Fernando Haddad - Cargos políticos Prefeitura de São Paulo (2001–2003) Em 2001, assumiu a função de chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico do município de São Paulo, no início da gestão da prefeita Marta Suplicy, integrando-se à equipe encarregada de equacionar o desequilíbrio fiscal provocado pelas dívidas herdadas da gestão anterior de Celso Pitta (o pior prefeito de São Paulo). Na Secretaria, comandada por João Sayad, Haddad ajudou a montar uma estratégia de pagamento escalonado aos credores e a organizando as finanças municipais. Ao final de dois anos e meio, segundo fontes do Partido dos Trabalhadores (PT), o município teria alcançado o equilíbrio fiscal, incrementando a capacidade de investimento. Governo federal Em 2003, Haddad foi convidado por Guido Mantega para integrar sua equipe do Ministério do Planejamento, em Brasília. Ministério do Planejamento (MP) foi um ministério do Poder Executivo do Brasil. Sua função era planejar a administração governamental, planejar custos, analisar a viabilidade de projetos, controlar orçamentos, liberar fundos para estados e projetos do governo. O Ministério do Planejamento foi criado em 1962, durante o governo João Goulart, foi extinto em 1 de janeiro de 2019. Na função de assessor especial, formatou a Lei de Parcerias Público-Privadas, as PPPs, com o objetivo de estimular empresários a investir em áreas consideradas estratégicas pelo governo federal. No ano seguinte, foi convidado pelo então Ministro da Educação Tarso Genro para que assumisse o cargo de Secretário-executivo do Ministério da Educação. Ministério da Educação Haddad assumiu o cargo de Ministro da Educação do Governo Lula em 29 de julho de 2005. Em pouco tempo de trabalho no Ministério Haddad percebeu que as Instituições privadas de Ensino Superior desfrutavam de isenções fiscais desde o início dos 1990 sem dar contrapartidas. Foi nessa brecha que Haddad elaborou o Programa Universidade para Todos (ProUni), transformando em lei federal o programa de concessão de bolsas de estudo em universidades privadas para estudantes de baixa renda. Até janeiro de 2020, o programa concedeu, segundo dados do governo federal, mais de dois milhões e oitocentas mil bolsas. Com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) de 2007, inaugurou no MEC uma visão sistêmica da educação, que levou o Ministério a atuar da creche à pós-graduação. Ainda em 2007, instituiu o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que passa a medir a qualidade do ensino fundamental e médio. O novo indicador permite estabelecer metas de desempenho anual para cada escola, município e estado, bem como melhorar a distribuição dos recursos pela identificação das carências localizadas. Em 2007, substituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). A mudança ampliou o fundo de financiamento - antes restrito ao ensino fundamental - para toda a educação básica, incluindo creche, pré-escola, ensino médio e modalidades como alfabetização de adultos, educação no meio rural, entre outras. Com o Fundeb, os recursos transferidos da União para estados e municípios saltam de 500 milhões de reais (média no Fundef) para cinco bilhões ao ano. Em contrapartida, estabeleceu o piso salarial nacional para o professor, que passou a ser progressivamente adotado pelas unidades federativas. Ao final da gestão Haddad, o Brasil havia aumentado o investimento público em educação de 3,9% para 5,1% do produto interno bruto. Um meme amplamente divulgado distorceu dados do PISA em 2012, avaliação internacional de estudantes, mostrando gráficos que mostram queda do Brasil no ranking, para sustentar que a educação piorou com Fernando Haddad no MEC, entre 2005 e 2012. Apesar de os dados estarem corretos, a queda foi provocada mais pela inclusão de 25 novos países no levantamento nesse período do que pelo desempenho dos estudantes brasileiros. Na verdade, as pontuações das avaliações de 2006, 2009 e 2012 indicam melhora no aprendizado. Ainda durante a gestão Haddad, estipulou-se o ensino fundamental de nove anos e expandiu-se o acesso ao ensino superior com a criação de catorze novas universidades federais e mais de 100 campi. Com isso, segundo dados do governo, o número de vagas em universidades federais aumentou de 139 mil para 218 mil. Por meio da criação do SiSU, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) tornou-se uma porta de entrada para instituições públicas de ensino superior. Alex

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