Quem é Fernando Haddad? Primeiros anos e formação Fernando Haddad GCRB • GCMD • GOMM (São Paulo, 25 de janeiro de 1963) é um acadêmico, advogado, professor e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministro da Educação de 2005 a 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e prefeito da cidade de São Paulo de 2013 a 2016. É professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), instituição pela qual se graduou bacharel em Direito, mestre em Economia e doutor em Filosofia. Fernando Haddad é o segundo de três filhos. Seu pai, Khalil Haddad, emigrou do Líbano para o Brasil aos 24 anos, em 1947, estabelecendo-se como comerciante atacadista de tecidos. Sua mãe, Norma Thereza Goussain Haddad, brasileira filha de libaneses, formou-se no curso de Magistério do Liceu Pasteur e dedicou-se posteriormente a atividades filantrópicas no Grupo Socorrista Maria de Nazaré. Kardecista, dona Norma lia o Evangelho toda semana com Fernando e suas duas irmãs, Priscila e Lúcia, criando nas crianças o hábito da oração antes de dormir, que, segundo relatos biográficos, permaneceu ao longo da vida. A família Haddad cultiva como referência espiritual Cury Habib Haddad, avô paterno de Fernando. Depois de ficar viúvo, ele tornou-se sacerdote da Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia. No Líbano, destacou-se como liderança na luta contra o domínio francês no período posterior à Primeira Guerra Mundial. Cury Habib Haddad morreu em 1961, no Brasil. Fernando Haddad não chegou a conhecê-lo, mas mantém consigo uma fotografia do avô. Passou a infância no bairro do Planalto Paulista, onde desenvolveu a paixão futebol nos campos de várzea. Além do futebol, Fernando é faixa-preta de taekwondo e praticou kung fu na adolescência. Também jogou handebol pelo Esporte Clube Sírio e chegou a ser vice-artilheiro do Campeonato Paulista entre 1977 e 1978. Cursou a pré-escola e o ensino fundamental no Ateneu Ricardo Nunes e o ensino secundário no Colégio Bandeirantes. Em 1981, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo. Durante a graduação, Fernando Haddad dividiu-se entre os estudos e o trabalho com o pai, como balconista no comércio atacadista de tecidos da comunidade antioquina na região da Rua 25 de Março. Em 1988, aos 25 anos, casou-se com a dentista paulistana Ana Estela Haddad, depois de dois anos de namoro e de uma amizade iniciada quando ele tinha 17 anos. A amizade surgiu por uma curiosa coincidência: Ana Estela já tinha o sobrenome Haddad antes de se casar com Fernando, embora os dois não fossem parentes. Formação acadêmica Fernando Haddad é professor doutor do Departamento de Ciência Política da USP. Possui graduação em Direito (1985), mestrado em Economia (1990) e doutorado em Filosofia (1996), todos pela Universidade de São Paulo. No final de 1985, diplomou-se em Direito e, no ano seguinte, foi aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em outubro de 1986, Haddad foi selecionado para o mestrado em Economia da USP, que concluiu em 1990, depois de passar parte de sua formação como aluno visitante da Universidade McGill, no Canadá. Prosseguiu sua formação acadêmica na USP, cursando, entre 1991 e 1996, o doutorado em Filosofia. Nos dois níveis da pós-graduação, defendeu trabalhos de crítica ao chamado socialismo real, adotando abordagens influenciadas pela tradição da Escola de Frankfurt. Política estudantil No terceiro ano da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco, iniciou sua militância no movimento estudantil. Em um período de abertura política e de enfraquecimento da ditadura militar, que intensificava o debate político nas universidades, Fernando Haddad aprofundou seus estudos sobre Karl Marx, dedicando-se à crítica tanto do stalinismo quanto do trotskismo, que considerava insuficiente em sua interpretação do totalitarismo. Nessa época, aproximou-se do pensamento da Escola de Frankfurt, identificando-se com as teorias críticas de Theodor Adorno, Max Horkheimer e Herbert Marcuse. Associou-se a militantes que não pertenciam às duas principais correntes que disputavam a direção do Centro Acadêmico XI de Agosto — o Partido Comunista Brasileiro, alinhado à União Soviética, e a Liberdade e Luta (Libelu), organização de orientação trotskista crítica ao regime soviético. Fernando apoiou a nova chapa que concorria ao centro acadêmico, ironicamente chamada The Pravda, cujo nome combinava referências aos jornais The New York Times, dos Estados Unidos, e Pravda, da União Soviética. Com a vitória da chapa, tornou-se, em 1984, presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto. Na atuação política estudantil, participou das passeatas e dos comícios do movimento Diretas Já, que defendia o restabelecimento das eleições diretas para a Presidência da República. Por seu envolvimento no movimento estudantil, Haddad passou a ser monitorado pelos órgãos de segurança da ditadura, incluindo o Exército e o Serviço Nacional de Informações (SNI). Documentos da época registram sua participação nos debates políticos nacionais e sua circulação entre setores da elite intelectual e política de São Paulo. Em 1986, associou-se ao engenheiro Paulo Nazar, seu cunhado, para atuar no ramo da incorporação e construção civil. Em 1988, trabalhou como analista de investimentos do Unibanco. Em 1997, foi aprovado em concurso para lecionar na Universidade de São Paulo, tornando-se, aos 34 anos, professor do Departamento de Ciência Política da instituição. No mesmo período, afastou-se dos negócios da família em razão do agravamento do estado de saúde de seu pai. A partir de 1998, trabalhou como consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), instituição ligada à USP. A Tabela FIPE apresenta preços médios de veículos anunciados pelos vendedores no mercado nacional e é utilizada como referência para negociações, avaliações e outras operações envolvendo veículos. Alex

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