Um dia, meu pai precisou fazer uma cirurgia nos olhos e me chamou para acompanhá-lo. Como um bom filho, fui com ele ao hospital e fiquei esperando até que tudo terminasse. Quando finalmente recebeu alta, saímos juntos do hospital. Eu estava tranquilo, conversando com ele, até que, em determinado momento, meu cérebro resolveu entrar em modo automático. Sem pensar duas vezes, comecei a me despedir: — Bom, pai, vou indo... Foi quando ouvi a resposta mais sincera e indignada que um filho poderia receber: — **Seu filho da puta! Vai me largar aqui cego?! Naquele instante, voltei à realidade. Eu tinha simplesmente me esquecido de que meu pai acabara de fazer uma cirurgia ocular e ainda não estava enxergando direito! Imagino a cena para quem passava por ali: um homem recém-operado, sem conseguir enxergar direito, abandonado pelo próprio filho na porta do hospital. E eu, que tinha ido justamente para acompanhá-lo, quase o deixei na mão antes mesmo de chegarmos ao destino. Felizmente, meu pai ainda tinha a língua afiada. Se a visão estava comprometida, a capacidade de xingar o filho continuava funcionando perfeitamente! Moral da história: nunca subestime um pai. Ele pode sair do hospital

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