Um dia, meu pai precisou fazer uma cirurgia nos olhos e me chamou para acompanhá-lo. Como um bom filho, fui com ele ao hospital e fiquei esperando até que tudo terminasse.
Quando finalmente recebeu alta, saímos juntos do hospital. Eu estava tranquilo, conversando com ele, até que, em determinado momento, meu cérebro resolveu entrar em modo automático.
Sem pensar duas vezes, comecei a me despedir:
— Bom, pai, vou indo...
Foi quando ouvi a resposta mais sincera e indignada que um filho poderia receber:
— **Seu filho da puta! Vai me largar aqui cego?!
Naquele instante, voltei à realidade. Eu tinha simplesmente me esquecido de que meu pai acabara de fazer uma cirurgia ocular e ainda não estava enxergando direito!
Imagino a cena para quem passava por ali: um homem recém-operado, sem conseguir enxergar direito, abandonado pelo próprio filho na porta do hospital.
E eu, que tinha ido justamente para acompanhá-lo, quase o deixei na mão antes mesmo de chegarmos ao destino.
Felizmente, meu pai ainda tinha a língua afiada. Se a visão estava comprometida, a capacidade de xingar o filho continuava funcionando perfeitamente!
Moral da história: nunca subestime um pai. Ele pode sair do hospital
Febrônio Índio do Brasil Febrônio Índio do Brasil (Jequitinhonha, 14 de janeiro de 1895 — Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1984) foi um assassino em série brasileiro, sendo o primeiro criminoso a ser julgado como louco no país. Nascido na cidade de São Miguel de Jequitinhonha, atual Jequitinhonha, estado de Minas Gerais. Era o segundo de catorze filhos do casal Theodoro Simões de Oliveira e Reginalda Ferreira de Mattos. Seu provável nome verdadeiro era Febrônio Ferreira de Mattos, mas ganhou fama como Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, pois assim se apresentava aos policiais, jornalistas, autoridades judiciárias e psiquiatras forenses. Seu pai, Thedorão, como era mais conhecido, trabalhava como lavrador, mas exercera durante algum tempo o ofício de açougueiro. Era alcoólatra e, com muita frequência, agredia violentamente sua esposa. Várias vezes, Febrônio presenciou os espancamentos de sua mãe. Thedorão era também violento com os filhos. Em 1907, aos 12 anos, Febrônio fugiu d...
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