o Sport conquistaria seu primeiro título estadual. Dezoito anos mais tarde, em dezembro de 1934, o Náutico vencia o Sport por 3 a 1 em partida do Campeonato Pernambucano daquele ano quando a equipe alvirrubra começou a pressionar o árbitro. A partida foi interrompida e a demora fez com que o jogo entrasse pela noite. Devido à falta de refletores no estádio, o jogo foi suspenso e seria retomado no dia seguinte, mas o Sport não aceitou e propôs o reinício do confronto. O novo jogo, marcado para 31 de março de 1935, foi realizado no campo da Avenida Malaquias. O Náutico venceu, repetindo o placar de 1916. Fernando Carvalheira (3), Artur Carvalheira (2), Estácio (2), Zezé Carvalheira e Marcílio de Aguiar para o Sport fizeram os gols.[5] Clássico dos Clássicos, já referido como "Clássico do Nordeste" em meados da segunda metade do século XX, é o jogo entre o Clube Náutico Capibaribe e o Sport Club do Recife. Terceiro clássico mais antigo do Brasil, atrás somente do Clássico Vovô, do Rio de Janeiro, e do Grenal, de Porto Alegre,[2] é o mais antigo do Nordeste e é também um dos clássicos mais importantes, mais equilibrados e com o maior número de confrontos em Pernambuco já tendo inspirado até livro. O Clássico dos Clássicos era conhecido, entre as décadas de 1950 a 1970, como "Clássico do Nordeste" (à época, o clássico BA-VI ainda não havia se consolidado como o maior clássico baiano). Introdução A história dos dois clubes está ligada desde as suas origens, uma vez que o Sport foi fundado por Guilherme de Aquino após dirigentes do Náutico recusarem sua oferta de introduzir uma equipe de futebol no clube.[3] Realizado pela primeira vez em 1909, com vitória do Náutico, o confronto era conhecido inicialmente como "Fla-Flu pernambucano", e recebeu o nome atual num anúncio do Jornal Pequeno de 18 de agosto de 1945.[4] A maior goleada do Sport ocorreu em 1916, com uma vitória por 8 a 0, enquanto o Náutico venceu por 8 a 1 em 1935.[5] Náutico e Sport disputaram diversas partidas históricas, como na Copa do Nordeste de 2001 o Náutico fazia uma campanha invicta e era favorito ao título, nas semifinais o adversário era o rival Sport que derrotou o Náutico de 1 a 0 sendo eliminado com a primeira derrota na Copa do Nordeste, e no Campeonato Pernambucano do mesmo ano o Náutico tinha que interromper a sequência de seis títulos consecutivos do rival Sport para continuar sendo o único hexa do campeonato, O Náutico sagrou-se campeão pernambucano no ano do centenário alvirrubro.[5] Origem e primeiro jogo Em 1905, o estudante pernambucano Guilherme de Aquino, em viagem à Inglaterra, se encantou com o futebol e, na volta ao Recife, trouxe equipamento necessário para a formação de duas equipes. Procurando um clube para iniciar a prática da modalidade, solicitou inicialmente ao Clube Náutico Capibaribe, fundado quatro anos antes e voltado à prática de remo, um espaço para o esporte. Com a não aceitação do Náutico, Guilherme de Aquino decidiu fundar um novo clube, o Sport Club do Recife.[3] Quatro anos depois, com a popularização do futebol no Recife, o Náutico decidiu aderir à modalidade e fez um desafio à equipe do Sport. Em 24 de julho de 1909, o Jornal Pequeno anunciou:[5] “ É amanhã, às 4 horas da tarde e no magnífico campo do Britsh Club, que se realisará o match ansiosamente esperado, entre o Sport Club do Recife e o Club Nautico Capibaribe, em consequencia do desafio que ha dias este fez áquele. É a primeira vez que sob as respectivas bandeiras dos dois importantes e sympatizados clubs athleticos desta capital, se effectuará aqui um match de futebol e, por conseguinte é fácil avaliar o grande interesse que o mesmo tem despertado em o nosso meio sportivo, onde se discute o resultado do encontro com enthysiasmo ainda não observado em Pernambuco! ” — Jornal Pequeno, 24 de julho de 1909 (grafia original)[5]. O local da partida, onde na época funcionava o Britsh Club, hoje abriga o Museu do Estado de Pernambuco. Thomas Wright foi o árbitro do jogo, auxiliado por um representante do Náutico (A. Chalmers) e outro do Sport (o próprio Guilherme de Aquino). O Náutico jogou com uniforme todo branco e com o escudo bordado. O Sport atuou com camisas listradas verticalmente em vermelho e preto e calções brancos. Rolland Maunsell, do Náutico, marcou os dois primeiros gols do confronto, ambos no primeiro tempo. D. Thomas fez o terceiro e C. Chalmers marcou o gol do Sport, fechando o placar em 3 a 1 a favor do Náutico.[3][5] Maiores goleadas Em 1916, durante o Campeonato Pernambucano de Futebol, ocorreu a maior goleada do Sport no confronto: 8 a 0. O jogo, disputado na Ponte d'Uchoa, era válido pelo segundo turno da Série B (equivalente a Grupo B na denominação usual dos dias atuais). Motta marcou quatro gols, Vasconcelos fez três e Smith completou o placar. Semanas depois o Sport conquistaria seu primeiro título estadual. Dezoito anos mais tarde, em dezembro de 1934, o Náutico vencia o Sport por 3 a 1 em partida do Campeonato Pernambucano daquele ano quando a equipe alvirrubra começou a pressionar o árbitro. A partida foi interrompida e a demora fez com que o jogo entrasse pela noite. Devido à falta de refletores no estádio, o jogo foi suspenso e seria retomado no dia seguinte, mas o Sport não aceitou e propôs o reinício do confronto. O novo jogo, marcado para 31 de março de 1935, foi realizado no campo da Avenida Malaquias. O Náutico venceu, repetindo o placar de 1916. Fernando Carvalheira (3), Artur Carvalheira (2), Estácio (2), Zezé Carvalheira e Marcílio de Aguiar para o Sport fizeram os gols.[5] Artilheiros

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